Uma passagem rápida por aqui para deixar o testemunho da segunda consulta de osteopatia pediátrica que cumprimos esta semana para combater o refluxo. Para quem só chegou agora aqui, relembro-vos o primeiro post.

Posso dizer-vos que após a primeira consulta, que gostei bastante, ainda dei o beneficio da dúvida ao facto de ele ter ficado muito calmo e com menos refluxo (achava que podia podia ter sido coincidência), mas desta vez tirei a prova dos nove e de facto atribuo a tranquilidade dele à consulta, sem sombra de dúvidas.

Esta segunda consulta correu ainda melhor do que a primeira, com zero choro. Noto que ele se sente muito tranquilo com o alívio das "lesões osteopáticas" e fica um bebé super calmo quer durante a consulta quer nas horas seguintes, o que associo a sentir um maior nível de conforto e por isso descansa (ele e nós).  

Nos dias seguintes às consultas (aconteceu das duas vezes) fica sempre um pouco agitado mas é normal, fui devidamente avisada que ao ser mexido podia haver necessidade de dar ben-u-ron, como quando levam as vacinas. Nada do outro mundo, até porque já expliquei anteriormente que não precisamos temer os movimentos. A osteopatia infantil não é como a dos adultos. Em toda a consulta o bebé está posicionado numa almofada e os movimentos são muito softs, exercendo apenas pressão em algumas zonas. Não há estalos nos ossos, nem braços e pernas a mexer. Se for esse o vosso medo (confesso que era o meu) podem ficar de coração descansado.  

Quanto ao refluxo demos pulo salto gigante, presentemente é um bebé que bolsa após as mamadas dentro da normalidade e os sinais incómodos do refluxo: o choro, o dar às pernas irritado, bolsar após 1h da mamada e os barulhos de indisposição durante o sono desapareceram. Nem imaginam a diferença que notei nas noites, além de que dorme mais e durante mais tempo. E isto com penas duas consultas. Agora só voltamos lá daqui a um mês para reavaliação ou caso alguma coisa mude.

Por prevenção, como faço amamentação exclusiva, continuo sem consumir lacticínios de vaca (como iogurtes e queijo de cabra) e mantemos todas as medidas anti-refluxo em casa: berço inclinado, dorme de lado, não o deitamos logo após as mamadas e muito babywearing. 

Por isso, se estão a passar pelo mesmo ou se têm um bebé com sintomas candidatos a passar pela avaliação de um osteopata (cólicas, sono perturbado, dificuldades na amamentação/sucção, plagiocefalia, etc) recomendo que o façam pois podem mesmo encontrar muitos benefícios ao nível do alívio do desconforto do bebé que a medicina geral não consegue.  

  Beijinhos

Imagem: Google

Babywearing significa nada mais nada menos do que transportar e ter o bebé ao nosso colo, mas mantendo as mãos livres.

Tentei no primeiro filho com uma mochila (à qual não me adaptei e sei pelas mensagens privadas que recebo que já muitas passaram pelo mesmo) e acabei por desistir prematuramente. Acreditem que é possível, com o acessório certo e informação, correr muito bem.  

Existem várias marcas e acessórios no mercado que permitem fazer Babywearing: mochilas ergonómicas, slings, slings de argola, mei-tai; panos elásticos, panos semi-elásticos, entre outros. Cada opção é válida para carregar o nosso bebé, basta que nos sintamos bem e que seja adequada para a idade da criança, mas exige alguma pesquisa e até experimentação.

O meu interesse pelo babywearing só (re)começou depois do Xavier nascer. Por ser um bebé que exigia muito colo sentia-me limitada nas tarefas do dia a dia e comecei a tentar perceber quais eram as melhores soluções para usar a partir do nascimento (pois nem todas dão). Além disso, tenho outro filho para dar atenção. Precisava urgentemente de um solução válida e confortável. 

 Entretanto emprestaram-me um pano semi-elástico e percebi que o Xavier se sentia bem e que adormecia quase forma instantânea. Penso que não existe melhor barómetro que esse! E foi assim que cheguei à aquisição de um pano wrap semi-elástico da marca Pulguinhas, que dá desde o nascimento (é otimo para começar) até aos 9 kg. Ou seja, é uma boa solução (para mim a melhor que encontrei) para usar no primeiro ano de vida do bebé. O material macio aconchega o corpo do bebé ao corpo da mãe fazendo com que se sintam tranquilos. 

Basta vermos alguns vídeos para aprender a usar e depois a prática faz o resto. Sabiam que até é possível dar de mamar em pé com o bebé no pano? Na foto acima é isso que estou a fazer tal e qual uma pro (que não sou).
 
E assim aos poucos comecei a conseguir criar rotinas para as tarefas do dia dia com ele no meu sling wrap (desde fazer torradas, arranjar legumes, ir ao supermercado, etc). Por outro lado, o babywearing tornou-se também um aliado para combater o refluxo, pois como já referi aqui no blog uma das recomendações de prevenção é precisamente manter o bebé 40 minutos na vertical após a mamada (o que é possível com o sling wrap) e era uma das coisas que me dificultava o regresso às rotinas pois cada mamada demorava muito tempo.  

Entretanto, além do lado prático, eu própria comecei a ganhar o gosto de o ter próximo de mim com este "kit mãos livres" e acho que esta relação com o babywearing vai ser duradoura.

Espero que vos tenha sido útil pois sei que surgem muitas dúvidas quando começamos a pesquisar sobre o tema. 

E entretanto fiquem atentas ao Instagram pois vamos ter novidades :)

Beijinhos!

 



Cá em casa não seguimos nenhuma dieta alimentar específica nem rígida mas procuramos fazer escolhas saudáveis no dia a dia. No fundo, a única regra é essa, mas de vez em quando fazemos o gosto ao dente. Por isso tanto é normal que em algumas ocasiões possam encontrar por aqui uma receita de bolo de chocolate convencional como noutras ocasiões possam encontrar experiências com um foco healthy. É o chamado equilíbrio ou se quiserem modernizar a coisa, somos flexitaristas, a tendência alimentar que ganhou expressão em 2017 e que inclui as pessoas se regem por uma alimentação cuidada com uma base vegetariana mas que também comem carne e peixe em determinadas ocasiões. Nós somos essas pessoas, que optam pelo saudável, mas que também gostam de comer e testar sabores. 


A semana passada fiz este bolo e tenho recebido algumas mensagens a pedir a receita, por isso, aqui vai. O Duarte gostou, não adorou porque não sabe a Ovo Kinder, mas gostou, o que para um crítico gastronómico de 5 anos não é mau. Eu gostei, não preciso de mais para adoçar a boca. Acho que resulta muito bem como bolo para lanches ocasionais para oferecer às crianças quando querem um doce sobretudo porque não leva açúcar refinado, nem ovos nem leite (apto para intolerantes à lactose). Além disso é muito fácil de fazer. Peço desculpa pelas fotos básicas, mas quando o fiz não tinha como ideia partilhar aqui. 

Ingredientes:

Meia chávena de óleo de coco
1/2 chávena de açúcar de coco
1/3 chávena de cacau cru em pó (usei da Iswari)
1 1/2 chávena de farinha integral (usei marca Nacional)
1 chávena de água morna
1 colher de sobremesa de bicarbonato de sódio 
1 colher de sobremesa de fermento em pó
1 colher de sopa de vinagre branco (ajuda o bolo a crescer)

Preparação: 

Numa taça, ou na Bimby ou numa misturadora, juntar todos os ingredientes secos e misturar bem. No fim, adicionar a água morna e o óleo de coco. Mexer bem até ter uma consistência homogénea. Untar uma forma pequena (o bolo não fica grande) com óleo de coco e farinha e levar ao forno a 180 graus durante 25 a 30 minutos ou até passar no teste do palito.

Cobertura:

1/3 de chocolate negro 70% cacau derretido 1 minuto no microondas com 1 colher de sopa de leite de arroz. Mexer vigorosamente até o chocolate derreter por completo e verter no topo do bolo. [Intolerantes à lactose podem optar por não cobrir o bolo].

Beijos




Quando engravidei do Duarte, a escolha do carrinho de bebé foi um dos temas que mais "luta" me deu. Assim de repente eram demasiados parâmetros a ter em conta: tamanho, estabilidade, preço, cor, material, marca, um trio, um duo... muitos detalhes para uma mãe sem experiência.

Depois de muita pesquisa e visualização de reviews no Youtube a escolha recaiu sobre um Quinny Buzz, que é o carrinho que o Xavier utiliza presentemente. Herdou-o do irmão. Escolhi-o por ser super fácil de montar/desmontar (facilita muito a logística das saídas com os bebés), é um carrinho muito estável quer para passeios citadinos quer para campo (já andou a fazer uns km em terra batida no Zmar). Por um lado é robusto o suficiente para todas as realidades de passeio, por outro tem um design que adoro e que não sai de moda. Para quem faz muita utilização, recomendo. Além disso, para quem planeia ter mais filhos, o material é fantástico, o nosso esteve armazenado 4 anos e está impecável. 

O único desafio agora tem sido arranjar espaço na bagageira para colocar o carrinho e a bicicleta do Duarte, com dois filhos, tudo se altera. Nem sei como vamos fazer nas férias pois ocupa algum volume agora que temos mais uma mala extra. Por isso, não está de parte a possibilidade de comprar um modelo mais compacto, como o Quinny Zapp Xtra ou o Flex, que considero os citadinos ideais para quem tem pouco espaço disponível e pretende um carrinho leve ou até mesmo para quem viaja bastante com crianças. 

Esta semana, a convite da marca, fui conhecer o novo Quinny Zapp Flex by Rachel Zoe, uma edição limitada da linha Luxe Sport resultante da segunda parceria entre a marca e a famosa designer americana e pude fazer um pequeno test drive. Que sonho de carrinho, super leve e fácil de conduzir, sem aquela sensação de peso nos braços (que as mães de 2a viagem entendem melhor pois existem carrinhos que são uns tratores). 

Projetado para pais modernos e ativos pelas razões que enumerei acima, é um mix de carro easy-to-go, muito leve, muito compacto, com linhas modernas e um estilo desportivo classy devido à mistura das cores preto e champanhe. Bem jogado Rachel, aqui esta Rachel ficou fã. 

Se andam na fase de escolha do carrinho, não deixem de ir espreitar este modelo lindo ou os outros modelos Zapp da marca, considero-os os mais uniformes em termos de qualidade x preço x características. 






O que mais gostei:

* É um carro muito leve
*Tem assento reversível: de frente para os pais ou de frente para o mundo
* O assento permite múltiplas posições
* O assento é reclinável para as sestas
* Fácil de guiar só com uma mão
* Tem rodas articuladas giratórias: altamente manobrável
* É muito compacto, requer pouco espaço para arrumação.

[ este modelo já está à venda nas lojas] 

Se optarem por este novo modelo, podem ainda adquirir a mala de maternidade da mesma coleção que além de gira, é espaçosa e muito elegante. É aquela mala que leva fraldas mas que podia muito bem ser a nossa mala do dia a dia cheia de pinta, não acham?



Se gostaram, fiquem atentas ao Instagram, pois vou ter novidades em breve!

Beijos


Já referi algumas vezes por aqui que o Duarte foi o chamado "bebé fácil". Comia, dormia (muito) e o choro era baixinho como o miar de um gatinho bebé. Não soube o que era recorrer ao Infacol, Biogaia, Colimil, Coliprev, Infacalm e por aí. 

Limitava-me a dar-lhe o Vigantol a mando da pediatra e mais nada. Por vezes até me sentia a alien do grupo das mamãs, tudo a discutir soluções anti-cólicas e eu a ler as gordas sem (poder) dar grandes contributos a esse nível. Outras vezes preferia nem falar para não atrair, como quando os bebés fazem a primeira noite seguida e ficamos caladinhas para não dar azar (quem nunca?). 

O Xavier é o bebé que me apresentou a realidade dos desafios da maioria das recém-mamãs, desde a luta com as cólicas até ao refluxo, que já abordei no post anterior, e que tem sido o nosso maior problema e o que nos levou a procurar ajuda.

Felizmente não estou sozinha e foi através de partilhas de outras mães que cheguei até à especialidade de Osteopatia Pediátrica. Eu, que até me considero uma pessoa informada, desconhecia até agora este recurso. É como diz o ditado: a ocasião faz o ladrão. 

Depois de ler mais sobre o tema decidi marcar a primeira consulta do Xavier com a Dra. Vanessa Faria Lopes, em Lisboa. Percebi nas leitura que fiz que é uma especialidade muito procurada a nível Europeu e que até existem culturas que defendem que todos os bebés deviam ser acompanhados nos primeiros meses de vida por um pediatra e por um osteopata pediátrico.  
 
Porque consultar um Osteopata Pediátrico?

Durante o parto o bebé pode estar mal posicionado ou até mesmo a pressão exercida sobre o crânio pode causar alterações no corpo do recém nascido que quando corrigidas podem melhorar problemas ao nível da digestão, falta de sono, refluxo excessivo, torcicolos, alterações de humor, plagiocefalia, etc.

Isto tanto pode suceder em partos mecanizados, devido ao uso de equipamentos, como fórceps, que expõem o recém-nascido a assimetrias como nos partos normais, pois nesta fase da vida os bebés são praticamente formados por cartilagem. 

No caso do Xavier, pode ter sido a rapidez do parto que não jogou a favor, pois segundo a Dra. o corpo dele não teve tempo de se posicionar bem para a expulsão  (e, se pensar que quando já com 8 dedos levei a epidural ele ainda não estava encaixado e só encaixou 10 minutos antes da expulsão com ajuda da parteira e a minha força, faz todo o sentido) e pode, por isso, ter ficado com algumas "lesões osteopaticas". 

Confesso que não levei grandes expectativas para a consulta pois sei que é um problema comum nos bebés muitas vezes desvalorizado pelos pediatras, mas foi a partilha de tantos casos positivos que me fez também avançar. 

Estes primeiros meses têm sido desgastantes devido à exigência de supervisão do refluxo. Um bebé com refluxo é um bebé que se sente sempre indisposto como quando temos azia e por essa razão é um bebé que chora mais, faz sonos curtos, irrita-se com facilidade, apresenta mais sinais de cansaço e está muitas vezes desconfortável (até mesmo no colo). É um bebé que deita para fora o alimento durante a muda da fralda e por isso, muitas vezes tem que ficar sujo até fazer a digestão (até mesmo por recomendação da pediatra) e que exige muito colo, para estar na posição mais vertical possível. Já para não falar da quantidade de roupa trocada por dia e dos barulhos de desconforto e choro durante o sono.

Efeitos da primeira consulta de Osteopatia Pediátrica no Xavier

Gostei bastante da consulta em si. Para quem imagina uma consulta cheia de manobras ao bebé não é nada disso. Em nada se compara a uma consulta de osteopatia no adulto. Os movimentos que a Dra fez foram sempre muito softs e com poucas manobras. O Xavier esteve sempre deitado na marquesa de barriga para cima a ser mexido lentamente e de forma muito paciente ao nível do crânio, costas e pescoço. Nem sequer chorou.      

Durante a consulta fui sempre informada do que lhe estava a ser feito e no final a Dra faculta-nos o número de telemóvel e pede-nos para dar feedback sobre o comportamento do bebé no dia seguinte. Por aqui, ainda acho cedo tirar conclusões acerca da cura do refluxo com uma só consulta, mas sinto que embora não tenha desaparecido já não está presente em todas as mamadas. Ao nível do comportamento ficou um bebé mais muito mais tranquilo, que associo a sentir-se mais confortável e tem feito mais sestas e durante mais tempo. Por isso, esta semana vamos continuar. Não sai barato mas ver estes progressos compensa tudo.  

Para finalizar este meu relato, aproveito para partilhar alguns sintomas pós-parto que podem indicar que a criança é candidata a passar pela avaliação de um osteopata:

Irritabilidade e choro em excesso;
Sono perturbado e/ou insônia;
Dificuldade de sucção no momento da amamentação;
Muita cólica;
Refluxo constante;
Flatulência além do comum, entre outros indícios.

  Espero que tenha sido útil.

Beijos
 

Domingo é dia de receber a família para almoçar e, apesar de estar em "fechanço" de boca pós-parto, apetece sempre fazer aquele miminho da praxe para bem receber. 

Esta semana lembrei-me de fazer uma espécie de Crumble integral pois tinha comprado farinha de aveia e farinha integral recentemente e resolvi adaptar. Além disso, tinha algumas maças já muito maduras (e eu só gosto da fruta bem verde).



Ingredientes para a base:
8 maças às rodelas
Sumo de 1 limão para regar
Canela para polvilhar

Ingredientes para a massa:
100 gr de farinha integral
40 gr de flocos de aveia
30 gr de acucar mascavado (na minha opinião nem precisa)
1 colher de sobremesa canela
50 gr de óleo de coco

Preparação da base:

Podem cozer as maças e reduzir a puré ou colocar rodelas no fundo do pirex (eu cloquei as rodelas). Regar com o sumo de limão e polvilhar com canela.

Preparaçao da massa:

Na Bimby (ou copo misturador) juntar todos os ingredientes e envolver 10 segundos velocidade 6 (ajustar o mesmo tempo ao triturador). O resultado é uma massa areada / farelo. Levar 15 a 20 minutos ao forno e está pronto a servir. 

 


Para comer sem (grandes) culpas!

Beijos
 


Hoje venho partilhar a minha experiência pessoal com o refluxo gastroesofágico no bebé e espero poder ajudar outras mamãs com o meu testemunho.


O Xavier começou por ser um bebé muito chorão logo desde a primeira noite na maternidade. Uma experiência totalmente oposta do primeiro filho que quase não chorava e tinha que ser acordado para mamar. O Xavier chorava (de goelas bem abertas) e tinha expressões de desconforto.


Percebi muito cedo que algo o incomodava e não eram necessariamente as tenebrosas cólicas (só lá chegámos mais tarde). No primeiro dia de vida passou a tarde a deitar uma pasta amarela da boca que assumi serem restos do parto como é tão comum acontecer, apesar de ter sido aspirado. Hoje, 1 mês e meio depois, sei que já era um sinal do estômago imaturo dele.

 
 Na primeira semana em casa começámos a ter alguns episódios de bolsadelas, mas desvalorizei, até que pelos 7 dias de vida as ditas bolsadelas começaram a ser cada vez mais frequentes (entenda-se em todas as mamadas) e em grande quantidade e com muita irritabilidade. O leite ora saia pela boca ora pelo nariz, ora era leite aguado que saía em jato, estilo vómito, ou uma pasta de leite talhado, como um queijo fresco. Tinha como padrão ser expulso muito tempo após a mamada, cerca de 1h depois ou mais e o lado mau, quase sempre durante o sono. Consultámos a pediatra e percebemos tratar-se de refluxo.
 

A coisa ficou ainda pior quando tivemos dois episódios muito maus em que ele se engasgou com o refluxo e asfixiou. Ficou roxo. Felizmente aprendi no curso de preparação para o parto (que fiz grávida do Duarte) a fazer a manobra de desengasgamento mas porra NENHUMA mãe devia passar por isso. NENHUMA. E não é por ser mãe de segunda viagem que me soube controlar melhor. Seja qual for o número de filhos, são os piores segundos das nossas vidas. Preferia repetir dores de parto sem epidural.


Das duas vezes em que isso aconteceu foi como se uma nuvem negra ficasse a pairar sobre mim o dia inteiro com uma vontade constante de chorar. Nada me animava. Murchava para a vida nas horas e dias seguintes. A segunda vez foi ainda pior do que a primeira porque o Duarte tinha ficado em casa, estava ao nosso lado e viu tudo. Ficou confuso, fez-me muitas perguntas e tive que me isolar no WC para chorar, libertar tensão e omitir a gravidade da situação perante o meu filho mais crescido. 


Chorei muito nesse dia, ainda mais do que no primeiro pois vi-me a recuar 5 anos atrás e passar por tudo novamente (o Duarte engasgava-se/asfixiava de forma igual a mamar, o Xavier era ainda pior, pois engasgava-se a dormir com o refluxo, o que é muito menos controlável) e não sabia se tinha forças para passar novamente pelo mesmo dilema. 


Precisei de alguns dias (para apagar as imagens da cabeça), noites em branco de mãe e pai a vigia-lo por turnos, e de uma formação em suporte básico de vida (que fiz quando o Xavier tinha 15 dias de vida) para voltar a encontrar paz (e confiança) nas horas de amamentação. Por um lado apeteceu-me fugir à amamentação e introduzir o biberão, por outro, apesar do refluxo, ele tem aumentado bem de peso com a amamentação exclusiva e não há motivos para alterar o plano alimentar dele (até porque é sempre preferível o leite materno em bebés com refluxo). 


E assim aprendi, a custo, o que é o tão falado refluxo dos bebés:

"O refluxo gastroesofágico consiste na subida do conteúdo do estômago para o esófago o que, em conjunto com o ácido gástrico, causa grande desconforto e sintomas como azia, regurgitação, dor ou dificuldade em engolir, tosse ou mesmo vómito. O refluxo pode ser mais ou menos intenso e/ou frequente de bebé para bebé (...) A maior parte dos casos de refluxo nos bebés deve-se à imaturidade de uma válvula localizada à entrada do estômago que, ao não isolar a entrada deste órgão, permite que o seu conteúdo suba para a faringe e boca."

Nos episódios piores ele praticamente não dormia após as mamadas pois enquanto se sentia indisposto não descansava. Isso só acontecia após expulsar os líquidos que ficavam na faringe. Sonos tranquilos também não existiam, eram sempre acompanhados de muitos ruídos de indisposição. A dificuldade para dormir é uma das principais consequências do refluxo.  
 
 
Sempre que o deitava depois de uma mamada começava a deitar todo o alimento para fora. Todo é exagero (ou não) mas uma boa parte dele. E lá ficava eu com uma sensação de impotência. Muitas vezes tinha que voltar a dar mama pois logo a seguir ele ficava com fome. 

Escrevo no passado porque felizmente ele está melhor, apesar de ainda não estar livre.  

O nosso ponto de situação às 7 semanas é este: noto melhorias ao nível do desconforto durante a noite, altura em que faz o maior período de sono (e coincide com a altura do dia em que faz uma mamada mais leve). E durante o dia mantém o refluxo intenso, principalmente no período da tarde, pois é um bebé exigente nas mamadas, faz intervalos curtos de 2h em 2h e como ingere bastante leite também expulsa bastante. Escusado será dizer que levo banhos constantes de leite. #vidademãe
Desde as primeiras semanas que temos aplicado várias medidas preventivas transmitidas pela pediatra e dicas que outras mães me deram e a verdade é que apesar de não curarem, ajudam bastante. 

DICAS PARA AMENIZAR O REFLUXO NOS BEBÉS:


- Mamar ou beber o biberão na posição mais vertical possível;
- Não manobrar o bebé depois das mamadas (se fizer cocó na fralda, fica com cocó na fralda e só se muda mais tarde - dica dada pela pediatra);
- O tempo é amigo do refluxo: após as mamadas, manter o bebé o mais vertical possível durante 40m (conseguem imaginar as minhas noites certo? Ainda hoje continuo a respeitar esta regra);
- Colocar o bebé para dormir com o berço inclinado a 40º (usem almofada anti-refluxo) ou coloquem livros nos pés do berço;
- Dar banho no intervalo maior das mamadas, para evitar a regurgitação;
- Amamentar o bebé com mais frequência e quando estiver mais sonolento (pois vai mamar de forma mais tranquila e ingerir menos ar e leite a mais);
- Não embalar muito o bebé para o adormecer;
- Usar babetes absorventes para evitar mudar constantemente de roupa (e manobrá-los ainda mais);
- Para bebés a leite artificial: consultar o pediatra para aconselhamento sobre o melhor leite anti-refluxo, já existem muitas fórmulas no mercado;
- Controlar o leite ingerido em cada mamada (algo que com leite materno não consigo controlar);
- Para quem faz pumping (amamentação exclusiva com leite materno retirado com bomba), podem usar um espessante de leite materno, a Aptamil tem este que basta juntar no biberão.~

TRATAMENTOS ALTERNATIVOS:


OSTEOPATIA PEDIÁTRICA

Quando partilhei este problema no Instagram tive muitas mães a recomendar a ida a um osteopata pediátrico (especialidade que nem sabia existir até agora). A grande maioria das mães revelou ter notado grandes melhorias nos bebés e outras sentiram que ajudou um pouco. Tenho até um separador com alguns nomes que me foram recomendados nos destaques do Instagram. Amanhã vamos à nossa primeira consulta, não perdemos nada em tentar pois as tardes passam-se de bebé ao colo, ainda muito incomodado, a deitar para fora o que ingeriu e não desceu. 

Deixo ainda aqui um link para um artigo interessante sobre este tema. 

Depois venho partilhar o feedback da consulta.

Beijos

Imagem: Google

Voltámos ao "nosso" Zmar para passar o fim de semana do Dia da Mãe, o meu primeiro como mãe de dois e foi uma ideia maravilhosa. Ainda por cima o tempo brindou-nos com um cheirinho a verão.

 A verdade é que não são precisas muitas desculpas para fazer uma escapadinha até lá pois não é segredo nenhum de que somos fãs. Vamos para lá com o Duarte desde o primeiro ano de vida e não há ano que não nos peça para voltar, sente-se como peixe na água, literalmente. E como estes manos seguem as pegadas um do outro, ou não tivessem nascido ambos a dia 21, a primeira viagem do Xavier também foi até lá. 

Acho que somos um bocadinho como as andorinhas, todos os anos voltamos onde nos sentimos bem com as crias.  






Inicialmente hesitei devido à idade tenra do Xavier (que completou lá as 6 semanas de vida) mas  como conheço tão bem o espaço senti confiança para avançar e não me arrependo nada, se há sitio com infraestruturas amigas das crianças é o Zmar. 

Por outro lado, percebi que é muito fácil viajar com um bebé tão pequeno pois a logística implica pouco mais do que roupa, fraldas e leite materno. Foi perfeito para mudar de ares. Estar em casa sozinha dias a fio com um bebe pode-se tornar psicologicamente desgastante. Por isso, para quem tem bebés pequenos, o meu conselho é que não se privem de viajar e de fazer escapadinhas ou programar férias de verão, aproveitem esta fase em que apesar da privação do sono, eles ainda dão "pouco" trabalho. 

Em pleno sudoeste Alentejano e com as praias mais bonitas de Portugal (pelo menos para mim) ali à porta, este local reúne tudo o que procuro num destino de férias: natureza, simplicidade, descontração, beleza e tranquilidade.
 
Para quem tem filhos pequenos, como é o nosso caso, é o local ideal para fazer férias pois foi projetado para famílias. O espaço é enorme, tem três piscinas (duas exteriores) e uma interior com água aquecida e ondas (perfeita para escapadinhas de primavera), tem bicicletas, buggys e carrinhos para alugar. Existe ainda o espaço Kidz com vários ateliers e serviço de babysitting, um parque de diversões e ainda uma quinta pedagógica onde os pequenos podem participar na alimentação dos animais. Não há dias vazios no Zmar, as crianças adoram e os adultos descansam.




Fui partilhando no instagram a nossa estadia, mas deixo hoje aqui no blog um report mais completo, com fotos e com todas as dicas para aproveitarem uns dias ao máximo no Zmar Ecoresort.

O alojamento:

- Para quem tem famílias maiores, o ideal é ficar num Bungallow T2, são bastante espaçosos e as camas, mesmo até as dos beliches, são grandes. Para quem tem bebés pequenos, todos os alojamentos têm microondas para preparar aquele biberão ou papa fora de horas. Convém levar uma mini banheira ou um redutor para colocar na cabine de duche e despachar o banho dos bebés.  

- Todos os alojamentos têm gel de duche, pelo que não é necessário levar (levem apenas para os mais pequenos e poupem espaço na mala).




As infraestruturas:

- Quase todos os WC´s que circundam a zona das piscinas estão equipados com muda fraldas, o restaurante tem cadeiras da papa e almofadas redutoras para os mais pequenos. 

- A zona das piscinas tem várias espreguiçadeiras para relaxar, apanhar sol ou descansar à sombra, mas também podem optar por ir para a relva e ficar na sombra dos sobreiros com os pequenos.

- No verão, há animação diária no recinto e as crianças adoram. 





As refeições: 

- O pequeno-almoço tem um buffet com muita variedade de frutas, pão, cereais, acompanhamentos e este ano até já tem alternativas biologicas para quem segue um plano alimentar especifico, como o leite de arroz ou soja. Para os mais gulosos há panquecas quentinhas sempre a sair.

- É possível pedir cestas de piquenique e almoçar na zona dos sobreiros, que foi o que fizemos no sábado ou então optar por um brunch no restaurante com um horário alargado das 11h30 às 14h30. 

- O jantar é composto por grelhados de carne e peixe, saladas, legumes, queijos, sopa, sobremesas várias e fruta da época.   

À noite, depois do jantar, é obrigatório olhar para o céu estrelado! 




Da minha experiência como mãe, o que sinto quando lá estou, e talvez seja por isso que adoramos voltar, é que há verdadeiramente tempo para abrandar o ritmo e desfrutar das férias com os filhos, seja nas piscinas ou nos vários espaços disponíveis. Os horários alargados das refeições ajudam a ter alguma liberdade e a programação pensada para as famílias enriquece ainda mais esta eco-experience. 

Deixo uma dica final para quem planeia ir ao Zmar brevemente, se forem sócios ACP refiram isso na vossa reserva, pois dá direito a um desconto de 15% sob a estadia. 

- Este mês também está a decorrer no site uma campanha de -15% para estadias em Maio.

Ah, e cuidado... pode tornar-se viciante :)


Outros reviews (meus) do Zmar que podem interessar:

#VERANEANDO POR AÍ: O NOVO ZMAR!

#DOS SÍTIOS QUE NOS AQUECEM O CORAÇÃO!

#ZMAR: O RESUMO DA ESTADIA EM 1 MINUTO (VÍDEO)!

Beijos,

O Dia da Mãe chega domingo e já sei quem são as 3 meninas que acabam de ganhar 1 perfume Avon Eve Elegance! 
PARABÉNS ÀS 3:
Eugénia Guterres
Joelma Moniz
Vera Ferreira
Beijinhos e um dia da mãe muito feliz!