Com a idade do Duarte eu já usava óculos. O meu comportamento estranho perante a TV conduziu os meus pais a uma consulta de despiste para comprovar a necessidade de usar óculos para correção. Estava sempre colada à TV, pintava quase deitada sob os cadernos e dizia que era para ver melhor. Foi-me diagnosticado astigmatismo e posteriormente miopia - os mesmos problemas de visão do meu pai - herdei-os. 

Todo este histórico familiar e fator genético fazem com que me mantenha mais atenta à visão do Duarte, principalmente nesta idade pré-escolar em que já gosta de fazer muitas atividades de pintura, jogos e escrita. Além do tempo que passa a ver desenhos animados na TV ou no Ipad. Sei na pele o que é não ver bem e os incómodos que isso pode causar. Noto que até a minha capacidade de raciocínio se altera quando estou sem os óculos colocados, parece que fico mais lenta a associar ideias. Coisas minhas, que talvez tenham fundamento cientifico.

Por isso, aproveito a ocasião para deixar alguns alertas aos pais:

Sabiam que as crianças devem realizar exames visuais aos 3 anos, aos 5-6 anos (idade em que normalmente entram para a escola) e de 2 em 2 anos a partir dos 6 anos de idade?

E sabiam que somente 14% das crianças faz o primeiro exame ocular antes dos 6 anos? Ao contrário das recomendações médicas, inclusive dos pediatras.

Em véspera de uma nova fase da vida do Duarte: a mudança de escola e entrada para o ensino público (entrou para o pré-escolar na escola que queríamos), tivemos conhecimento dos rastreios visuais gratuitos das Ópticas Conselheiros da Visão optámos por ir com ele, onde foi visto por um Optometrista. Para nós era importante garantir que está tudo OK para entrar com o pé direito nesta nova fase de aprendizagem. Nestas consultas, havendo motivos ou alguma desconfiança mais séria, as crianças são sempre encaminhadas para o oftalmologista.

Felizmente, após a consulta, verificou-se que vê muito bem e que para já, não existem motivos para preocupação, pode ter de vez em quando a vista mais cansada. Confesso que fiquei aliviada, embora para o Duarte não fosse nenhum drama usar óculos, adorou ir fazer o rastreio e por ele, tinha saído de lá a usar óculos como a mãe e o pai - coisas de miúdos. Ainda bem que o que antigamente era motivo de gozo (sim, fui sempre a caixa de óculos da turma) hoje em dia é banal e padronizado.

Considero que ter a visão em dia é tão importante quanto as consultas de desenvolvimento e as vacinas, faz parte do bem-estar infantil, até porque cerca de 20 a 25% das crianças em idade escolar apresentam algum tipo de problema visual. As patologias mais comuns são a miopia (dificuldade em ver ao longe - 2 a 4%), hipermetropia (dificuldade em ver ao perto - 10 a 20%), o astigmatismo (córnea com formato irregular, resultando numa visão distorcida - 10% e ambliopia (cerca de 4% das crianças sofrem do chamado olho preguiçoso). 

Muitos pais podem considerar que não notam nada na visão dos filhos e que por isso não é necessário fazer nenhum despiste. Na minha opinião, esse pensamento está errado. Enquanto pais, não temos conhecimento de tudo nem temos o know how necessário para apurar problemas de visão. A este respeito a pediatra do Duarte que leva tudo numa boa sempre foi muito assertiva - este despiste nesta altura era obrigatório. A prevenção de problemas visuais em crianças em idade escolar passa pela sua deteção atempada para que, caso se confirmem, possam ser corrigidos e tratados precocemente.

Por outro lado, está comprovado que os problemas de visão têm consequências diretas na aprendizagem, pelo que a falta de acompanhamento neste sentido, pode prejudicar os primeiros anos de retenção de informação e ate conduzir a outros problemas como o Transtorno de Défice de Atenção e Hiperatividade (TDAH), desatenção nas aulas, desinteresse na leitura, dores de cabeça, fadiga e até o desenvolvimento de Ambliopia (olho preguiçoso).

O que pode parecer falta de interesse por parte destas crianças na leitura e trabalhos de casa pode ser, por exemplo, uma incapacidade de conseguir focar corretamente os caracteres impressos nos livros (e todos sabemos que as crianças se distraem muito facilmente). 

Para vos ajudar, partilho alguns indícios de distúrbios oculares que podem surgir e que não devem ignorar

Em casa:
Dor ou comichão nos olhos, com tendência para coçar constantemente os olhos
Dificuldade em distinguir cores
Testa franzida ao focar imagens
Ver televisão muito perto
Olhos vermelhos e irritados

Na escola:
Dificuldade em ver o conteúdo escrito no quadro
Desinteresse
Dores de cabeça após leitura
Lentidão ao copiar a matéria
Aproximar demasiado os olhos dos livros e cadernos

Espero ter-vos consciencializado para esta temática da vida infantil. Para quem tem filhos em idade de rastreio ou com necessidade de óculos, deixo a informação adicional de que os Conselheiros da Visão têm em vigor uma campanha low cost de regresso às aulas - Ver Bem Aprender Melhor - cujo objetivo é retirar aos pais o “peso financeiro” da necessidade de óculos dos filhos.

Como funciona?

Por apenas 5€ por mês, durante 24 meses (119€ no total), os mais novos têm direito a 2 armações Lacoste (porque sabemos que assim como o número da roupa muda, o rosto também aumenta), 6 lentes (para o caso de necessidade de substituição por alteração da prescrição médica) e ainda inclui seguro contra acidentes. Sabendo como as crianças são despistadas e que o cuidado com o manuseio dos óculos é pouco, esta campanha é certamente um alívio para a carteira de muitos pais.

Para usufruírem dela, em caso de necessidade, basta marcarem uma consulta de rastreio em qualquer Ótica Conselheiros da Visão. 

Fica a dica :)

Beijos,

O MELHOR:
  • Fizemos Portugal de norte a sul - foi bom!
  • O turismo rural Pé no Monte cresceu e está mais bonito (falarei disso em breve)
  • A minha praia preferida (Odeceixe) continua a merecer o lugar de destaque no meu coração 
  • A água do Algarve estava um caldo (a melhor dos últimos anos)
  • O Porto continua lindo e maravilhoso para passear
  • Fomos pela 1ª vez ao Sea Life do Porto (recomendo para ir com os mais novos)
  • Fomos conhecer as novas e gratuitas piscinas de Mértola (até que enfim, uma infraestrutura em condições para a população e para os turistas)
  • Não há sardinhas como as do mar de Peniche
  • Não há brownie de chocolate com bola de gelado de kinder bueno e topping de Oreo como o da pastelaria Java em Peniche (passando a publicidade). E sim, isto engorda só de ler.
  • O Duarte revelou a sua vocação (quando deixar de ser birrento): quer ser veterinário! 
  • No Porto, a gelataria Amorino arruinarou-me a dieta (mas são tão bons que só podiam estar nesta categoria)
O PIOR:
  • A praia do Baleal continua linda, mas cada vez mais nada moda (e não sei se gosto disso)
  • O Diogo perdeu os óculos de sol mais 1.350,569 vezes
  • E disse que lhe desapareci com a carteira outras 500 
  • Fiquei mais velha um ano
  • Não fiz surf nem SUP
  • Não fui às Berlengas 
  • Parti um dente (e estou metida em despesas)
  • Portugal esteve sempre a arder
  • As pessoas continuam a deixar todo o lixo na praia
  • Dormimos pela primeira vez num hostel (e não sei bem em que categoria colocar isto)
OS BLOPPERS:
  • O Duarte fez birras colossais (em público) 
  • Tentámos impedir diariamente birras colossais em público 
  • A minha mãe ligou a varinha mágica no WC para secar o cabelo (mãe, não vás ao médico que não é preciso)
  • Adotámos caranguejos aos molhos todos os santos dias de praia
  • No campo, adotamos uma osga durante 4 dias e conseguimos negociar, a custo, a sua libertação
  • Tirei fotos a todos os animais e insetos que nos apareceram à frente. “Mãe filma este bicho” foi a frase mais ouvida nas férias!!
  • O Duarte roubou um queijo aos avós e no regresso a casa quando o desembrulhei do saco ele sussurrou “mãe, fui eu” (mau maria, temos gatuno de comida)
  • Ficámos sem bateria no carro quando voltámos de férias
  • Já disse que o Duarte fez birras? 

E por ai? Como correram essas aventuras? 
Beijos,

Estamos de volta! E eu, organizadinha me acuso. Entre tirar o pé na areia e sentar o rabo na secretária preciso de um tempo. Sou das que programa tudo de forma a voltar para casa, pelo menos, 24h antes de regressar ao trabalho. Preciso desse intervalo de tempo para começar a entrar na rotina e não acumular stress desnecessário. Não gosto de chegar na véspera e deixar as malas espalhadas pelo chão e a casa abandalhada (já bastam os brinquedos do Duarte que nascem em toda a parte). A ideia de que se vai fazendo durante a semana comigo não resulta - impõem-se outras tarefas e as malas vão ficando - sei por experiência própria e não quero repetir. 

Regressámos a casa sábado a meio da tarde e comecei logo a despachar tarefas: desfazer malas, lavar roupa (trago sempre a nossa roupa suja e a do Duarte em sacos à parte para facilitar), aspirar a casa, verificar a despensa e fazer a lista de compras. Pelo meio ainda fiz um salame para aproveitar pacotes de bolachas abertos e fiz puré de maça para não deitar fora as maças maduras que vieram das férias. Resolvi despachar o "hardwork" no sábado para ter um domingo normal e caseiro, com apenas uma saída para compras, mais duas máquinas de roupa (o pequeno Tom Sawyer deve ter estranhado a cama e teve uma fuga noturna que me obrigou a lavar lençois, manta e resguardo, um mimo no regresso a casa) e a preparação das marmitas da semana, pelo menos para segunda e terça-feira estão despachadas! Comer saudável exige que assim o seja. 

Por aqui, sinto que tem que ser assim para fluir, caso contrário iria chegar sem margem temporal para me mentalizar para o regresso ao trabalho e para ter a casa minimamente preparada para as rotinas do dia a dia - e se há rotinas de que preciso manter são as da manutenção da casa - para bem do meu coração palpitante e ansioso. Sobre este último tema, continuo sem medicação para a ansiedade e, sem dúvida, que as férias ajudaram muito no desmame que até há um ano atrás achava impossível de acontecer, por isso, parabéns a mim!

Hoje começo um novo capitulo, não só de regresso ao trabalho como de volta à vida activa sem medicação, que embora fosse fraca, era imprescindível para o meu bem estar. O dia vai ser comprido e vai colocar a minha ansiedade à prova, uma coisa é estar no bem bom e no passeio, outra é lidar com a pressão e os timings, mas estou confiante. Pelo meio, ainda vai implicar o regresso do Duarte ao Oftalmologista para despiste da necessidade de óculos, parece que sai à mãe no que toca a problemas de visão. A dúvida está no ar e por isso vamos ouvir o que o médico tem a dizer. 

E por aí, como é feito o regresso das férias? Com antecipação ou na véspera? 
   
Beijos e bom regresso se for o caso :)
    

Existe uma altura no ano em que é preciso desligar o botão, largar as rotinas, o despertador, a agenda, a vida social e fazer reset a tudo. Não sei quanto a vocês mas a minha profissão exige escrita diária, contactos diários, emails constantes o que faz com que a tecnologia seja uma variável 7 dias por semana. A vista fica cansada, o cérebro precisa respirar, o corpo precisa alongar. 

Por isso, nestas férias decidi que o PC não vai connosco. Vamos aproveitar a vida mais desconectados e andar por aí, por onde calhar, por onde der para explorar. O primeiro destino é rumo a sul e depois logo se vê, não vamos ser exigentes com os planos, vamos só viver. Estou em fase de desmame da medicação para a ansiedade e nada me vai deixar mais descontraída do que não ter obrigatoriedades, horários, tarefas do lar e todas as exigências do dia a dia. Preciso desta terapia natural para vencer. Preciso de tempo de qualidade. Preciso de despoluir.

Mas não se preocupem, a desconexão não vai ser total, levo a máquina fotográfica para explorar esta minha paixão e para quem nos quiser continuar a acompanhar, vamos estar a deixar rasto pelo instagram.  

Voltamos em setembro, com baterias recarregadas e férias para contar!

Até breve!


Não é novidade e provavelmente alguns de vós já conhecem, mas continuo a achar este um dos melhores Ikea hacks de sempre!

Os designers Andreas Bhend e Samuel Bernier conseguiram criar a partir de dois bancos FROSTA uma bicicleta para criança, à qual chamaram Draisienne bicycle. Com uma criatividade surpreendente e peças extra em 3D, este é o resultado final:


E para quem se quiser aventurar, existe inclusivamente livro de instruções que pode ser consultado aqui.
Alguém motivado a fazer uma bicicleta?
Link original aqui.


Em véspera de ir de férias, deixo-vos um miminho de partida. Aqui ficam os 3 felizardos que acabaram de ganhar 1 jogo didático da Clementoni, em parceira com o blog:


Vencedor jogo Aprendo Inglês (5-7 anos)Aureni Oliveira
Vencedor jogo As primeiras palavras (3-5 anos) - Conceição Maria
Vencedor jogo Os números (3-5 anos) - Tânia Ferreira

Parabéns a todos!

Obrigado pela participação!


Digam-me lá de vossa justiça: acham exagerado viajar com todo um kit de enfermaria atrás ou também são do gang das prevenidas? 

Seja para passar 1 noite fora nos avós ou para uma temporada de férias a "mochila SOS" do Duarte vai sempre a acompanhá-lo! Não consigo viajar sem ela, como se se tratasse de um escudo protetor. Manias de mãe. Estou a ficar tão igual à minha!!

Para nunca me esquecer dela e garantir que levo sempre o essencial até adotei uma estratégia: o sítio dos medicamentos dele cá em casa é dentro dela, no armário da despensa, assim, sempre que estamos de partida, é só pegar nela e enfia-la no carro. Prefiro pecar por excesso do que ser apanhada desprevenida longe dos serviços habituais de saúde.

É claro que não levo uma farmácia inteira, mas quase que. Levo Benuron e Brufen (os básicos da febre), soro para o nariz entupido, tesoura corta unhas, termómetro de infravermelhos para o smartphone (falei-vos dele há uns tempos), bálsamo reparador para os lábios, pensos rápidos, gel para as aftas para adultos e crianças (para ele e para mim, basta comer algo mais salgado que é certinho), água termal para as picadas dos insetos e alergia ao sol (cá por casa resulta muito bem) e medicação para a conjuntivite, já que não só costuma ter quando faz praia como este ano até já vai viajar com ela – hoje acordou com o olho direito inchado e colado. O ano passado por precaução até pedi uma receita à pediatra para levantar caso surgisse alguma maleita nos olhos. Já diz o ditado “mais vale prevenir…”. 

Com esta panóplia de medicação até parece que tenho um puto problemático. Nada disso. Felizmente ele é um puto com saúde, as febres contam-se pelos dedos de uma mão, nunca tomou um anti-histamínico em 4 anos, mas como o imprevisto surge sempre nas piores alturas só me sinto segura a viajar assim, de farmácia às costas. E se há coisa que não abdico nas férias é do nosso bem-estar em família que pode ser posto em causa por uma dor inesperada ou uma simples areia no olho. Exagerada ou não, a maternidade toldou-me assim – prevenida por defeito. 

E por aí, também viajam com o vosso kit SOS? Levam menos ou mais coisas? Já estou no nível das hipocondriacas ou ainda estou no nível normal? 

Beijos,

Sou uma pessoa de ideias e de projetos para a casa, grandes ou pequenos, não importa. Gosto da adrenalina da mudança e daquele arrepio leve na espinha que sentimos quando estamos a fazer uma coisa nova. Podia ser uma questão de consumismo, de querer sempre mais e melhor, mas não é, pois as ideias gosto de por em prática têm como pressuposto serem low cost ou serem reaproveitamentos de materiais, não sou de extravagâncias, gosto mesmo é de executar e dar vida às coisas. 

A semana passada deitei-me a pensar que o ano passado fizemos dois sofás de paletes para compor a casa do Alentejo (um para a cozinha, outro para a sala) e nunca cheguei a partilhar o quão barato esse projeto nos saiu. Nas minhas pesquisas pelo site do Ikea em busca de ideias (sim, gosto de fazer isso por hobby, confesso), reparei que os colchões para berços tinham a mesma medida que a maioria das paletes Euro (1,20m de comprimento), o que dava na perfeição para servir de assento sem termos que recorrer, por exemplo, a uma Polux para comprar espuma por medida, cujo m2 é mais caro do que um colchão de berço no Ikea (12.90€). Escusado será dizer que implementar o projeto foi peanuts.Pedimos ao empreiteiro para guardar algumas paletes do material que chegou com a obra, comprámos 2 colchões de berço e em abril, quando fomos passar a Páscoa, metemos as mãos à obra. 

Por sorte, as mulheres da família são costureiras e fizeram a forra para os colchões com tecidos a gosto, mas, para quem não tem essa facilidade, basta comprar uma capa de lençol colorida, como a que sugiro abaixo, e o resultado final é igualmente satisfatório. Alerto apenas que a palete tem 80 cm de largura e o colchão 60 cm, parece muito de excedente sem colchão, mas basta colocarem umas almofadas grandes a fazer de encosto que fica no ponto. Que tal aproveitarem as férias ou o regresso das férias para criar aquele cantinho no jardim ou na varanda que tanto andam a idealizar? Até outubro ainda vamos ter noites amenas.

Para quem tem piscina deixo outras dicas:

Se quiserem material impermeável para evitar ensopar o colchão sempre que dão um mergulho podem comprar uma cortina de duche e usar para forrar o colchão, sai muito mais barato do que comprar tecido impermeável. Ou então, basta comprar spray impermeabilizante e aplicar bastante sob qualquer tecido a gosto, foi isso que fiz no sofá cá de casa.  
  
Que tal? Mais barato impossível!


Beijos,



Diz que hoje faço anos.
Diz que são 30 + 3 desta miúda que não se importa de crescer.
Diz que está sol e que os amigos vão comparecer.
Diz que vai ser simples, tal como ela gosta de ser.
Tragam as velas, vamos fazer isto acontecer!


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#MEU A-GOSTO: RUMO AOS 33!

04 agosto 2017

“Que é meu sem o ter escolhido.
Que é meu porque me escolheu.”




Por mais anos que passem vou sempre sentir que este mês me pertence. Claro está, por ter nascido nele. Acho-o um mês feliz, o mês do sol, das férias, dos gelados, dos mergulhos, dos pés na areia, dos petiscos, das gargalhadas e da felicidade. Tudo parece ter outra forma de ser em agosto, o ritmo abranda, a agitação dá lugar ao slow living, as pessoas são mais pacientes, os horários são flexíveis, é o momento mais calmo do ano (pelo menos, assim o vejo). 

É engraçada esta características do ser humano que nos faz ter o mês preferido, o dia prefiro da semana, o número da sorte, a cor que favorece, por vezes sem qualquer explicação lógica, outras vezes pelo significado óbvio da nascença. Se calhar só eu o vejo assim, não sei. Mas deixem que continue a ser assim para mim. Não lhe tirem a magia. 

Este fim de semana completo 33 anos e vou recebe-los, tal como todos os que já ficaram para trás, com leveza de espirito, simplicidade, alegria e aquele nervoso miudinho da miúda tímida que não gosta muito que lhe cantem os parabéns em público e que ainda hoje não olha para as objetivas de frente, a não ser a pedido. Senão fosse pela família, pelo Duarte achar piada, a festa não se fazia, bastava uma ida à praia e uma bola de berlim. Todos os anos é assim, não é uma negação da idade a passar, felizmente lido muito bem com ela (até ao dia, não sei), mas nunca sinto falta de assinalar o momento com toda a poupa e circunstância. Para mim, o agosto simboliza a VIDA, e basta passar por ele (mais um ano) para o acto em si, já ser uma celebração. O ano passado completei 32 anos em pleno festival Meo Sudoeste, ninguém me cantou os parabéns em público, estive horas em pé a ouvir música, a cantar e a dançar e bastou isso – uma coincidência de datas. 

Este ano, para não me chamarem de bicho-do-mato optei, em cima da hora, por fazer uma coisa muito simples “só porque sim”, com as pessoas próximas, os meus “poucos e bons”. Em vez de ser um almoço normal de domingo, será a minha mini-festa. Ainda bem que eles já me conhecem e sabem lidar com o timing curto de convite/resposta, pois nunca será algo que eu vá conseguir definir com a antecedência (às vezes ridícula) com que me dedico aos outros aniversários da família.   

Esta sou eu e sempre serei: a miúda nascida a uma segunda-feira, dia 6 de agosto de 1984, na MAC, cuja mãe não sabia o sexo e chorou de alegria ao cumprir o desejo de ser mãe de uma menina. Que veio ao mundo às 5h20 da manhã com o nascer do sol à porta e disse olá ao mundo com um choro forte – ou não fosse eu faladora e irrequieta por defeito.

Por tudo isto e por nada, gosto muito do meu A-GOSTO! 


Quem mais pertence a este mês?





É certo e sabido que sou uma pessoa irrequieta com o lar e que gosta de reinventar os ambientes quer por dentro quer por fora. É o tal constante aperfeiçoamento que falei no último post e também a minha terapia anti-stress. Quem não gosta de melhorar a sua zona de conforto? Eu pelo menos sou assim, ando constantemente a namorar ideias. A última delas demorou 15 dias a implementar e 1 manhã a executar – transformar o canteiro que ocupa a zona da frente do janelão da nossa sala num jardim de cactus e suculentas – ou não fosse essa a minha longa paixão no que toca a flores.

A IDEIA:

Tudo começou com este livro prático e amoroso que quis para explorar mais sobre as minhas verdinhas, até porque a brincar, a brincar, já sou dona orgulhosa de uma bela prole cuja saúde tenho que manter. A seguir, quase sem querer, descobri um grupo privado no Facebook de troca e venda de cactus e suculentas, com preços justos e reais e não inflacionados por estarem na moda (se há achado que deve ser partilhado, é este). A partir daí comecei a construir a ideia de renovar por completo o nosso pequeno jardim exterior que só tinha uma mistura trapalhona de flores de várias espécies e hortelã.



A PREPARAÇÃO:

Limpei o espaço, realojei as flores (que é como quem diz dei-as à vizinha) e a hortelã habita temporariamente em metades de garrafões até ter coragem de fazer a nossa mini horta vertical noutra zona exterior. Pintei o canteiro de branco com cal, ainda estava com aquele tom esverdeado do inverno, adquiri mais alguns cactus e suculentas no tal grupo online e no Lidl (que tem tido semanalmente carregamentos delas) para compor o espaço. Depois, bastou uma ida ao Aki (passando a publicidade), para me abastecer de terra, substrato, pedras (gravilha normal, que estava em promoção a 1.99€/saca) e casca de pinheiro (70L/6.90€), as duas últimas para efeitos de decoração (e também, para quem não sabe, para evitar que a terra ensope, as pedras e a casca de pinheiro criam uma barreira de proteção).


(sacos e caixas de papelão são com o Renato, enfia-se dentro de tudo)

A EXECUÇÃO:


Só me lembrei de tirar fotos no fim. Não deu muito trabalho, mas precisei de auxiliares: um kit (o meu primeiro) de jardinagem. Até aqui sempre tive cactus, aloé veras e suculentas dentro de casa e manuseá-las era fácil, chegavam em vasos e assim ficavam, às vezes usava luvas de cozinha para lhes mexer (admito). Mas para a esta mudança para o mundo exterior o trabalho era mais exigente e precisei daqueles acessórios básicos e  imprescindíveis de todo o jardineiro: umas boas luvas para contornar os picos na transplantação, um sacho de mão (não precisava mais do que isso para o espaço que tenho), uma tesoura para cortar as ervas indesejadas que deram trabalho a tirar do canteiro e um pulverizador, que para já, usei para limpar o exesso de terra que ficou acumulado nas folhas após a transposição. Por isso, optei por este que me pareceu feito à medida para mim, até porque daqui para a frente estas meninas e meninos vão exigir mais manutenção do que as que tenho no interior.



Ah! Já quase me esquecia, comprei lanternas solares, umas no Aki e outras na DeBorla, a preço low cost (0.99€). Faz um efeito giro à noite e o nosso exterior parece muito mais organizado agora!

Quando ao Duarte e os cactos, porque acontece muitas vezes perguntarem como faço, nunca senti que fosse um problema cá em casa. Ele está habituado desde cedo, sabe que picam, conhece a textura pois já o deixei mexer algumas vezes e como está familiarizado nunca foi de invadir o espaço deles, nem nunca se aleijou. Respeita o espaço deles como respeita o aparador das loiças, a TV ou os outros objetos mais delicados da casa. Nunca fui de retirar coisas como "medo" dele, acho que o ideal é as crianças crescerem da forma mais real possível e não em ambientes super controlados.  

Gostaram do meu mini jardim? Se quiserem saber mais sobre algum produto em especifico, enviem mensagem privada ou e-mail para o blog.

Beijos,

A semana passada partilhei convosco via Instagram, num momento de saudade do meu avô, a história da minha casa. O feedback e carinho que recebi foi tanto que até fiquei sem jeito, já disse publicamente que não esperava (e não esperava mesmo!). Simplesmente agarrei os limões que a vida me deu e fiz limonada, passando o clichê. Vi potencial em transformar o barracão em "nenhures" numa moradia de dois pisos e atirei-me de cabeça. Costumo dizer a brincar que ter casa paga é o meu Euromilhões.

Perdi algumas lutas no caminho, tive que ceder nas principais alterações, como subir a altura do loft (o que dava muito jeito nos quartos) mas não desisti até materializar a ideia e a obra estar de pé. Eliminaram-se muros, ergueram-se divisões, criaram-se portas e janelas, alteraram-se planos, fizeram-se ajustes de última hora e no espaço de um ano, com muitos atrasos do construtor, nervos à mistura e alguns constrangimentos inerentes a "fazer obras" mudámo-nos, finalmente, para cá, a 28 de dezembro de 2011, prontos para receber 2012 já no nosso espaço. 

O mérito da transformação do "barracão" em casa não é meu, esses créditos pertencem ao arquiteto, prometo em breve mostra-la um bocadinho melhor. A forma como aproveitamos a vida nela e a mensagem que transmite, isso sim, pertence-nos.  Uma casa é um projeto de vida e para a vida. É uma extensão da nossa personalidade que se transmite pela decoração, forma de estar e hábitos criados. Com a mudança para esta casa maior descobri também o meu bichinho pela decoração, pela adaptação de espaços e pelo constante aperfeiçoamento de soluções e muito sinceramente, acho que nunca a vou considerar acabada.

Não consigo ter uma decoração estática, não consigo comprar peças caras e feitas para durar uma vida porque faz parte de mim esta vontade constante de mudança e renovação.  De tempos em tempos gosto de lhe vestir roupa nova, mesmo que seja só através de detalhes simples como mudar a disposição da sala, pintar uma parede, trocar os objetos de sitio ou apostar num móvel novo. Sou assim irrequieta por natureza, cuido da imagem da casa como cuido de mim e adoro ver tendências e novidades. Talvez seja por isso que cada vez mais tenho uma casa Ikea, mas que ainda assim não é igual a nenhuma outra, porque existe sempre aquele toque pessoal que damos a cada peça. 

Na segunda-feira tive oportunidade de conhecer, em antecipação, o novo catálogo Ikea 2018, que chega às lojas a 24 de agosto com o tema “Mais espaço para a vida”. Para quem partilha este bichinho da decoração e esta vaidade pelo lar, é impossível não olhar para as peças novas e não as desejar ou não estar já a pensar em alguns updates. Por isso, em jeito de sneak peak, deixo-vos espreitar um bocadinho do que aí vem (algumas peças icónicas vão estar com preços mais baixos): 






Sou apaixonada por esta poltrona mostarda que vai estar 20€ mais barata no lançamento do catálogo, só ainda não sei onde a colocar, mas lá chegarei.   


Para o fim, deixo uma última novidade: a Ikea vai permitir que o catálogo seja personalizado com uma foto de família. Para isso, basta visitarem uma loja entre 25 de Agosto e 24 de Setembro (sextas-feiras, sábados e domingos) e posar no cenário com a mobília da capa, tal e qual como fiz no dia do evento de lançamento:


Beijos,