A minha semana começou de forma agridoce com um pequeno acidente doméstico. Cai no jardim quando fui abrir a porta ao carteiro. E não, ele não era giro, como têm perguntado as minhas amigas, pelo menos não ao ponto de valer uma queda a entrar nos 9 meses de gravidez - e a verdade é que com o aparato nem me lembro sequer das feições - só do meu "pânico".
 
Enfiei o pé num buraco e fui de joelhos e mãos ao chão, consegui proteger a barriga e impedi-la de tocar no chão. Achei que o impacto tinha sido leve, e foi, mas mesmo assim passei o dia atenta aos sintomas e movimentos do Xavier. Durante a noite (antes da queda) já tinha ficado desconfiada de novas contrações com dor (o reason why de ter vindo para casa) e de tarde voltei a sentir mais uma, um caso isolado, mas que já dá que pensar na cabeça de uma gestante.

Ao final do dia as dores na zona pélvica começaram a agravar, na zona afetada por uma espécie de pubalgia que anda comigo desde as 18 semaninhas. À hora de ir dormir, já mal me mexia, o Diogo teve que me ajudar literalmente a meter as pernas na cama e correram-me as lágrimas - volto a questionar se quem quem acha a gravidez um estado de graça alguma vez passou por ela?! Isto só é fácil no filme "A Lagoa Azul", tudo muito natural e zen.
 
Escusado será dizer que acordei ainda mais "empanada" e decidi ir ao hospital só para ficar descansada. Fui encaminhada para o CTG, para cumprir o protocolo hospitalar, já sabia que ia registar contrações pois já são duas gravidezes a tratar as contrações por tu desde as 16 semanas, e depois fui à consulta médica contar o meu aparato, que me deu direito a um pé e joelho esfolado. 
Pelo sim pelo não, a médica quis ver o colo do útero e... FEZ SOAR O ALARME "está de quanto tempo mesmo?", "35 semanas e 3 dias, respondo", "humm... este colo, ou muito me engano, ou só dura mais 8 ou 15 dias, o ideal era aguentar mais 15" para não ser prematuro. E completou "a sua dor nada tem a ver com a queda, tem a ver com a proximidade do parto, podem ser os músculos a ceder, a queda apenas a acentuou". E eu a assimilar toda esta informação inesperada, enquanto pensava nas mil coisas que ainda tenho para fazer, desde a mala (que já adiantei forçosamente), ao lavar a alcofa, até ao quartinho por terminar e compras de última hora, que já deleguei à minha mãe, just in case. 



Agora sim, estou totalmente entregue à vontade do Xavier, ao repouso, aos 2 litros de água por dia,  ao meu colo do útero e à Netflix. 

Venha daí essa energia positiva para chegarmos às 37 semanas!    
  
Beijos redondos!



Ontem abordei a questão ao de leve no Instagram. Não com o objetivo de levantar polémica ou atacar quem pede cesariana ou parto induzido, mas de refletir sobre o tema. Antigamente os bebés nasciam quando decidiam, agora é cada vez mais recorrente nascerem quando é mais conveniente. Será que ir contra a vontade do corpo é a decisão certa para facilitar o parto e proteger mãe e filho? Muitas mulheres só conseguem assumir a maternidade desta forma, com data e hora programada, outras deixam o ciclo ir até ao fim sem problemas. Por um lado, ainda bem que existe democratização do parto, mas por outro, será que as mães conhecem todas as entrelinhas das cesarianas e dos partos induzidos sem necessidade clínica? Todas sabemos que entre a verdadeira necessidade clínica e a conveniência existem muitos partos a ser feitos. 

Vou ter o Xavier onde tive o Duarte, expeto senão tiverem vagas, no Hospital Beatriz Ângelo, o hospital público com a menor taxa de cesarianas do pais. Um sitio que parece raro pois tudo o que vejo à minha volta são partos por encomenda "porque o bebé é grande", "porque a médica acha que não vou conseguir dilatar", "porque não quero passar das 38 semanas", "porque disse logo que só tinha filhos assim". Eu também tenho medo. Alias, eu sofro de ansiedade generalizada cujos sintomas nem vale a pena repetir. Condicionam-me a vida há anos. E, como todas as pessoas, também gosto de ter a vida mais ou menos controlada, mas nesta questão do parto sinto (e é uma coisa muito minha) que não devo intervir e que devo respeitar o percurso natural das coisas. E desenganem-se sobre a forma como encaramos a parto: as mães de segunda viagem têm tantos medos e anseios quanto as de primeira, ou mais, porque já não vamos às cegas. 

O Duarte nasceu com 51cm e 4.090kg e nunca me disseram em momento algum da gravidez e com tantas ecografias feitas "olhe que ele é muito grande, o melhor é ser cesariana". Parece haver agora uma moda de marcar cesarianas por percentis, se a estimativa é que o bebé vai ser grande o melhor é pô-lo cá fora antes via cesariana ou indução. Serei eu a única pessoa a ter médicos normais? Que não impõem formatos de nascimento ou que não se deixam levar por pedidos? Às vezes quando ando pelos fóruns sinto-me um alien, aquela que não tem nada combinado com a Obstetra. Uma coisa tão comum nos privados. 

Logo a seguir e, nem de propósito, vejo a noticia da Organização Mundial de Saúde veiculada na sexta-feira a recomendar que o parto seja menos mecanizado e mais humanizado, a menos que existam riscos e complicações.  As novas diretrizes da OMS contestam a forma como os partos estão a ser conduzidos e sugerem que cada situação seja encarada como única, eliminando-se a referência padrão de 1cm de dilatação por hora na primeira fase do TP (trabalho de parto), pois lá está cada caso é um caso. 

É curioso, mas o meu primeiro parto foi assim. Natural, de evolução lenta não minto e sem intervenção médica para acelerar o organismo. Entrei em TP às 39 semanas e 6 dias, ele nasceu no dia das 40 semanas. Na altura e no pós-parto contestei a decisão dos médicos terem deixado evoluir  naturalmente o meu trabalho de parto que durou 2 dias, uma vez que já estava no fim do tempo. Não é fácil e achava que deviam ter feito algo por mim, que me deviam ter administrado oxitocina para acelerar o processo e evitar prolongar o sofrimento. Mas nem sempre a oxitocina funciona e às vezes trás complicações. Tinha tanta vontade de o conhecer que todas as horas me pareciam anos. Mas a verdade é que as verdadeiras horas de sofrimento não foram os 2 dias, foram as 10/12 horas de dilatação demorada antes de ir para o bloco e que no bloco não sofri dores. Pedi epidural e aceitaram a minha decisão embora me tenham dito que achavam que eu era capaz de avançar sem. Respeitaram-me. 

O único senão, a parte mais díficil no meu parto no HBA, por ter ficado em regime de internamento durante a dilatação e não no bloco de partos, foi ter ficado sozinha. É arrasador psicologicamente não termos ninguém da nossa confiança, da nossa esfera privada ao nosso lado. O marido, a mãe, a tia, a cunhada, alguém que ajude a suportar aquelas horas de sofrimento enquanto estamos a dilatar e precisamos de suporte psicicológio e estímulos positivos. O Diogo foi obrigado a sair às 20h do quarto e só o voltei a ver no dia seguinte às 11h, já no bloco de partos e com epidural administrada. Acredito e sei que muitas mulheres preferem usar os seguros de saúde e fazer cesarianas no privado por tudo isto. 

Entre os banhos, a bola de pilates e as caminhadas no corredor chorei muito, sentia-me mais sozinha do que nunca no momento mais grandioso e paralelamente mais duro da minha vida. Não há aparelho, enfermeira ou TV que substituam a presença de alguém de confiança. E nisso os hospitais públicos ainda tem uma longa caminhada pela frente. Essa é também uma das novas recomendações da Organização Mundial de Saúde "o direito a ter um acompanhante à sua escolha durante o trabalho de parto e respeito pelas opções e tomada de decisão da mulher", não sei se a posso evocar no parto do Xavier, ou se irei ficar internada novamente e nessa situação, mas gostava que essa vontade fosse respeitada. É fundamental.

Quanto ao parto do Xavier, vou seguir o meu instinto de deixar a natureza decidir.  Não tenho nem um plano de parto feito nem expectativas criadas, espero apenas que sejam profissionais conscientes e que façam o melhor por nós para virmos para casa o mais rápido possível juntar-nos à família.

E por aí, como encaram esta questão?    




E eis que o Xavier ditou que chegou a hora de abrandar o ritmo. 
Esta semana, deixei, a custo, o local de trabalho e vim para casa descansar.
Estamos bem, só não queremos um parto prematuro (embora o meu gordinho já tenha 2.500kg).
Não foi fácil aceitar a decisão da médica. Chorei por ter que abrandar. Mas acima de tudo estamos nós dois dois.  

Tinha definido uma meta mental, a de chegar às 36 semanas (fazemos amanhã 35), tal como foi do Duarte, mas acho que me posso dar por feliz por ter tido duas gravidezes tranquilas (esta não tanto), que me deixaram ser ativa profissionalmente até quase ao fim. 

Mentiria se dissesse que foi tudo fácil nesta segunda gravidez, tive semanas pelo meio que me fizeram por tudo em causa. Tive sangramentos entre as 21 e as 26 semanas (tenho ao que parece um colo hiper sensível), tenho uma pubalgia desde as 18 semanas que às vezes não me deixa sequer levantar um pé do chão para me calçar (e que vai ser chata no parto), ciática todas as noites, anemia e outras coisas que precisavam de muitos filtros para ser relatadas. Coisas de grávidas. Coisas que escapam ao estado de graça que só as outras pessoas conseguem ver. Mas como sou uma pessoa persistente (e nada colocava em causa a saúde do bebé) mantive-me com forças até agora, a levar cada dia de uma vez, tal como levo a vida. Nuns dias chorava ao chegar a casa e tombava para o sofá, noutros chegava com a minha energia habitual. Não estou armada em super mulher, nem a apontar o dedo a quem não consegue trabalhar até ao fim. Nada disso. Cada gravidez é diferente. Mas com motivos para vir para casa mais cedo, apenas sei que devo tudo o que faço à minha persistência, tivesse eu de paciência tudo o que tenho de força de vontade. É uma coisa que felizmente pertence às mulheres da família. Não nos conformamos. 

Muitas mamãs pedem-me dicas de como lidar com a ansiedade na gravidez, eu própria acho que nunca vou saber lidar com a minha a 100%, não existem fórmulas mágicas para ela não surgir e sem medicação sinto-me mais vulnerável,  mas uma coisa é certa, manter-me ativa ajuda muito. O trabalho ajuda, o blog ajuda, os hacks de decoração que vou fazendo em casa ajudam, cozinha ajuda, ler ajuda, é importante estimular a mente e não cair no comodismo. Devemos alimentá-la para não deixar a ansiedade dominar o vazio.

 Esta semana tenho tentado encontrar um caminho para manter as rotinas de sono, alimentação e descanso, pois parece que nem sei bem o que é estar em casa e não quero descambar mais no peso do que já descambei. Estava habituada às tarefas rotineiras e à gestão do tempo sem tempo, agora ando à procura de um equilíbrio de tempo que só vai durar umas semanas, até chegar o Xavier e mudar tudo novamente. Mas, mal posso esperar :)

Quanto ao trabalho, não consigo dizer que foi fácil, gosto do que faço e fica sempre aquele aperto no peito por deixarmos as nossas coisas entregues a outra pessoa. Pomos a carreira em "pause" e sentimos medo de sair da nossa esfera profissional. E, por favor, não me julguem ou achem egoísta ou má mãe por pensar assim, simplesmente preciso de todo este "bolo" na minha vida. Não dispenso a fatia da maternidade, como não dispenso a fatia da carreia, a da família, a do blog, a do exercício físico, a dos DIY, todas elas compõem a construção do meu ser. Se às vezes gostava de ter uma vida mais calma e não estar sempre conectada, gostava, mas já experimentei e fiquei em tédio. 

Por outro lado, senti que esta semana me virei mais para mim, para a família e para os cuidados com a barriga e tive menos vontade de escrever e mais vontade de me isolar. Cansaço mental, preocupação com as semanas futuras ou pura e simplesmente preguiça de grávida mas vou tentar andar por aqui até o Xavier permitir.

E por aí, como andam as minhas grávidas?

Beijos,    


A data do amor está à porta e este é para muitos o "Natal" dos apaixonados
O momento do ano em que investem verdadeiramente num momento especial a dois para a relação. Certo? Lá em casa o natal é para a familia e mais novos.

Seja uma fuga romântica, uma ida a um restaurante  de autor, um concerto, uma sessão de cinema Vip ou simplesmente o dia em que se oferece aquela prenda que a cara metade tanto queria. Ideias não faltam, não deixem é de assinalar a data, nem que seja com uma caixa de bombons! 

Abaixo deixo algumas sugestões para Eles:

[cliquem nas imagens para informação de preço]



Apontamentos de Carnaval a bom preço para assinalar a data com os mais novos. Por ai já está tudo escolhido? Por aqui vamos ter um palhaço, a pedido da escola, mas se a escolha fosse livre, provavelmente seria um pirata, o super mário ou um dragão! 

(cliquem nas imagens para informação de preço)



Beijos, 

Faz frio e chove, mas também faz sol e o inverno não tem que ser cinzento nem aborrecido para os miúdos. Por isso, e reciclando um post mais antigo mas muito atual, hoje deixo-vos  
sugestões para programas giros em família e, não menos importante, para todas 
as carteiras e condições meteorológicas. 

Quem é amiga, quem é?

Vejam a nossa passagem pela Aldeia do Sobreiro aqui. Se não quiserem fazer tantos km ou forem de fora de Lisboa um passeio de bicicleta no Parque da Cidade da vossa zona é sempre bem-vindo e com diversão garantida para todos.  

Preparem uma toalha e uma cesta de pic-nic e vão descobrir a Mata de Alvalade, tem mesas, grelhadores, um café com uma esplanada muito simpática (onde fiz o pic nic dos meus 33 anos) um parque infantil e um circuito de manutenção. Além disso, é dos parques mais sossegados da cidade. Se o Duarte fizesse anos no verão, era lá que apostava numa festa estilo gipsy. Outro local que ainda não visitámos com o Duarte é o centenário Aquário Vasco da Gama (crianças até 3 anos grátis, >4 - 2.50€ / Adultos - 5€).  


Com mais investimento sugiro estes passeios que ficam na memória. Quem não tem a famosa foto em criança a entrar no Jardim Zoológico de Lisboa (eu tenho uma entrada triunfal em que fui apanhada a tirar macacos do nariz, um mimo!). Vamos a contas? Crianças até 2 anos grátis, >4 - 14.50€ / Adultos - 16€. Do Badoca Safari Park (crianças até 2 anos grátis, >4 - 15.90€ / Adultos - 17.90€) já somos repetentes, vejam a nossa última passagem por lá aqui. Só nos falta mesmo realizar a Hippo Trip (25€ adultos, 15€ crianças).  

Ora aqui estão dois programas ideais para quando está mesmo mau, chove a potes e não apetece sair do aconchego do lar. Que tal ir à arrecadação ou garagem procurar caixas de papelão, pegar numa tesoura, fita cola e um marcador e criar uma cozinha, um carro, uma garagem improvisada ou uma  falssa TV para os mais pequenos brincarem? Ou então pegar num lençol branco e colocá-lo num sitio estratégico e com mais iluminação e dar asas à imaginação para uma sessão de fotos caseira? 

 


Teatro e cinema são sempre apostas seguras para dias de inverno, além disso, têm a capacidade de prender a atenção dos miúdos. O ano passado vimos o Capitão Miau Miau, que está novamente em cena na Teatroesfera e recomendo. Crianças com menos de 3 anos não pagam, deverão ficar ao colo, >4 e adultos 7.50€. 

E, como não podia deixar de ser, mais um programa com animais, ou não fossemos nós uma pet family, o Oceanário de Lisboa é sempre um lugar mágico a visitar. Já fomos duas vezes com o Duarte aos concertos para bebés (preço: 25€ - inclui a entrada de 2 adultos + bebé e visita livre ao Oceanário a seguir ao concerto) e já foi este inverno pelo colégio outra vez, adora sempre! Se a vossa área for o norte, não deixem de ir conhecer o Sea Life, com bilhetes a partir dos 7€. 

Beijos e bons passeios!


Janeiro e fevereiro são os meses dos bebés. Ou melhor, das feiras dos bebés. A do Continente terminou há dias, a do E.leclerc já foi, o Lidl fez a semana passada uma boa campanha, a well´s está com 30% de desconto direto em produtos e o Jumbo também acaba de lançar uma campanha especial dedicada aos mais novos e às moms to be. 

Da primeira vez não pescava nada disto, desta vez fiquei sentadinha à espera destes meses para fazer as primeiras compras "à séria" e fazer stock de fraldas e toalhitas e da panóplia de tantas outras coisas que compem um enxoval. Algo que não fiz na primeira gravidez por desconhecimento de causa e que dão um jeitão à carteira. 

Por isso, se estão à espera de bebé, ou têm crianças em casa, há coisas que são de aproveitar para comprar agora e usufruir mais tarde: sobretudo cremes, que são sempre dispendiosos. Mas também há brinquedos didáticos, kits de higiene, banheiras, almofadas, esterilizadores, luzes de presença, cremes, soro fisiológico, biberons e por aí fora. 

Deixo-vos abaixo algumas sugestões de bem-estar, para as mamãs e bebés (basta clicar em cada na imagem para informação de preço): 
E aqui algumas sugestões de brinquedos, até para oferecer àquela amiga ou familiar grávida pela altura nascimento, assim poupam tempo e dinheiro na hora de ir conhecer o bebé:
Beijos,