A semana passada a SIC transmitiu uma reportagem intitulada "A Rede", que relatou a história de uma mulher que usou uma falsa identidade para manipular a vida de um rapaz, o Nuno, e de todos à sua volta. Esta mulher fez-se passar por outra pessoa (sua conhecida) e usava fotos dela para manter o contacto com o Nuno tendo ele ao fim de algum tempo estabelecido uma relação emocional com ela. Quando não conseguiu arranjar mais desculpas para evitar um encontro matou a sua personagem, vitima de cancro. Deixou Nuno em sofrimento e todos à sua volta, mãe e amigos. Já muita tinta correu sobre este tema, entre os que criticam o Nuno por ter ido na conversa dela e os que percebem que existiu aqui uma manipulação ardilosa, da qual ninguém está livre porque todos circulamos online, com mais ou menos intensidade, mas é rara a pessoa hoje em dia que não usa a internet. A Pipoca Mais Doce fez um post muito interessante sobre o tema onde referia que alguém que ela conhecia também já foi vitima do mesmo, não me espanta, bastou-me pensar um bocadinho no tema para perceber que eu também. Isso mesmo.

Ora então, eu que me considero uma pessoa observadora e perspicaz também tenho uma história semelhante, imaginem! Estávamos no ano de 2012 e eu estava grávida do Duarte. Entrei num chat conhecido, que é ponto de encontro de muitas grávidas para tirar dúvidas e acabamos por migrar para um grupo privado de mamãs no Facebook, um fenómeno super habitual hoje em dia e que em 90% dos casos é um meeting point para tirar duvidas, partilhar de experiências  e não tem nada de mal. 

Éramos mais de 80 e todos os dias havia tema de partilha: analises, stock de fraldas, promoções, ecografias, feedback de cremes, sugestões de fotógrafos para sessões de nascimento, que carrinho comprar, etc, etc... tudo o que possam imaginar dentro do universo dos bebés e onde certamente muitas mães que estão a ler isto já estiveram envolvidas ou estão – é normal estar em grupos de maternidade no Facebook ou noutras plataformas, faz parte da maternidade moderna.  

Passaram-se meses e chegou finalmente a altura dos nossos bebés começarem a nascer, todos os dias havia uma a ir para a maternidade, era uma emoção. No meio das mais de 80 meninas, uma delas estava gravida de gémeos e teve um fim trágico – os bebés morreram no parto por negligência no Hospital de Vila Franca de Xira. Fiquei doente com a notícia, eu e as outras meninas, sobretudo as que, como eu, ainda estavam à espera de ir ter os bebés. Não vamos ser hipócritas, o medo do parto existe e este tipo de notícia é tudo o que não queremos ler, é aquele assunto que queremos evitar ao máximo sobretudo se…for uma mentira!!! Uma mentira cruel e desnecessária. 


A noticia caiu que nem uma bomba no grupo, uma tristeza profunda pela M…. que estava de luto por ter perdido os dois bebés. Essa mesma pessoa, dizia trabalhar como assistente na TVI. partilhava fotos das ecografias connosco (que mais tarde viemos a descobrir terem sido retiradas do Google), fotos da gravidez, partilhou fotos do chá de bebé, da decoração, do bolo…tinha barriga (falsa), era tudo real (ou pelo menos parecia). Até tinha uma loja de produtos para bebés no Facebook (ou então fingia que era dela). Recordo-me que chegou a pedir ajuda financeira e houve quem desse. 

Com a noticia da morte dos gémeos, colocou uma foto de luto no perfil e desapareceu. Despediu-se após a dor profunda, disse que queria um tempo a sós com o namorado e para nós fazia sentido. Mas…ficaram algumas peças soltas porque o relato do parto era estranho e alguém que conhecia alguém próximo dela, através de fotografias veio comprovar que não existia gravidez nenhuma (ou se existiu não avançou) e que no Hospital de Vila Franca de Xira não havia registo de óbito dos gémeos. Era tudo mentira e foi tudo encenado por esta cabeça manipuladora. 

Porquê? Nunca chegámos a perceber e a partir daí começou um clima de desconfiança no grupo. Afinal de contas, não nos conhecíamos pessoalmente a todas. Teria problemas mentais? Estaria numa rede de trafico de bebés? Queria burlar alguém no grupo? Planeava raptar algum bebé? Havia muita coisa em aberto e foi a primeira vez (e única espero) que tive contacto os perigos da rede. A partir dai assumi uma postura ainda mais defensiva, e talvez as mamãs do meu grupo de Março de 2018 me achem demasiado distante e menos participativa do que gostaria, mas…gato escaldado de água fria tem medo. Há que ter confiança e cautela. Há que dar um pouco de nós mas não dar tudo. São pessoas excelentes, queridas e prestáveis, mas eu não consigo apagar esse episódio da minha vida.

Do grupo de Mamãs de 2013 guardo a Samanta, a Paula, a Sofia, a Patrícia, a Inês, a Ana e a Telma. Tornaram-se o meu trigo separado do joio. Conhecemos-nos num encontro ainda durante a gravidez e tornamos-nos amigas especiais. Já conhecemos as famílias, os filhos, os tios-avós e por aí fora. Não passamos um dia sem falar no grupo do whats app e são o meu lado bom desta história. São o meu núcleo duro da maternidade e também o meu grupo preferido do whats app. Acima de tudo são minhas amigas e são reais.Somos todas de Lisboa, menos a Paula e talvez por isso, tenhamos conseguido construir uma relação solida a partir dali.

Se as tinha conhecido sem internet? Não, nunca. E por isso mesmo não estou aqui a apontar o dedo aos chats e aos grupos, em quase todos os casos são benéficos, mas apenas deixo o alerta que nunca nos devemos deixar de proteger. 

Quanto à M… nunca mais soubemos nada do seu paradeiro, ainda ponderámos fazer queixa na PSP, mas a verdade é que ninguém se quis chatear ainda mais com isso. Já nos bastava aquela novela mexicana e sinceramente acho que havia ali uma pessoa com falta de suporte e a precisar de apoio psicológico que espero que tenha encontrado entretanto. 

E já que estamos na Semana da Internet Segura de 2019 nunca é demais alertar para estes perigos!



"Achei que o estava a perder... foi horrível"
Foi o que disse hoje de manhã a uma amiga chegada enquanto lhe contava o que aconteceu a noite passada.

O Xavier tem sido o filho dos desafios. Começámos pelo refluxo logo na primeira semana de vida com dois engasgamentos com asfixia, que não gosto nem de lembrar. A vida fica por 1 fio nesses segundos de aflição. Aos 6 meses chegou uma anemia após 1 mês inteiro doente (já despistada e curada) e as febres têm sido o registo dele nos últimos meses, sobretudo desde que começou o colégio (antes disso nunca teve uma febre).

O Xavier entra para as estatísticas dos bebés que fazem febres constantes e intermitentes. Não sei se por ser segundo filho e estar mais exposto a vírus e bacterias, se por este outono-inverno estar a ser particularmente forte no campo das doenças, se por ele ter um organismo com menos defesas que o irmão. Foram os dois alimentados com leite materno até aos 6 meses, tiveram o mesmo principio de reforço de imunidade que é suposto terem com o leite materno, mas têm padrões opostos. 

O Xavier está na escola desde dia 1 de outubro e ainda nunca fez uma semana completa. O padrão é mais ou menos este: vai de segunda a quarta, fica com febre/constipado de 5ºf a sábado. 

Ontem a febre voltou e com ela um novo pesadelo para mim. Estava a preparar tudo para lhe dar bem-u-rom e vestir o pijama e comecei a ouvir o Diogo a chamá-lo “Xavier, Xavier … então Xavier…” percebi no silencio seguinte que algo se passava. O meu coração gelou, larguei tudo em cima da cama e desci as escadas o mais rápido possível. 


O Xavier estava estranho, o corpo estava tenso, o olhar estava vazio, o pescoço esticado para trás e começou a revirar os olhos e a tremer. Numa ausência dele próprio. Não nos seguia com o olhar, não tagarelava, não reagia à nossa voz. 

Liguei para o INEM de imediato com as poucas forças com que me restavam perante a aflição. O Diogo ligou ao mesmo tempo para os bombeiros que ficam a 1 minuto da nossa casa. O Xavier voltou a ele num minuto e meio, mas continuava estranho, com o corpo já despido e apático e o meu medo era que tudo se repetisse. Não sabia o que era, só sabia que não queria voltar a vê-lo assim nunca mais.

Com os bombeiros já em casa, dei o Ben-u-rom e comecei a preparar-me para ir para o hospital enquanto o levavam para a ambulância. Nem me lembro o que vesti, só tenho flash mentais de um corpo que se vestiu sozinho enquanto tremia assustado – é preciso ter estômago para ser mae. Já estávamos na ambulância quando chegaram os médicos do Inem e o viram. Uma dupla impecável de médicos atenciosos que o observaram e pelo descrito me explicaram que o Xavier teve uma convulsão febril (foi o que desconfiei, mas nunca tinha visto nenhuma e gostava de ter o poder de nunca mais voltar a ver, mas não tenho). Administraram-lhe a dose máxima para um bebé do peso dele (500ml) porque ele estava com um febrão. 

O que me foi explicado sobre as Convulsões Febris e que medidas foram recomedadas (partilho para ajudar): 
- acontece em 5% dos bebés;
- ocorre na subida da febre ou em subidas súbitas de febres (mais comum em febres altas):
- é uma resposta benigna ao organismo que ainda é prematuro e não se sabe defender e que em principio não representa outro tipo de doença;
- não é indicativo de que a criança vá ter epilepsia (agora que já assisti às duas coisas posso confirmar que é semelhante);
- não costuma repetir a seguir (só noutro pico de febre);
- quando a criança está a ter uma convulsão febril não devemos tentar contrariar o corpo, devemos coloca-la num sitio seguro, chão, cama…podemos colocar de lado se estiver a espumar da boca…
- devemos ajudar a temperatura a baixar com um banho em água tépida ou toalhas molhadas (não devemos colocar compressas frias pois poderá desencadear um novo aquecimento do organismo por choque térmico);
- devemos controlar muito os picos de febre e combater com medicação de 4h em 4 para evitar que suba tanto, mas ainda assim não há garantia de que não se repita;
- é suposto passar por completo até aos 5 anos.
Hoje ainda não estou bem em mim, já passava da 00h quando me deitei pois passei a noite a ler sobre convulsões febris. É daquelas coisas, não queremos encarar o problema, mas ao mesmo tempo queremos estar preparadas com informação. Por essa mesma razão é que decidi fazer este post, pois sei que muitas vezes encontrar alguém com experiências semelhantes poder ser um canto de conforto. E volto a dizer, é preciso ter estômago para se ser mãe e pai! 


Já vem sendo habitual deixar o registo da festinha de anos aqui no blog e este ano não podia ser diferente. Assim posso-lhe mostrar mais tarde. Não houve tempo para muita coisa e na realidade esta pode ser apelidada da festa do improviso, mas que acabou por resultar numa das mais giras. A vida sempre a provar que o que é espontâneo tem outro salero.
As decorações foram 90% reutilizadas do ano passado (já por aqui disse que tenho uma caixa onde guardo tudo), o tema Espacial foi definido após uma ida à Tiger para comprar palhinhas, os balões prata e o nº 6 são da Party Bite, a loja de festas que fica perto do meu trabalho em Alvalade onde me safo sempre, mas que também já podem encontrar online, e o bolo, a maior surpresa do dia, imaginem... tive a sorte de ganhar num giveaway (porque às vezes também tento a minha sorte) e estou grata por ter ficado a conhecer o trabalho da Açucar a La Carte, que já seguia no Instagram, mas nunca tinha provado. No sábado, assim que fui buscar o bolo fiquei apaixonada por ele. Adoro as cores de menino misturadas com os pompons.
Asseguro-vos que foi o melhor bolo dos ultimos 6 anos. Uma coisa é ser giro for fora e assim assim por dentro, outra coisa é ser arte por fora e um encontro feliz de sabores por dentro. A massa que escolhi foi a de caramelo com recheio de corneto de morango e não sobrou uma migalha.





Primeiro tive remorsos por não me ter conseguido dedicar tanto como nos outros anos, em que estou envolvida a 200%. O ano passado até fiz o bolo de anos e a receita fez sucesso. Este ano "derivado" a ganhar o bolo no giveaway só fiz gelatinas, mousse de chocolate (a pedido dele) e montei uma mesa de petiscos. A festa, mesmo mais simples, acabou por correr tão bem que desliguei logo a ficha dos remorsos. Estou é orgulhosa por no meio do caos que foi este mês ter tido a capacidade para não baixar os braços e proporcionar-lhe uma festinha à altura. 

Também podem querer espreitar: 

#OS 5 ANOS - A FESTINHA!

#OS 4 ANOS - A FESTA!

#OS 3 ANOS - A FESTA!

#PREPARAR UMA FESTA LOW COST

#BOLO DE ANIVERSÁRIO INFALÍVEL PARA MÃES (A LÁ RAQUEL) 


Hoje a LEGO® DUPLO está de parabéns por meio século de existência e o Babytime foi um dos blogues escolhidos para assinalar a data. Que honra!

Vou começar por algumas curiosidades...

1. Sabiam que há precisamente 50 anos que o Grupo LEGO apresentou o primeiro tijolo grande, pensado para as mãos (e bocas) pequeninas? Foi em 1969, o mesmo ano em que o primeiro homem pisou a Lua. 
2. Sabiam que o nome DUPLO® vem do latim “duplex” e significa (isso mesmo, adivinharam), duplo? O nome surgiu pela primeira vez em dois sets LEGO® DUPLO lançados em 1969 – os sets 510 e 511.
3. Sabiam que os tijolos LEGO DUPLO têm o dobro do tamanho dos tijolos LEGO normais, em
todas as dimensões? Isso foi feito para permitir que todos os tijolos encaixem no LEGO System. 



Tudo começou num coelho… e alguns amigos

O logotipo foi criado nos anos 70 quando Kjeld Kirk Kristiansen – dono de terceira geração do Grupo LEGO – decidiu focar-se em LEGO DUPLO como uma marca à parte. O coelho vermelho passou a ocupar o lugar de destaque nas embalagens e ficou até aos dias de hoje. 

A ele, juntaram-se vários outros animais, desde cavalos, ovelhas e vacas,  elefantes, leões e dinossauros. Isto para não falar de todas as figuras DUPLO lançadas ao longo dos anos – agricultores e policias, médicos, cowboys, cientistas, crianças malandras e pais hipsters. Há sempre algo para inspirar a imaginação dos pequenos construtores e facilitar o faz-de-conta. O Xavier já tem conjuntos de Lego DUPLO e embora ainda não saiba fazer montagens com 10 meses, já adora as figuras. O Duarte por sua vez com 6 anos divide-se entre os DUPLOS e os normais, pois está numa idade muito transversal em que tanto adora uns quanto outros - e o que importa é divertirem-se e aprenderem a brincar.

Por falar em figuras, este era o aspeto das primeiras mini figuras LEGO DUPLO. Alguém por ai se lembra?

E depois foram surgindo outras....




Mas há mais...
No que toca à segurança, todos os brinquedos Lego cumprem ou excedem os mais rigorosos critérios de segurança de brinquedos a nível global. A Lego trabalha com uma postura de safety-by-design tanto no suporte físico como no digital e de classificação etária para garantir que as crianças se divertem e são desafiadas no nível certo para a sua idade. 






Além disso, os blocos Lego são submetidos aos mais diversos testes de produto, incluindo, testes de baba e saliva de crianças para terem a certeza que a tinta dos blocos não vai saltar -  e a garantia é de que não salta. Assim como há garantia de que uma peça não se parte com uma dentada... até porque já sabemos como são as crianças pequenas. 


Desafio-vos a ver o vídeo abaixo que, além de assinalar os 50 ANOS, explica bem por onde andam as peças de Lego DUPLO antes de irem parar a nossa casa! 
 
E para finalizar...

50 anos, 50 ideias para brincar com LEGO DUPLO 

Porque é destes tijolos criativos que estou a falar hoje aqui no blog, termino com um vídeo que achei especialmente interessante por reunir 50 ideias de jogos que podemos fazer em casa com os filhos com recurso a Lego DUPLO. Quem não for já ver para fazer com os filhos, merece tropeçar descalça em cima de um Lego!!! Tem ideias simples e giras para qualquer momento de lazer com os mais novos.



  
Não é à toa que 91% dos pais consideram que montar Lego é uma atividade divertida para toda a família (de acordo com o estudo Lego Play Well).

Parabéns Lego DUPLO e obrigado por levarem tão a sério a brincadeira e a segurança das nossas crianças! 

Disclaimer: Ao contrario do que podem estar a pensar, não fui paga para dizer isto tudo, nem contava fazer um post tão grande... entusiasmei-me! Apenas tive acesso privilegiado a estas informações giras e achei curioso conhecer e poder mostrar um pouco mais sobre as origens deste brinquedo intemporal. 

Beijos


Pergunta para queijinho: quem, decidiu começar o novo ano a cumprir uma daquelas velhas promessas que tendemos sempre a adiar, que é tratar dos dentes? Que se preparava para passar de mansinho de lado, mas que as circunstâncias a obrigaram a encarar de frente? Quem foi?


Diz o povo que tudo o que nos acontece na vida não é por acaso, e que tem sempre uma razão de ser.
Estava eu num jantar de amigos na passagem de ano, a saborear a última comida do ano velho, quando comecei a sentir um elemento estranho na boca que claramente não sabia a recheio de sapateira. Com o entusiasmo da aproximação do novo ano devo ter trincado algum pequeninho naco de sapateira que escapou ao triturador, com mais força, e zás…..


Estava dado o mote para a minha ida ao dentista mais cedo do que tinha pensado, apesar de toda a minha vontade e determinação para o fazer em 2019, após a minha segunda gravidez.


Se a saída de 2018 não foi a 100%, pelo menos a entrada em 2019 tinha que o ser. E assim foi…. Achei que estava na altura de pôr ordem na saúde dos meus dentes…., aliás já estava nos meus planos, focar-me na saúde oral, por isso, isto foi apenas um empurrãozito necessário da divina providência…..


Passei toda a gravidez com um dente aberto, com consultas regulares, muito complicado de arranjar para evitar alguns Raios-X que eram necessários e agora voltou a dar problemas. O que só confirma a ideia de que em saúde mais vale prevenir que remediar, diga-se adiar….


O mais certo agora é precisar de colocar uma coroa ou mesmo um implante. A minha dentista está a decidir o meu futuro com um colega especialista em prostodontia, que deve ser qualquer coisa como o cardiologista dos dentes.


 
Ninguém gosta muito de falar em dentes, pois não? É das coisas que acho que mais mexem com a nossa auto estima e consequentemente existe uma vergonha associada a quando algo não está bem. Para mim perder um dente, caso tenha que ser implante, é como perder uma parte fundamental de mim e confesso que vou ficar triste e vou ter que lhe fazer luto. Continuo a achar que os dentes se deviam regenerar tal como os fios de cabelo e ninguém se chateava.


Aliás os ratos e os esquilos já fazem isso, porque diabo nós não o fazemos?...Um dia destes será, mas até lá…..

 


Como infelizmente ainda não é assim, comecei o ano na cadeira do dentista com um check up de avaliação para arranjar tudo o que faz falta (limpeza, cáries, massa que precisa ser substituída para evitar fissuras = novas caries = desvitalização = 1º passo para a morte do dente). Sabiam que mesmo aqueles dentes que damos como garantidos porque já foram arranjados convém serem vistos de forma regular? É que eu sou muito despistada com isso e acho sempre que se já foi arranjado está bom. Pelo meio, acho que acabo por ter “sorte” porque quando há 1 que dói os outros são vistos a reboque, mas tudo pode ser evitado fizermos check ups preventivos / regulares (achei que era importante destacar isto às mais distraídas, como eu, pois aposto que 90% só correm para o dentista quando vem uma dor, nãooo é?).


 
Posto isto, se preferia estar estendida numa cama de rede em Punta Cana? Preferia. Se preferia um montinho de roupa nova para começar o ano? Preferia. Mas a saúde é um investimento necessário e está sempre primeiro, pelo menos para mim. Por isso, nos próximos tempos vou ter encontros regulares com a Dra. Catarina nesta cadeirinha em prol de um sorriso tratado após gravidez. Já agora ficam a saber que a "minha" Catarina é a única pessoa até hoje que me deu anestesia sem sofrer! É uma espécie de fada dos dentes da vida adulta e uma ótima pessoa para ver crianças também.


A Dra. Catarina Garcia trabalha na clínica Nova Dentistmed, em Lisboa. Dá-me jeito ser na capital pela proximidade do emprego para gerir melhor o tempo (há duas, uma no Marques de Pombal e outra no Campo Pequeno), e ficam a saber que foi eleita uma das 10 melhores clinicas dentárias de Portugal, porque se há critério que se deve ter em conta numa especialidade como esta é a qualidade, o futuro dos nossos dentes está na forma como são tratados.


Por isso, se andam a arrastar uma ida ao dentista para check up ou se estão a pensar engravidar (não descurem os dentes) espero ter-vos dado o empurrão necessário e a Nova Dentismed pode ser uma excelente opção. O meu já está dado e já estou a caminho…



Ontem saímos para comprar a vela de aniversário para o teu bolo e dei por mim a escolher uma vela com o número 3, com bolas de futebol, como tanto gostas. E se não fosse o teu pai a dizer-me "mas onde vais com isso?...ele faz 6 anos!" muito provavelmente teria vindo aquela, ao engano do coração que te quer sempre pequenino. 

É que para mim tu ainda agora nasceste. Para mim, nós ainda estamos no recobro a cheirar a pele um do outro. Para mim, ainda te embalo ao fundo da cama enquanto lutas contra o sono. Para mim, ainda te estou a levar à primeira consulta de pediatria para te pesar. Para mim, ainda te estou a dar a primeira sopa ou a ver-te dar os primeiros passos. Para mim, ainda te estou a ouvir a dizer pela primeira vez "mamã". Para mim, ainda te estou a segurar o baloiço no parque. Para mim, ainda te estou a ver correr pela primeira vez atrás da bola. Para mim, janeiro a janeiro tem sido muito rápido. 

E hoje, são 6 anos de ti...

...caramba! Fazes 6 anos hoje. Como é que sinto que aproveitei tanto este tempo e ao mesmo tempo não aproveitei nada? A maternidade prega-nos esta partida do tempo nos escapar entre os dedos. Ainda ontem era 21 de janeiro de 2013 e eu era uma menina a conhecer o primeiro filho, e hoje já é 21 de janeiro de 2019 e para além de ti, já existe outro filho. Viemos de foguetão até aqui. Esta viagem no tempo está a ser rápida demais.

És o primogênito. O filho fácil que me deu o parto difícil. O filho que me abriu o caminho do verdadeiro amor e da dimensão do apego. O que me mostrou que não há dias maus quando um sorriso nos espera ao final do dia. Já não és um bebé, nem um menino, já és um rapazinho cheio de gostos e vontades. De bebé a unica coisa que preservas é a capacidade de sorrir com o olhar e essa alegria tão contagiante. Que nunca percas esse lado genuíno! 

Há 6 anos que, ali naquela sala de parto confusa, com pessoas a mais e máquinas a apitar, te doei o bater do meu coração! Feliz Aniversário, filho! Ainda bem que ficamos cá os dois para somar aniversários juntos.

Que seja um dia muito feliz, tal como tu és!

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#2019 vai com calma!

09 janeiro 2019



Finalmente sinto-me em 2019! 

Acho que este foi o ano mais farrusco de todos a começar, não me aqueceu nem arrefeceu, e eu até costumo ser bastante introspetiva na passagem do ano, quase sempre me dá para o sentimento, mas olhem simplesmente não tive tempo para 5 minutos de reflexão porque tinha o cérebro a cozer.

Dia 30 já cá habitava uma febre, que eu achei que combatia com brufen e benuron. Mas a bitch era das más e só piorou. E assim uma valente infeção respiratória fez-me refém em casa até domingo, dia de Reis. 

Bem sei que já se passaram mil e uma coisas nos entretantos, que a presidenta Cristina já tomou posse na SIC, que a TVI está debaixo de fogo porque deu tempo de antena ao cidadão Mário Machado, que já se discutiram os trapos dos Globos de Ouro e a barriga da Rita Pereira 10 dias após o parto, que já ninguém se lembra dos objetivos definidos para 2019 porque após o primeiro treino de glúteos no gym a pessoa cedo se arrepende. Mas olhem, cá estou eu a iniciar o ano fiscal deste blog que é sabido faturar milhões (gargalhada de fundo) e como tal não posso deixar a máquina parar (lol). 

Voltando aos objetivos que não tracei. Com o tempo aprendi que a melhor forma de gerir a ansiedade é não a alimentar com expectativas. Quanto mais anos passam, mais comprovo que o melhor da vida acontece de forma espontânea e não com datas fixas. Por isso, aqui estou eu, pela primeira vez sem traçar grandes metas, pronta para abraçar um novo ano onde só peço saúde, que foi o que já correu mal.

Como pessoa que sou, com os pés bem assentes na terra, mais do que objetivos que ficam bonitos em papel, tenho é necessidades (várias). Preciso reencontrar-me após estes meses totalmente dedicada ao mais novo, sob pena de dar em maluquinha, mas isso é uma tendência natural do pós-parto e não necessariamente uma meta de 2019. Preciso e quero voltar ao Yoga e ao Body Balance para manter equilibrada a ansiedade. E pelo meio, cuidar de mim! Olhar para a minha saúde oral e visual (coisas que se alteraram com a gravidez e que são prioridades neste momento). De resto espero conseguir continuar a comer bem 90% das vezes, fotografar por prazer, ver os miúdos crescer, bufar sempre que a casa está o caos, rezar para que o mais novo durma noites completas, conseguir vir aqui mais vezes do que no último ano (pelo menos), sonhar acordada e deixar fluir.

E porque quis a vida que janeiro fosse um mês especial, já ando aqui a tentar apanhar o comboio para organizar a festa de anos do mais velho, que já faz 6 anos! COMOASSIM?! Eu ainda vejo filmes dele bebé e acho que foi há 3 semanas!! Esta passagem do tempo é assustadora! Com esta história de andar a brincar aos virus, este ano deixei-me atrasar com tudo mas estou a tentar não “panicar”.

Posto isto, queria só mesmo desejar um Bom Ano a quem nos acompanha, pois mesmo com este deelay, o ano ainda é um recém-nascido e temos 356 dias pela frente!