BabyTime



Sempre disse que não ia ser mãe de filho único. 
Onde há amor para um, há amor para dois.
E no colo de um... cabem dois.

Há 1 ano atrás conhecia o meu pequeno Xavier num parto de sonho. Rápido. Certeiro. Sem parêntesis ou ferramentas feias. Tão rápido que íamos ser transferidos e já não deu. Tão rápido que tiveram que tirar uma mãe do bloco para nós entrarmos. Tão bonito que repetia já. Ali no bloco celebrei a vida e fiz as pazes com o trabalho de parto [depois de um primeiro parto muito muito duro!]. O tempo que no primeiro parto foi um obstáculo, neste parecia escapar-me pela mãos [e foi bonito].

Xavier, Xavireco, Xavi, Xavizinho...

...foste o meu parto milagre, aquele que eu achava impossível de acontecer. Tinha medo e o medo virou coragem. Tinha medo e o medo virou paz. Eu era silêncio e virei voz. 

Há 1 ano atrás que às 6h20 chegaste ao mundo e me apaixonaste. 
Há 1 ano atrás que chegaste ao mundo e nos completaste.
Desta vez senti as dores e assisti à expulsão, desta vez tive direito a bebé no colo, desta vez o pai cortou o cordão, desta vez beijei, senti e cheirei o meu filho acabado de nascer. Desta vez, não achei que tinha a vida por um fio. 

Um dia feliz que tenho tatuado para sempre!

Muitos parabéns meu pequeno amor!


A primavera está à porta, já há casamentos em vista (por aqui vou ter um mas é em setembro) e as meninas que amamentam têm-me pedido sugestão de vestidos compatíveis com a amamentação. Não é nada fácil estar num cenário de festa, com um vestido compostinho e ter que amamentar, mas não é impossível, acho que o melhor truque é mesmo optar por um modelo com tecido flexível, alças, off shoulder ou traçado. Deixo algumas sugestões: 



Zara - 29.95€ aqui.


Zara - 39.99€ aqui.


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H&M - 59.99€ aqui.


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Mango - 49.99€ aqui


O Xavier faz 1 aninho daqui a...9 dias!! Parece que ainda ontem andava a caminho do hospital para mais um CTG, seguido de um passeio a pé para ver se acelerava a chegada dele e agora acho que o devia ter aguentado aqui até ao limite pois assim num piscar de olhos já faz 1 ANO! 

Sinto que este primeiro ano dele foi ainda mais rápido do que o primeiro ano do Duarte, como se no primeiro tudo fosse uma descoberta passo a passo e no segundo tudo fosse uma repetição em modo fast forward! 

Muitas vezes pedem-se sugestões de presentes para oferecer no primeiro aniversário dos bebés e hoje venho dar uma ajuda. Para quem quer gastar pouco há sempre aqueles infalíveis, um acessório giro ou uma t-shirt, um livrinho de sons ou um conjunto de refeição. Com um bocadinho de mais orçamento um andarilho (para bebés que ainda não andam, o Xavier tem e adora, um triciclo daqueles com pega para passeios com os pais, um andador (em poucos vezes vai estar a andar nele) ou uma peça de roupa ou ténis), Lego Duplo, jogos de madeira, um álbum de fotos, um voucher para uma sessão fotográfica, ideias não faltam e deixo algumas abaixo:

Bicicleta aqui
Carro Vilac branco aqui e aqui
Colar de Ambar aqui.
Andador Bybebe aqui.
Ténis Vans aqui

Todos os anos, o mesmo drama... a pesquisa por algo original ou fofinho para o Dia do Pai. E a quem cabe essa tarefa? Às mães, clarooo! Para quem anda com tempo limitado, aqui ficam umas ideias de presentes para desempenharem esta tarefa com nota 10! 

1. Voucher para uma escapadinha ao Zmar 

A partir de 60€, mais informação aqui.



2. Blusão de Ganga 

É cool e intemporal. 
39.90€ na Springfield


3. Pijama Best Dad
12.90€ na Mo



4. Calções de banho matchy-matcy
Amor Algodão (preço sob consulta)


5. Cartão presente Netflix

Podem comprar na Worten por 15€ ou 25€.



6. DIY DIA DO PAI

O resultado final aqui. Os bonecos podem encontrar aqui


Beijos


Texto: Raquel Rodrigues

Respostas: Dra.  Inês Coimbra, que faz parte da Equipa de Odontopediatria da Nova Dentismed 

O mês passado falei-vos sobre o aparecimento da dentição nos bebés e hoje estou de volta à temática dentição para responder, em conjunto com a Dra. Inês Coimbra (Novadentismed), às principais dúvidas das mães com filhos mais crescidos, em fase de mudança de dentição (como é o caso do Duarte) ou já com dentição definitiva.

Aqui em casa temos um menino desejoso de ser visitado pela fada dos dentes, mas como a primeira dentição surgiu tarde, a probabilidade de começarem a cair mais tarde é também maior de acordo com os especialistas. Ainda assim, e porque há o risco de os definitivos começarem a erupcionar antes dos dentes de leite caírem ou de desenvolver cáries, fizemos a habitual consulta anual de check up com o Duarte para fazer ponto de situação. So far, so good... ainda não é desta que vim de lá com fortes argumentos para ele largar os chocolates (deve escovar mesmo bem os dentes este meu guloso!). 

Quanto à queda dos dentes, resta-nos esperar, mas nunca pensei que fosse algo que os miúdos quisessem tanto (não me lembro nada de ter passado por essa fase). Como foi convosco? Para quem está nesta fase de espera ou para quem já tem miúdos com dentes definitivos e tem duvidas, este post é para vocês. Deixo-vos com as respostas às questões que as mães fizeram via instagram. 
O que fazer quando o dente abana? Devemos estimular para soltar ou deixar que isso aconteça de forma natural?


A criança deve tentar sempre abanar o dente sozinha. Tem indicação para ir a uma consulta de Medicina Dentária, se o dente definitivo começar a erupcionar antes do dente de leite cair. 
O aparecimento dos dentes definitivos dá dores e irritabilidade na criança como a primeira dentição? 
Podem surgir algumas queixas gengivais associadas, mas menos intensas do que no caso da dentição de leite.


Escova de dentes de leite eléctrica ou manual?
Qualquer uma das duas é eficaz, desde que bem utilizadas. Não existe uma melhor ou pior, tudo depende da utilização. Por vezes para as crianças pequenas é mais fácil a eléctrica porque são preguiçosos para escovar de forma tradicional.

Qual a melhor pasta a partir dos seis anos?
A partir dos 6 anos podem usar a pasta de dentes da família, desde que contenha entre 1350 e 1500ppm de flúor, podendo a concentração de flúor ser maior se o risco de cárie for grande. O tamanho deve corresponder a 1cm.

Dentes com pintas brancas, o que são?
As 3 causas principais de manchas brancas são:
Cárie - a mancha branca provocada pela cárie corresponde ao primeiro desgaste do esmalte e normalmente surge em locais em que há acumulação de alimentos, como próximo à gengiva e entre os dentes, o que favorece a proliferação de bactérias e formação de placa bacteriana. Pode estar associada a má higiene ou ao consumo exagerado de doces.
Fluorose: corresponde ao excesso de exposição ao flúor durante o desenvolvimento do dente.
Hipoplasia do esmalte: é uma condição caracterizada pela deficiência da formação do esmalte do dente, levando ao aparecimento de pequenas linhas, falta de partes do dente, alterações na cor ou surgimento de manchas dependendo do grau de hipoplasia. Existem algumas causas que podem aumentar o risco de a desenvolver como: uso de cigarro na gravidez, falta de vitamina D e A no organismo; nascimento prematuro e doenças que afectaram a mãe durante a gravidez como o sarampo.
Bruxismo nas crianças, como evitar?
O bruxismo (movimento involuntário de ranger os dentes) nas crianças, normalmente é fisiológico, no entanto algumas situações, como o stress, ansiedade e irritação infantil podem estar associadas (perfil psicológico é um grande responsável pelo hábito). Quando há queixas associadas (por exemplo dores de cabeça, grandes desgastes da estrutura dentária, queixas articulares), deve ser feita uma avaliação e eventual tratamento multidisciplinar.

Espero que vos seja útil!
Beijos


Nos últimos meses tenho andado a tirar uma especialização em “ites”, leia-se, otites, bronquiolites e afins. Desde a entrada para o colégio que as nossas semanas envolvem ranho, farfalheira, tosse e febres. Em tempos li que é o segundo filho que nos ensina a ser pais, se for numa perspetiva de aprendizagem no combate às doenças das vias respiratórias não podia estar mais de acordo. Lidamos de forma inglória com várias frentes de contágio – o infantário, o irmão mais velho e todas as restantes pessoas que convivem connosco.

Eu era bem mais descontraída com isto, mas desde o episódio da convulsão febril, que me tornei uma mãe galinha assumida. Olho para uma febre com outra profundidade. O facto de serem umas “ites” atrás das outras também não ajuda, ando sempre de coração nas mãos, a inspecionar todos os barulhos do miúdo. O Duarte nisto não me deu escola nenhuma de facto, teve uma bronquiolite aos 6 meses e nada mais. Com o Xavier estou a tirar o doutoramento. Sempre que fica doente, que é quase semanalmente, repetem-se as preocupações, as noites em branco e os receios. É esgotante para ele e para nós. 

No meio destes desabafos falaram-me de cinesioterapia respiratória como forma de aliviar os sintomas dos bebés (e depois do sucesso que senti com a Osteopatia Pediátrica) e já em modo desespero resolvi experimentar. Quando se dormem 3 horas por noite todas as ajudas são bem-vindas. 

Por isso, é isto que quero partilhar hoje convosco – a nossa descoberta da fisioterapia respiratória – pois é um recurso que pode fazer toda a diferença nos bebés quando estão assim congestionados ou até mesmo de forma preventiva quando percebemos que o ranho se está a instalar de forma mais persistente (mas estão sem febre ou prostrados, nesse caso é ir ao medico).  

A fisioterapia respiratória foi-me recomendada por mães que passaram pelo mesmo com os filhos e que partilharam a experiência comigo. Rapidamente cheguei à FisioLar.pt que faz serviços ao domicilio com cobertura nacional (basta contactarem) e assim nem tivemos que arriscar tirar o Xavier do conforto do lar nem arriscar mais uma saída ao frio. Quando me inscrevi arranjei terapeuta para o próprio dia. Outra vantagem é que têm horários alargados e por isso é possível agendar o serviço ao fim de semana ou de semana em horário pós laboral. 

Ao contrário do que possam pensar a fisioterapia respiratória pediátrica não envolve demasiada articulação da criança, pode deixa-los mais cansados, mas não é de todo uma prática “agressiva”, confesso que até esperava “mais”. Envolve auscultação, limpeza com soro e manipulação no abdómen e torax para ajudar a soltar as secreções.  O objetivo é ajuda-los a libertar aquela expetoração mais difícil, que mesmo com lavagens e soro persiste em ficar.  Posso dizer que aqui o resultado foi imediato e logo na primeira sessão o Xavier repôs horas de sono perdidas, por ter ficado aliviado. Se o bebé chorar não se assustem, eles não gostam de estar presos, mas depois da tempestade vem a bonança. 

A fisioterapeuta que cá veio a casa até nos ensinou algumas técnicas de colocar o soro de forma a estimular a criança a libertar o ranho, embora eu ache que quem sabe faz sempre melhor do que nós. O Xavier no fim até parece que soltou um sorriso de agradecimento. 

Os bebés podem fazer desde o nascimento. Podem ver neste vídeo mais informação sobre o tema.


Para além disso, o que tem resultado cá em casa:

- cabeceira da cama inclinada (desde sempre, desde o tempo do refluxo)
- lavagem com soro muitas vezes ao dia
- Lavagem no banho com rhinodouche junior (o objetivo é entrar numa narina e sair pela outra)
- Spray nasal natural do Celeiro (temos visto melhores resultados do que com a famosa neo sinefrina que os médicos tanto recomendam usar uns dias mas que vários farmacêuticos me dizem que provoca um “tampão” no nariz)
- beber muita água
- aspiração nasal de manhã e à noite
- cortar uma cebola e colocar na mesa de cabeceira da cama (mezinha que passa de mães para mães) 
- fasear as refeições pois além de ficarem com menos apetite, podem engolir mal e vomitar (por aqui acontece). 


Beijos

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Andam há meses a pedir-me para falar no tema sopas. Confesso que muitas vezes acabo por não abordar muito estas temáticas recorrentes pois sei que existem dicas sem fim por esta internet fora e penso sempre que não vou acrescentar nada de novo a tudo o que já foi dito. Mas, por outro lado, cada uma de nós tem uma forma própria de se organizar, não é?


Como tenho muitas mamãs a perguntar-me como oriento as sopas semanais não vou fugir ao tema e vou deixar também aqui o meu contributo. Importa dizer que não sou nutricionista nem formada na área, isto é apenas o meu método de organização caseiro para lhe dar refeições variadas.


Sopas sem proteína (a partir dos 4 meses):


Na fase inicial de introdução dos alimentos optei por fazer 2 a 3 sopas por semana, de forma a introduzir 1 legume por sopa, como a pediatra recomendou. Fazia sopa para 3 dias (doses de 150ml a 180ml cada, porque ele sempre foi comilão) e após terminar fazia uma nova com 1 novo ingrediente. Para armazenar sempre usei estes copos da Avent (no Duarte e Xavier) para colocar as sopas (são excelentes pois têm a medida certa, podem ir à maquina de lavar e estão sempre ready to go para algum almoço fora ou dia de passeio).


A ordem que usei foi começar por 1 base comum e ir acrescentando 1 ingrediente por sopa (e a partir dai começar a diversificar com os ingredientes já introduzidos):


1ª sopa: 2 batatas, 1 cenoura, 1 cebola pequena (opcional, pode ser só batata e cenoura)
2ª sopa: 2 batatas, 1 cenoura, 1 cebola pequena + brócolo
3ª sopa: 2 batatas, 1 cenoura, 1 brócolo + fatia de abobora
4ª sopa: 3 batatas, 1 fatia de abobora + feijão verde


A lógica é ir apontando tudo o que já foi introduzido com sucesso e começar a fazer sopas mais variadas. Podem imprimir esta tabela do blog Na Cadeira da Papa que é uma ajuda para irem tomando nota.


Opção para quem quer fazer mais doses e congelar: usem uma destas cuvetes da Beaba para congelar doses individuais de 150ml de sopa, depois é só retirar uma a uma e consumir ou colocar num copo da Avent para enviar para a creche.




Sopas com proteína (carne, peixe, ovo)


Como gosto que ele faça uma alimentação o mais variada possível, continuo a fazer duas a três sopas por semana, que quase sempre são para os jantares e fim de semana, visto que almoça no colégio (nas semanas em que não está doente, mas nem vamos por ai...). Faço duas bases diferentes com o que tenho em casa e quando acontece render muito (para 4 dias por ex) congelo algumas que vou retirando consoante a necessidade.


Exemplos de bases: 

- Batata doce (1 batata doce, 2 batatas médias, 1 cenoura) 
- Courgete (3 batatas médias; 1 courgette média; 1 cebola pequena) 
- Batata (3 Batatas médias; 1 cebola pequena, alho francês) 
- Cenoura (3 batatas médias; 2 cenouras; 1 fatia fina de abóbora ou couve flor)


A cada uma destas costumo juntar 1 legume a gosto (brócolo, alface, feijão verde, couve flor, etc).


E escolho 1 carne e 1 peixe que cozo à parte (já vos vou explicar porquê). Após cozer o peixe e a carne, trituro e coloco em cuvetes de gelo (convém comprarem uma com tampa para garantir melhor conservação) e consoante ele coma carne ou peixe na escola, à noite junto um cubinho congelado de carne ou de peixe na sopa. Por cada cubinho devem congelar cerca de 30gr de carne ou peixe que é mais ou menos o que cada quadradinho da couvete leva. Se optar por colocar ovo, cozo na hora e junto a gema à sopa.



O Xavier gosta da base de batata doce com carne e adora a de cenoura com peixe por exemplo. Com 11 meses, em algumas delas já coloco arroz, massinhas, feijão, cogumelos, aromáticas e como já estamos a começar 2º prato, já estou a deixar de usar proteína na sopa, mas creio que o esquema vos pode ajudar. 


No que toca ao tema alimentação dos bebés / iniciação aos sólidos sou fã dos blogues Na Cadeira da Papa e As Papinhas da Xica e é lá que vou buscar inspiração para varias as ementas. Também podem sempre comprar livros, pessoalmente gosto muito destes dois: “1,2,3 uma colher de cada vez” e “Mãe, quero mais!”. 


Como referi acima, este é o meu método que funciona com o meu estilo de vida, cada uma poderá adaptar ao seu estilo.


Beijos e boas sopas!