E eis que ontem foi o dia da primeira sopa do bebé Xavier e aqui fica o post para registar o momento!

Era para ter adiado até ao fim de semana para organizar as coisas com mais calma, mas como quero introduzir o máximo de legumes possível até ao inicio da creche, mudei os planos. Nem colheres novas tinha comprado ainda, tive que me socorrer de umas que ainda tinha do Duarte.

Confesso que senti aquele ciume miudinho de deixar de ser a sua fonte exclusiva de alimento, como se a partir de agora ele pudesse pertencer a todos e já não me visse como a sua pessoa preferida. Agora qualquer pessoa lhe pode aquecer um prato de sopa e dar que ele fica contente. Não há mãe que não se depare secretamente com este pensamento quando os filhos começam a comer, eu já senti isto duas vezes. 

 A verdade é que esta etapa assinalada não só uma nova fase na vida dos bebés como também fecha um ciclo para as mães que prolongaram a amamentação. É mais um cordão umbilical que se corta. E quando ele for para o colégio será outro (já me ando a mentalizar para não ter controle sobre tudo o que ele vai estar a fazer e eu ansiosa que sou lido mal com isso).

Voltando às sopas, a pediatra sugeriu começar a sopa ao almoço e ao jantar (ao invés de ser sóao almoço) e daqui a uma semana introduzimos já as frutas (começando pelas mais comuns. banana, maça e pêra). Daqui a 3 dias mudamos a sopa e acrescentamos mais 1 legume e assim sucessivamente. Ontem começámos por um creme de batata e cenoura com um fio de azeite frio (sem ser cozinhado) e o Xavier devorou não 1 mas 2 pratos de sopa (o equivalente a 2 conchas, não se assustem)!



Fiquei tão contente por ter corrido bem que até me esqueci dos ciúmes miudinhos e fiquei só a contemplar o meu rufia de cabelo especial a despachar sopa como gente grande e a adorar brincar com a colher! 
 
Hoje vou imprimir estas tabelas do Blog Na Cadeira da Papa para me ajudarem a registar os legumes já introduzidos, espreitem pois pode ser-vos útil!

Beijos


Hoje é o dia em que dou por concluído com sucesso o “desafio” de amamentação exclusiva até aos 6 meses. Na verdade, estamos a 3 dias dele completar os 6 meses, mas a urgência da introdução alimentar para a entrada no colégio assim nos obriga. E se há uns meses atrás quando ele era bem pequenino e eu ainda estava a tentar estabelecer a amamentação era impensável para mim estar sentada a escrever este post (o Duarte introduziu as papas aos 4m), hoje estou orgulhosa de mim por ter chegado até aqui.

Só quem amamenta ou já amamentou tanto tempo em exclusivo sabe a dedicação, esforço, resiliência e foco que isso implica. Nestes meses fomos dependentes um do outro e o balanço é muito positivo. Tive dias cansativos pelo meio, voltei ao trabalho pelo meio e foi ainda mais exigente, mas havendo leite avancei e esta é a história que fica para lhe contar. Dei-lhe o melhor de mim.  

Não posso dizer que foi sempre fácil, amamentar em exclusivo e em livre demanda implica ter o bebé sempre perto ou relativamente perto e por isso o nosso dia a dia é feito de cedências. Nos últimos 6 meses tive um lifestyle muito pacato. Fui social q.b, abdiquei de muitos jantares fora de horas, convites para eventos e programas prolongados pois nem sempre as condições eram as mais fáceis para amamentar e quando se tem um bebé dependente de nós, não o podemos deixa-lo propriamente com alguém quando nos dá na gana e levar-lhes a fonte de alimento. Somos necessárias dia e noite. Não há o “desta vez dá tu para eu descansar”, ninguém nos substitui e há momentos de exaustão em que colocamos tudo em causa. Mas agora quando olho para trás, a sensação que tenho é que este tempo correu e que nem custou nada. Ainda bem que não o fiz, porque hoje posso comemorar!

Por outro lado, aprendi muita coisa sobre a amamentação e uma das maiores conclusões que tiro (até porque me fazem muitas questões sobre a amamentação) é que para se ter sucesso a amamentar não há nada melhor do que fazê-lo em livre demanda e esquecer as regras. Há mais estimulo, há mais produção, há mais alimento e há bebé mais satisfeito.  

No inicio quanto menos visitas melhor para a mãe e para o bebé (desta vez tive muito mais à vontade) e creio que coincidiu apenas por o Xavier ser um bebé muito chorão e espantar as visitas. Permitiu-me ter mais tempo, conforto e privacidade para perceber o padrão e as necessidades dele. 

Outra conclusão que tiro é que a nossa intuição é meio caminho andado, temos uma capacidade inata fantástica para perceber quando está a correr bem ou quando o bebé está a precisar de mais produção: é oferecer o peito mais vezes. Muitas mulheres desistem quando começam a sentir o peito ficar mais mole, moleza não significa menos leite, pode só significar o corpo a fazer ajustes na produção. O bebé estar chorão e o peito mole pode ser apenas um pico de crescimento, é dar uns dias e o peito volta a encher ou a produzir mais. 

E disciplina: descansar, beber muita água, comer bem. Cumprir diariamente estes básicos ajuda bastante a ter uma produção regular e auto-suficiente para o bebé. Nada é melhor do que o bebé para estimular, a bomba ajuda, mas para mim, mais numa ótica de fazer stock de leite ou aliviar o peito muito cheio. 

E já sabem: não dar ouvidos a terceiros. As frases “isso é fome”, “já está outra vez na mama’ são o prato do dia e não vale a pena dedicarem tempo algum a pensar nelas. O que nos dá respostas é o instinto maternal. As outras pessoas não são o nosso corpo nem conhecem o nosso bebé como a mae e o pai. Livrem-se do stress e das teorias de corredor de hospital

Para quem não conseguir este marco, não se martirizem, amamentar não é fácil como as revistas e os filmes fazem parecer ser. Cada mulher pode e deve decidir o que melhor lhe convém, a si e ao seu bebé, quer isso passe pela decisão da amamentação ou não. O bebé também tem que cumprir a sua parte de fazer uma boa pega, quando os bebés não estimulam o suficiente as mães também não conseguem ir mais além. É um trabalho de equipa. 

Outro fator de sucesso talvez tenha sido a preparação (há um post no blog com dicas) e o facto de não ter criado muitas expectativas e dessa forma deixei fluir as coisas. 

Foram 6 meses de muito amor e a partir de agora o Xavier inicia uma nova fase e eu confesso que sinto aquele orgulho de mãe e curiosidade em como vai ser esta nova fase com aquele misto de tristeza miudinha de deixar de ser a sua única fonte exclusiva de alimento: a partir de agora qualquer pessoa lhe pode enfiar comer no bucho e deixarei de ser insubstituível. 

Dramas e hormonas à parte, hoje começamos a primeira sopinha e vou ser eu a dar como aconteceu com o Duarte. Daqui a 3 dias introduzimos mais um legume na sopa e começamos a primeira fruta e por aí adiante. Decidi com a pediatra que o Xavier não vai para já comer papas, vai comer sopa + fruta ao almoço e jantar, vai mamar nos intervalos e vou mandar leite materno para o colégio. Aos 7 meses começa o iogurte natural que irá fazer o papel da papa, evitando os açucares desnecessários. 

A quem tem perguntado sobre o método BLW (Baby-ledWeaning , que consiste em oferecer a comida em pedaços e permite que o bebé se sirva sozinho e que demonstra ter algumas vantagens), acordei com a pediatra que vou experimentar fazer uma introdução mista, ou seja, oferecer a sopa e alguns alimentos em pedaços para ele explorar. 

Se quiserem receitas e inspiração para esta fase de introdução alimentar, recomendo o blog Na Cadeira da Papa, cheio de dicas e receitas para todas as fases. 

Se com o leite o miúdo me tem assim o cabelo em pé, imaginem com a sopa!!

Mal posso esperar!

Também pode interessar-vos ler:

DICAS PARA TER SUCESSO A AMAMENTAR

PROLONGAR A AMAMENTAÇÃO X REGRESSO AO TRABALHO





E lá foi o meu amor crescido ganhar literalmente, asas nos pés, e arrancar mais um ano de jardim de infância na escola pública, que é como quem diz, para o último ano de brincadeira. O ano passado por esta altura os meus nervos eram muitos, turma nova, escola nova, a separação do melhor amigo que ficou noutra turma, rotinas novas, e todas as diferenças entre o público e o privado de que falei aqui. Estava grávida de poucas semanas do Xavier e as minhas hormonas de mãe estavam instáveis como tudo, o que eu chorei só por ele ficar separado do melhor amigo que o acompanhava desde os 6 meses no colégio e por saber que ele tinha que enfrentar uma série de novidades.

Este ano foi tudo bem mais fácil, a professora é a mesma, a turma vai ter meninos novos mas está rodeado de caras conhecidas e num instante vai chegar a casa a falar de novas amizades.  Quanto ao melhor amigo, acho que nada os separa, nem as pareces de uma sala de aulas. Continuam a ser o que eram antes, contornaram a separação da turma com brincadeiras no recreio, no ATL e no refeitório e isso também me deixa tranquila. A nossa dupla é conhecida por ser inseparável e eu tenho orgulho neles.

O ensino público trouxe-lhe mais passeios, mais amizades, mais palavreado (e eu passei a dizer mais vezes em casa “onde é que ouviste isso?”). As expressões “bué”, “ya”, “bem fixe”, “mêmo fixe” começaram a ser enfiadas em todas as frases. Tornou-se mais autónomo a comer e mais responsável pelos seus pertences, aprendeu muitas músicas e até as canta ao mano, tornou-se colecionador de cromos e viciado em cadernetas. Não há o acompanhamento tão próximo como no colégio, volta para casa com o nariz cheio de ranho e as calças rotas dia sim dia não, mas está a aprender a ser autónomo e ser desenrascado, faz parte, eu também passei por isso. É claro que preferia encolhê-lo e trazê-lo comigo no bolso, para ter sempre tudo controlado, mas não dá, e se fui adulta o suficiente para ser mãe tenho que ser adulta o suficiente para lidar com o crescimento deles. Que construas ano a ano os teus sonhos, meu amor, eu vou estar sempre aqui para te dar asas.


Vertbaudet | Vans | Mango Kids | Zara 

Look Duarte: Sweat e Jeans C&A | Shoes: Gioseppo


A primeira semana de aulas está à porta e com ela regressa a preocupação da preparação de lanches escolares variados! A escola do Duarte tem opção de lanche mas já desde o ano passado que desistimos pois ele pediu-nos para não comer o da escola pois não gosta muito das opções. Por isso (e porque as minhas amigas já andam a partilhar a mesma preocupação nos grupos de whats app, este é um tema que está na ordem do dia e é transversal às mães) lembrei-me de recuperar este artigo que fiz em conjunto com a Dra. Gisela Carrilho (nutricionista) o ano passado para nos ajudar a todas com a lista de compras: ideias práticas e variadas para lanches escolares! 

As refeições a meio da manhã e da tarde, na escola, são os momentos certos para “recarregar as baterias” e fornecer ao organismo os nutrientes que o cérebro necessita para se manter atento e dinâmico. Por esse motivo, faz sentido pensar de que forma podemos tomar melhores decisões e, assim, melhorar a saúde das nossas crianças. 

Assim, aqui ficam alguns conselhos:

• Os lanches das crianças podem e devem ser preparados em casa;
• Os lanches devem ser práticos e rápidos de comer, devendo evitar-se embalagens e/ou lancheiras difíceis de abrir e arrumar pois é um aspecto extremamente importante para as crianças.
• Uma lancheira deverá conter um dos alimentos de cada grupo descrito abaixo, nomeadamente uma fonte de hidratos de carbono, um lacticínio e uma fruta/legume. 
• Deve evitar-se a monotonia e manter a criatividade - os lanches devem ser variados, de forma a tornarem-se interessantes. É importante variar sabores, texturas e cores, para que não haja a sensação de “estar sempre a comer o mesmo”. 
• Ofereça alimentos saudáveis – combinados de diferentes maneiras, de forma a tentar variar o mais possível. Deve tentar envolver as crianças na escolha do lanche para tentar também ir de encontro às suas preferências (dentro do possível e aceitável…);
• É muito importante garantir a segurança alimentar do lanche enviado e por isso deverá seguir algumas regras básicas como lavar bem a fruta e colocá-la numa caixa de transporte; Embalar os alimentos separadamente; Colocar as bolachas numa pequena caixa para se manterem crocantes (caixas de vácuo Fresh Box); utilizar uma lancheira térmica; utilizar garrafas térmicas  e bolsas de gel/gelo que ajudam a manter a temperatura;
• Por fim deverá juntar sempre à lancheira da criança uma garrafa de água.
Alguns exemplos de lancheiras saudáveis e possíveis combinações: 

1. Iogurte natural/bebida vegetal + tomate cherry c/queijo fresco aos cubos + tostas de centeio 
2. Iogurte natural/bebida vegetal + kiwi + tostas de centeio com queijo à fatia 
3. Iogurte natural/bebida vegetal + tostas de aveia + uvas
4. Iogurte natural/bebida vegetal + pão saloio (miolo) + pêssego às fatias
5. Iogurte natural/bebida vegetal + flores de pão centeio + palitos de cenoura
6. Iogurte natural/bebida vegetal + crepes de aveia com doce 100% de fruta + morangos 
7. Iogurte natural/bebida vegetal + panqueca de cenoura e coco + gomos de laranja
8. Iogurte natural/bebida vegetal + pão integral c/queijo + pera às fatias
9. Iogurte natural/bebida vegetal + mini-panquecas de banana e maça + uvas sem caroço 
10. Sumo de laranja natural + panquecas de alfarroba e banana + pera às fatias
11. Batido de morango/cacau + tostas de aveia + pera às fatias

Outras coisas que costumo mandar: queijinhos Baby Bell, ovo cozido, pacotinhos de bolachas de água e sal 
E porque a redução de plástico está também na ordem do dia, não se esqueçam de optar por sacos de papel (uso uns da Silvex que compro no Continente), recipientes de plástico com abertura fácil (uso os da Tefal) e de apostar numa lancheira gira que os miúdos gostam sempre! 


 Ajudou?




Já ia escrever aqui sobre o tema e nem de propósito a semana passada assinalou-se a Semana Mundial do Aleitamento Materno, por isso, faz ainda mais sentido vir aqui passar o meu testemunho e tentar ajudar quem vai passar pelo mesmo desafio.   


Na consulta de rotina dos 4 meses a pediatra do Xavier desafiou-me a fazer amamentação exclusiva até aos 6 meses, como recomenda a OMS (Organização Mundial de Saúde) mesmo indo trabalhar já agora quando ele completar 5 meses. O que significa que vamos tentar manter o leite materno até aos 6 meses como única fonte de alimento e só depois vamos introduzir as sopas e posteriormente as frutas e papas nos intervalos das mamadas. O Xavier está no percentil 85 de peso e a pediatra não vê necessidade de começar já a comer papas cheias de açúcares - concordei. 

Sou pro amamentação, mas não sou fundamentalista, cada mãe deve ter liberdade para decidir até onde quer ir. Durante a gravidez até achei que provavelmente não ia amamentar muito tempo o Xavier devido à experiência com o Duarte não ter sido famosa (embora bem sucedida, mas cheia de ameaças de mastite). Mas estando a correr bem so far, não vejo razão para não fazer um esforço extra para cumprir esta primeira meta tão importante para os bebés. Os benefícios são conhecidos e tenho muita pena que a lei laboral nacional não proteja este principio como fazem muitos outros países. Ainda assim, não aceitei o "é impossível" e vou tentar. Estou otimista.


"Amamentar em exclusivo durante os primeiros seis meses de vida protege contra a subnutrição, não só nos países em desenvolvimento, mas também nos países industrializados (...) 
o aleitamento materno diminui o risco de infeções gastrointestinais, diminui o risco de obesidade nas crianças e adolescentes, melhora o desempenho escolar e reduz o risco de cancro da mama e do ovário na mãe" 
refere a OMS. 

Esta é para mim uma experiência totalmente diferente da que tive com o Duarte, que com a mesma pediatra, introduziu as papas aos 4 meses e manteve a amamentação nos intervalos das refeições. Contava que ia ser tudo igual com o Xavier, mas o desafio foi lançado e agora não há volta a dar. Por isso, durante este mês estou a tirar leite para deixar em stock para o mês do pai. Uma semana antes de ir trabalhar vou começar a habituá-lo ao biberão. Tenho partilhado algumas dicas pelo instagram e são tantas as meninas na mesma situação a pedir mais informação sobre o tema que achei melhor passar para "papel".



RESALVA: AS DICAS ABAIXO NÃO SÃO A BÍBLIA SAGRADA DA AMAMENTAÇÃO, NÃO SOU CONSELHEIRA DE AMAMENTAÇÃO NEM TENHO EXPERIÊNCIA NA ÁREA DA SAÚDE. SÃO COM BASE NA MINHA EXPERIÊNCIA COMO MÃE E COM INFORMAÇÃO ABSORVIDA FRUTO DA PARTILHA DE EXPERIÊNCIAS COM MUITAS OUTRAS MÃES. 



PROLONGAR A AMAMENTAÇÃO 


AUMENTAR A PRODUÇÃO - TIRAR LEITE - FAZER STOCK


1. Em primeiro lugar, arranjei uma bomba extratora de leite elétrica, por experiência pessoal anterior, sei que só consigo extrair dessa forma (as manuais comigo não resultam) e sacos de congelação de leite materno para começar a fazer stock em casa. Após testar a bomba percebi que não conseguia tirar muito leite de cada vez (é normal que aconteça) e decidi voltar a estimular a produção de leite com algumas ajudas.




2. Voltei a tomar Promil (suplemento de amamentação) e voltei a beber mais líquidos, incluindo o chá de cardo mariano (à venda no celeiro) que é conhecido por ter propriedades que ajudam a produzir mais leite, o próprio Promil tem na sua composição cardo mariano. Mas regra geral, ajuda bastante beber muita água, podem intercalar o chá de cardo mariano com camomila, erva príncipe, cidreira, etc. Se tiverem dúvidas quanto aos chás serem seguros, consultem o E.Lactancia.  




3. Para não condicionar demasiado as minhas rotinas nem virar escrava da bomba, tiro leite duas a três vezes ao dia, enquanto ele mama. Ofereço uma mama e faço extração na outra em simultâneo (não é a manobra mais fácil do mundo, mas consegue-se). 


4. A altura do dia em que extraio mais leite é no período da manhã, por isso aconselho a fazerem o mesmo, comecem logo na primeira mamada do dia.


5. Comecei com um total diário de 120ml (tirado em alturas diferentes pois só conseguia uns míseros 40ml de cada vez) e neste momento 100ml é o que consigo tirar de uma mama de manhã (altura em que tenho mais produção) e no resto do dia tiro mais 50ml ou 100ml de ambas.  

[Contas feitas, estou a armazenar um total de 200 ml/dia que distribuo por sacos de 100ml e de 50ml. O objetivo com o Promil e com o chá é aumentar estas quantidades (há quem tire muito mais de uma vez), mas para já, aceito o que tenho como o possível.]

6. O leite extraído de manhã vai para o frigorífico e quando volto a tirar junto ao mesmo (não devemos juntar leites de dias diferentes, apenas "o" do dia). Após as 3 extrações diárias congelo. Se quiserem saber mais sobre o armanezamento x validade, sugiro este artigo.




7. Uma dica preciosa que me deram foi a de não desanimar se ao inicio sair pouco leite (parece que é comum) e com o tempo e estímulo vamos conseguindo aumentar (eu já noto resultados em tão pouco tempo). Assim como noto menos produção se beber menos água, por isso, façam dos líquidos uma regra.

8. Vou, sempre que possível, amamentar o bebé na hora de almoço ou extrair leite de ambas não só para aliviar a subida de leite como para armazenar mais, como referi acima.

9. Não entrem em stress se chegar o dia do bebé ficar com o pai e não terem ainda leite suficiente para todas as refeições necessárias, vão retirar mais durante a hora de almoço no trabalho, por isso o stock vai ser reposto. Esta experiência tem sido partilhada comigo por muitas meninas, por isso, confio que assim seja.

10. Sejam positivas, confiem no processo. Há quem diga que extrair leite a ver fotos ou vídeos dos pequenos ajuda a ter mais produção, por isso, não desistam no primeiro obstáculo.


A bomba que estou a usar é o modelo Bomba Elétrica Simples da Lansinoh, faço estimulação do peito 1 a 2 minutos (ferramenta da própria bomba) e depois inicio a extração. Começo com sução moderada e vou aumentando gradualmente até ao máximo. Deixo aqui um vídeo.


Quem mais está neste desafio?

Quem mais em countdown para o regresso ao trabalho?

    

Mudámos de carrinho mesmo antes de ir de férias e não podia estar mais contente com a escolha. 
Já tinha aqui manifestado a vontade de mudar de carrinho pois o nosso tornou-se volumoso para as tralhas de dois filhos, sobretudo porque o Duarte não prescinde da bicicleta e eu não sei viajar sem levar uma casa às costas. Além disso o nosso já tinha uns anos e o sistema de fecho estava a acusar desgaste. Fez muitos km de passeio!

Inicialmente estava inclinada para um Quinny Zapp (que acho super compacto) e é uma marca que sempre gostei, mas a escolha acabou por ser um Bebéconfort Laika. É um novo modelo que não conhecia e onde, após muitas pesquisas online, encontrei todas as características que procurava: conforto, dimensão reduzida, peso leve, ser compatível com o babycoque, reclinável e o que mais gostei: ser um misto de carrinho urbano x carrinho bengala, ou seja, é um carrinho com visão de futuro, para usar na boa até aos 3.5 anos (não terei que comprar mais nenhum para mais tarde). Além de que se abre e fecha tipo leque com apenas um click. É acima de tudo prático e isso combina comigo! Encontrar um carrinho que "casa" com o nosso lifestyle é meio caminho andado para o sucesso.



Percebo bem a missão complicada que os pais têm para encontrar o carrinho ideal (been there) e quando me perguntam que carrinho escolhi a verdade é que não consigo despejar apenas a marca e o modelo pois dentro da mesma marca pode haver um modelo mais adequado para o estilo de vida que pretendem fazer com o bebé. Com base na minha experiência de mãe, gosto de fazer perceber que há muitos factores a ter em conta e por isso resolvi partilhar este meu achado e aproveitar para deixar algumas dicas para quem está neste momento à procura do carrinho ideal. Muitas vezes olhamos só para o design (que se quer giro) mas esquecemo-nos do resto.



DICAS PARA A ESCOLHA DO CARRINHO CERTO:


1. Budget: definir um orçamento é o passo base para começarem a procurar.

 
2. Espaço: analisar o espaço disponível para transportar/arrumar o carrinho, quer em casa quer na mala do carro (onde ele vai andar muitas vezes).


3. Utilização: perceber se a utilização vai ser mais citadina ou rural. Para o meio cosmopolita um carrinho com rodas pequenas e duras serve na perfeição, porém se viverem no campo ou se pretendem fazer muitos passeios ou caminhadas, talvez seja melhor optarem por um carrinho de rodas grandes com câmara de ar.  


4. Peso: o peso do carrinho é um factor muito importante, sobretudo para as mamãs que o vão carregar mais vezes pois são quem acaba por estar mais tempo com os bebés nos primeiros meses de vida. Um carrinho pesado pode dar umas valentes dor de costas.


5. Ver vídeos: vejo sempre reviews e opiniões antes de escolher, um bem haja ao Youtube.


6. Lifestyle: escolher o carrinho de acordo com o nosso lifestyle é para mim a dica mais importante de todas e a mais difícil pois antes de sermos mães não fazemos ideia de como é a experiência de utilização de um carrinho, fazemos a escolha com base em suposições. Por isso, a minha sugestão é que ponderem bem todos os aspectos acima antes de avançar. Eu saio quase todos os dias com o Xavier, para mim é impensável ter um carrinho pesado e que requer muitas manobras para montar/desmontar, procuro sempre uma solução prática e leve e foi o que encontrei com este modelo.


Aproveito para vos deixar um vídeo onde podem ver todos os pormenores:



Espero que vos tenha sido útil!

Beijos 
 


Neste segundo filho estou a conseguir viver as coisas de outra forma e o facto de já ter passado pela experiência da maternidade anteriormente tem-me ajudado a ter mais calma perante os desafios que vão surgindo. O primeiro após o parto e um dos maiores e mais exigentes da fase new born é sem dúvida a amamentação. Um caminho que escolhi tal como no primeiro filho e onde já somo 4 meses de sucesso.  


No primeiro filho, apesar de ter feito um breve curso de preparação para o parto, não procurei muita informação sobre o tema amamentação pois pensava eu que se amamentar é uma coisa natural, não devia ser assim tão complicado enfiar a criança ao peito e esperar que ela se alimentasse. Devia ser assim tão fácil, mas não é. Exige alguma preparação e resiliência.


Basicamente quando o Duarte nasceu fui atirada aos leões, em poucos dias tinha os mamilos gretados e em sangue. Corriam-me as lágrimas sempre que ele mamava e ficava nervosa sempre que se aproximava a hora dele comer. A pessoa parece que vai cumprir castigo por todas as formigas que pisou em criança ou pelos lápis de cor fanados no infantário só para conseguir encher o estômago-tamanho-de-uma-ervilha do bebé. São uns dias bem tramados ali taco a taco com os baby blues.

 
E a subida do leite em casa? Terrível! Peito sempre em pedra, duches de água quente para aliviar, bomba para tirar o excesso de leite, ameaças de mastite constantes. Quando não estava a cuidar do bebé estava a cuidar do peito e sempre em modo nem-sei-bem-mais-que-lhe-fazer! Mesmo assim o Duarte ainda mamou meses a fio, fruto da minha persistência, mas demorei muito tempo a estabelecer a amamentação e a encontrar conforto.


Felizmente não somos todas iguais e há mulheres a quem até não custa nada, mas tenho para mim que há muitas recém mamãs a penar como eu penei por falta de preparação. E outras tantas a desistir na primeira semana e a passar logo para o suplemento ou LA (se estiverem num grupinho de mamãs do Facebook) porque chega a ser uma prova de fogo. Não as condeno. 


Desta vez fiz tudo diferente. Adotei uma atitude preventiva com recurso a vários produtos disponíveis no mercado para as mamãs que me ajudaram bastante. Não foi tudo fácil, também tive os meus momentos de "vou desistir que isto é uma tortura" mas foi bem mais soft em comparação com a primeira experiência e em menos tempo (muito menos!!) a amamentação ficou estabelecida e sem traumas.




DICAS PARA TER SUCESSO A AMAMENTAR (OU O QUE RESULTOU POR CÁ):


1. 
Amamentar em livre demanda, esqueçam a regra das 3h em 3h, o bebé mama quando quer. E se a maminha da mãe já estiver prestes a estourar é por o bebé a aliviar (que é como quem diz, dar-lhe maminha). 


2. 
Se o bebé mamar e mesmo assim o peito continuar cheio podem usar a bomba extratora de leite para aliviar, mas não aconselho a tirarem muito leite pois pode provocar a produção excessiva. Desta vez nem toquei na bomba na fase de subida, vou usá-la a partir de agora para fazer stock de leite para quando for trabalhar. 

[por outro lado, se tiverem pouco leite, coloquem o bebé a mamar mais vezes e podem estimular com a bomba para aumentar a produção. Cada caso é um caso.] 


3.
Usar logo na maternidade as conchas de leite, mesmo que ainda não sintam dor.  Porquê? Para evitar que os mamilos rocem no tecido do soutien ou camisa de noite e fiquem assados. Os mamilos devem estar ao ar o maior tempo possível e com visitas a entrar e sair esta é a forma mais discreta e prática.
 
 
4. 
Usar também desde a maternidade um creme protetor/cicatrizante de mamilos, o da Lansinoh é o meu preferido, encontram em qualquer farmácia.


5.
Sempre que aplicam o creme, colocar por cima as conchas de leite ou (quando já doem) os discos de hidrogel (estes foram os preferidos), são lifesavers e vão evitar que fiquem em sangue (safei-me graças a eles).
 
[Dica: como são caros, só duram 24h cada e vão precisar de pelo menos duas embalagens, cortem-nos em 4 de forma a taparem só o bico ferido e não todo o mamilo (pois não é necessário) e desta forma estão a multiplicar as utilizações. Outra dica: existe película nas duas faces, rentabilizem e usem as duas faces (assim duram 48h).] 


6.
Se viverem num local isolado ou tiverem um cantinho escondido com entrada de luz natural, coloquem o peito 15 minutos ao sol. Sim estou a falar de topless mesmo, ajuda bastante a cicatrizar.


7.
Se não conseguirem evitar o surgimento de gretas, experimentem amamentar com recurso a bicos de silicone, usei com o Duarte e aliviam bastante a dor.


8.
Quando o bebé mamar e mesmo assim a mama continuar quente e cheia (às vezes parece que temos uma sensação de febre interna), coloquem compressas quente/frio reutilizáveis para aliviar, neste caso frias para acalmar. Se o peito tiver encaroçado utilizem em versão quente e posteriormente massajem com óleo de amêndoas doces para quebrar os caroços. Cheguei a dormir com as compressas em versão terapia fria colocadas no intervalo das mamadas para evitar acordar com elas em pedra. Resulta.


9.
Optem por soutiens sem enchimento, só vão atrapalhar na hora de desviar o tecido para por o bebé a mama e são desconfortáveis. 


10.
Se precisarem de uma bomba extratora de leite, optem por uma eléctrica, as manuais são um 31, quando já estamos a ficar sem pulso é que finalmente começamos a extrair qualquer coisa mais substancial. Em breve falarei da minha aqui no blog. 


11.
Para aumentar a produção de leite (além de pôr o bebé à mama em livre demanda) podem optar por tomar sumplementação, aqui tomei Promil no primeiro mês e beber chás que estimulam a produção, como o chá de Cardo Mariano que encontram à venda no Celeiro (beber 1l por dia) e muita água nos restantes intervalos.


12.
Last but not least...não desistir à primeira. 
[mas se não correr bem também não façam disso o fim do mundo, deram o vosso melhor, ok?]
Os primeiros 15 dias ou mesmo o primeiro mês é o mais complicado até a amamentação estabelecer, a partir daí tudo muda e fica mais fácil. 

 Continuo a amamentar em exclusivo e em livre demanda durante o dia sempre que ele pede, o que dá uma média de mamadas de 2h em 2h e no intervalo da sesta maior 4h. Durante a noite já nem sempre dou pois ele já faz algumas noites completas (embora não tenha isto como um dado adquirido pois o Duarte voltou a mamar de noite com a introdução das papas  existe sempre a famosa regressão do sono que acontece por volta dos 4 meses). A maternidade vive-se um dia de cada vez. 

Espero que vos tenha sido útil e perdoem se foi demasiado longo e descritivo!


Beijos