Aiiii…contem-me lá? Viram? Não viram? Já foram depois de tanto burburinho à volta do tema? 

Eu vi. O Diogo viu. O Duarte viu. Todos vimos. Não tinha conhecimento algum sobre o programa SuperNanny, nem sobre a sua já existência no estrangeiro. Vejo pouca TV, que se resume a notícias, desenhos animados ou séries gravadas. Gosto mais de ler. Mas no domingo calhou estarmos na sala num momento de lazer enquanto o Duarte brincava e o programa começou. Ficámos intrigados com o teaser e já não deu para mudar de canal, além de termos visto logo a nossa terra (Loures) a aparecer em imagem aérea e inevitavelmente prendeu-nos a atenção.

Seguiram-se momentos de perplexidade. Fiquei logo de pé atrás com o conteúdo e a forma leviana (e perigosa) como toda aquela família (e as que virão) aceitaram ser expostas. E confesso que nem gostei muito que o meu pequeno teimoso tivesse visto, até ele ficou intrigado com o comportamento. Ficámos a conhecer a Margarida, que bate na mãe quando é contrariada e lhe chama estúpida. Que tem um feitio autoritário, não ajuda em casa e lida mal com as regras. Ficamos a conhecer a mãe, que assume uma educação monoparental e revela alguma insegurança e muita vulnerabilidade perante a personalidade vincada da filha e a avó materna que dá os típicos conselhos de quem nasceu noutra geração (tal como as minhas avós). No fundo, uma família comum a enfrentar obstáculos na educação e com sérios problemas na hierarquia. Era notório quem mandava naquela casa -  a pequena Margarida! 

A seguir, entra em ação a psicóloga Teresa Paula Marques (a SuperNanny) com postura de "deixa-me lá domar mais uma criancinha" como se estivéssemos a assistir ao programa o "Encantador de Cães", da Sic Mulher, mas em versão humana. 

Todo o conceito do programa é mau. Começando no formato em si, altamente exploratório, ao conteúdo, demasiado invasivo da privacidade, mas ainda assim consentido por toda a família. Como? O que leva alguém a despir-se dessa forma na TV? Dinheiro? Desconfio seriamente que a motivação tem euros no fim e alguma encenação à mistura. Mas ainda assim, será que aquela mãe sabia ao que ia??! 

Bem sei (por experiência própria) que as birras existem e que há senhoras birras, que existem crianças mais difíceis do que outras, mais desafiantes, que há pais que se vêm aflitos para dar a volta aos filhos, mas, não minha humilde opinião de mãe, não é no formato de um programa televiso deste género que eu depositaria a minha fé para resolver uma situação mais difícil cá de casa, caso tivéssemos um filho assim, espero por tudo que nunca nos aconteça, mas não estamos livres é um facto.

Mas vamos voltar à psicóloga, que ou muito me engano, ou vai espetar o mesmo modelo de educação a todos os miúdos do programa como se todas as crianças fossem iguais, quais robots intransigentes que apenas precisam de ser afinados. 

E a durabilidade dos métodos aplicados? Balelas. A educação não é estática e apresenta obstáculos a cada etapa de crescimento, a formula mágica não existe. A Margarida terminou o programa a ajudar a mãe a varrer a cozinha, mas basta ter ido hoje à escola e ser gozada pelos coleguinhas para chegar a casa e enfiar-se no quarto com uma crise existencial.  Sou só eu a achar isso? Alguém acha que ela ficou educada para sempre? Estou desejosa de ler a opinião de psicólogos. 

E a imagem perante os amigos, os pais dos amigos (vão querer continuar a convida-la para ir lá a casa brincar?). E os professores? E o contexto social da mãe? O que terão achado os colegas de trabalho perante a mãe que não tem mão da filha? Sabemos bem como podem ser cruéis as pessoas. 

Não gosto de criticar a educação que as mães dão aos filhos, todos temos telhados de vidro, mas sinto que existe nos pais modernos uma enorme dificuldade em aplicar a palavra “NÃO” na educação e em perceber que os miúdos também têm que passar pela frustração para se formarem e prepararem a vida adulta. Eles não vão ficar traumatizados para a vida porque não trouxeram o brinquedo xpto do supermercado ou porque não comeram o 2º chocolate. Choram, esperneiam, libertam a raiva e passa. Já aqui falei no blog sobre os filhos patrões, em colaboração com a Psicóloga Irina Vaz Mestre, e sobre formas para contornar esta questão do autoritarismo na infância, porque ele existe mais tarde ou mais cedo. 

Outra coisa que me inquietou: será que, em situações futuras, a mãe vai ter capacidade de se interrogar e perceber o que está a correr mal? O sistema de compensação é falível, mais tarde ou mais cedo a Margarida (ou outro miúdo qualquer vão contornar a questão com habilidade). Aquela mãe precisava de um acompanhamento superiror a uma semana de gravações. Não é a mesma coisa  do "Querido, Mudei a Casa" em que basta chegar ali, dar um refresh à decoração e já está. 

A parentalidade consciente envolve autoconhecimento, interrogação e reflexão. Quando os filhos são pequenos e choram é fácil, ou é fome, ou sono ou a fralda suja. Mas quando crescem o desafio aumenta e temos que continuar a interrogar-nos sobre as ações e refletir sobre elas para atuar da melhor forma em conjunto. E definitivamente, para mim, um programa que expõe desta forma a intimidade não é um role model.  Estes assuntos são para resolver em privado. 

A única coisa boa no meio de todo o programa é o não incentivo à palmada (e o facto de mostrar a alguns pais mais confusos quem deve ter o papel ativo na educação), que no caso da Margarida era recurso por imitação. A mãe batia, a Mariana batia, somos sempre um modelo para eles. Eu própria quando grito, fico-me a sentir mal pois sei que se ele gritar é por mea culpa. Tudo o resto passou por chantagem e negociação.  

O único ponto positivo é que o Duarte esteve muito atendo a tudo e ficou a achar que caso se porte mal vem cá uma senhora a casa ralhar com ele e mete-lo em sentido. Coincidência ou não, ontem trouxe uma bolinha verde de comportamento da escola. 

E por aí, o que acharam do SuperNanny? 
  


Não sou de alimentar estas correntes que de vez em quando nascem nas redes sociais, mas sendo um tema que me toca em particular, quero partilhar aqui uns pensamentos que assim de repente me ocorreram sobre este tema. Provavelmente estou-me a por a jeito para ganhar umas haters, é a vida. 

Ao que parece a Well´s lançou uma campanha de incentivo à natalidade intitulada "Por um futuro com mais bebés" onde vai oferecer um conjunto de artigos por cada bebé nascido em 2018, como forma de promover a natalidade e claro, a sua gama de produtos Baby Well´s. Para usufruir dos artigos os pais só têm que registar o nascimento dos filhos no site da iniciativa em www.futuro.wells.pt. Simples, simpático e apelativo para todas as mães e futuras mães, bem jogado pela marca.

E o que é que se sucedeu na página de Facebook da Well´s? Uma onda de manifestações de desagrado por parte das mães de 2015, 2016, 2017 e por aí. Enquanto umas reclamam ter sido mães em dois mil e tal e não terem direito a nada, outras são extremistas ao ponto de bater o pé e afirmar "então não compro mais nada na Well´s", estilo amuo de uma criança de 3 anos quando a mãe não compra um saco de gomas. Devo confessar que fiquei perplexa ao ler este tipo de comentários. Eu também já fui mãe em 2013 e não ando aqui a lamentar-me de isto ou aquilo, aliás nem sequer me ocorreu tal coisa. Serei eu a única a achar que devíamos parabenizar a Well´s por estar a levar a cabo uma missão de incentivo a natalidade num pais envelhecido como o nosso? Num pais onde a média de filhos por casal é de 1.36?! Em Portugal, em 2014, foi feito um estudo que concluiu que eram necessárias 1,4 milhões de crianças para repor gerações. 







Serei eu a única a achar que o que a Well´s está a fazer é pioneirismo? É dar o exemplo? É claro que existe uma estratégia de marketing por detrás desta ação com objetivos comerciais, mas também existe uma clara vontade em criar proximidade com as mães e os bebés do futuro.   

Pouco ou nada fazemos pelo direito das mães, não temos incentivos do governo, não recebemos apoio das autarquias locais, não temos direito a incentivos de nascimento (salvo raras exceções regionais), não temos um sistema nacional de saúde com capacidade para atender todas as crianças e não nos vamos queixar a lado nenhum (contra mim falo), deixamo-nos andar aqui neste conformismo do costume. Mas uma marca põe-se a jeito, até quer dar uns miminhos aos bebés e pimbas, leva por tabela porque só vai dar às mães de 2018. É irrisório. Desculpem, mas é.   

Já para não falar na grande maioria (onde me insiro) que não tem direito ao subsidio pré-natal porque perante o estado somos ricas, mas andamos aqui todos os meses a equilibrar contas e a esticar o orçamento; e ao abono familiar ...bem esse desta vez nem tentei, para quê perder tempo? Já sei que não tenho direito. Mas se me divorciar por conveniência para ficar com o estatuto de mãe solteira (e há muita gente a fazê-lo pelos mais variados motivos ou simplesmente a não casar) já tenho direito a tudo, inclusive a ter as minhas crianças numa IPSS por menos de 200€ mês porque não vivemos num pais que apoia a natalidade. Mas isso é outra conversa. O mundo é para os espertos, não para os certinhos, já diz a minha avó!

E a educação? Países do terceiro mundo, como o Sri Lanka, onde já estive e presenciei, têm educação gratuita, transportes gratuitos e manuais gratuitos para a escola, a nossa paga-se e bem. Mas não reclamamos nada, não propagamos a nossa voz para além da nossa esfera social. Ah mas a Well´s oferecer 3 produtos ao bebé da minha vizinha e a mim não é que não pode ser. Nanananinanão. Isso é que não pode ser. Onde vamos parar com esta mentalidade, pergunto-me?

Por isso, este post é, acima de tudo, para dar os PARABÉNS à Well´s pela iniciativa de tornar 2018 um ano diferente para os pais de bebés!  E as restantes pessoas relaxem, a Well´s não nos vai pagar a facultade dos putos, a carta de condução, as vacinas não comparticipadas que custam uma nota, vai-nos só dar um creme, umas toalhitas e quiçá uns cotonetes. 

Espero que outras marcas, mas sobretudo os poderes locais e nacionais num futuro próximo sejam mais ativos neste tema por um futuro melhor para todos.

 (E não, não conheço os senhores da Well´s nem me estou a fazer ao piso)



E já está apurado a vencedora do primeiro giveaway do ano e que certamente irá ter uma vida mais criativa e hidratada daqui para a frente!

Sem mais demoras, quem ganhou 1 máquina Sodrastream Play, no valor de 99,99€ foi:

- Ana Novais!


PARABÉNS!

Em breve será contactada via email.

Obrigado a todos por participarem e à Sodrastream pela oportunidade!

Pudesse eu aproveitar os saldos todos que até já roupa de verão estava a comprar! Ainda há saldos bons para quem tem babies no forno ou cá fora e às vezes o truque é mesmo comprar já a pensar nas estações seguintes, faço isso muitas vezes (quando não ando a preparar um enxoval). Morro de amores por estes mocassins da H&M, estilo Moleke,  e basicamente estou à espera que deixem de estar em saldo para os decidir comprar e me arrepender amargamente!!! Mãe, Pai, marido, vizinha de cima... o link é este! 




No domingo a minha mãe entrou cá em casa em exclamou "está tudo tão arrumado!" e eu só precisei de responder "já começou". Ela sabe do que falo. Começaram os quartos de final, chegou a síndrome do ninho (expressão que a faz rir) mas que que atinge algumas grávidas (incluindo sua filha pela segunda vez, não é D. Palmira?) e que nos faz querer ter tudo super arrumado e pronto para receber o bebé como se algo cá dentro nos obrigasse a ter tudo organizado o quanto antes. 

Não sei porque razão desta vez começou tão mais cedo, no Duarte foi la para as 36/37 semanas, mas desconfio. Fui obrigada a fazer mais repouso nesta gravidez e a deixar a limpeza da casa andar ali pelos serviços mínimos por causa do período de sangramentos. Conclusão: sempre que, sentada no sofá, olhava ao redor com a limpeza à seria por fazer até hiperventilava, primeiro porque já sabia que só estava a acumular trabalho (além da parte da preparação do enxoval que também arrastei). E em segundo porque já sabia que me ia dar muito mais trabalho fazer depois uma limpeza profunda e, em terceiro, porque aqui onde moro, atrás do sol posto, não é fácil arranjar uma senhora da limpeza, além de eu achar que dou sempre conta do recado todo (#odavas). 

Por isso, agora, Raquel Maria já com ordem para fazer vida normal, mas já toda apanhadinha da ciática, agarrou-se a tudo de uma vez só: limpeza da casa, roupas de bebé, mudança total no quartinho dos miúdos, garagem, tudo e tudo. Como se tivesse que recuperar o tempo perdido em contra-relógio. Não sei que pressa é esta, mas a culpa é da síndrome do ninho. 

E, por mais que me aconselhem a fazer uma coisa de cada vez porque “ainda tens tempo”, eu tento fazer o máximo que posso dentro das minhas possibilidades no tempo livre. No entanto, não pensem que ando feita barata tonta, faço pausas entre os trabalhos pois sei que não posso abusar. E também como sei que o meu ritmo é mais lento, talvez sinta necessidade de começar ainda mais cedo a preparar o meu baby nest. Cada uma com a sua.  

Eu sei que ainda falta muito tempo (2 meses e picos), que até o bebe nascer esta casa ainda se vai sujar e limpar muitas vezes, que ainda vou ter muita roupa para lavar, que agora tenho um filho pequeno que espalha brinquedos por todo o lado e uma casa com crianças nunca está imaculada, mas já nada me vai fazer mudar até ao parto. É a natureza em plena ação a comandar o meu cérebro. 

Para quem não sabe do que falo, aqui fica um breve resumo:

A síndrome do ninho (arrumado) é frequentemente experimentada na terceira fase da gravidez que resulta de uma necessidade estrutural de preparar tudo o que for necessário para proteger o bebé antes de nascer; além disso, as mulheres grávidas, nesta fase, tornam-se mais seletivas e desejam ter pleno controle sobre o seu ambiente, preferindo passar mais tempo com pessoas da sua confiança.” – in Dicas de Saúde

É a intensa necessidade de limpar, organizar ou preparar a casa. Apesar da barriga não permitir grandes excessos a grávida é capaz de subir uma escada para limpar o teto, ou esvaziar uma estante inteira porque acredita que tem muito pó.” – in Guia Infantil

"Um dos paradoxos aparentes de fazer o ninho é que, no terceiro trimestre de gravidez, as mulheres dizem estar mais cansadas, enquanto, simultaneamente, mostram um aumento da atividade" explica Mel Rutherford, professor do Departamento de Psicologia, Neurociência e Comportamento da Universidade de McMaster. "Sendo assim, a necessidade de fazer o ninho é uma força motivadora muito poderosa." - in Sapo Lifestyle.  

Junto a isto a festa de anos do Duarte, que está em andamento esta semana e que quero fazer acontecer e a lista de últimas necessidades para o enxoval, que é como quem diz ir à Feira de Bebé do Continente no fim de semana e agarrar tudo o que falta. 

Grávidas desse lado, digam-me, já andam assim ou andam calmas da vida? 


Tenho andado por estes dias a fazer a lista final de necessidades do enxoval do bebé Xavier (diz o Google que está na hora de fazer a mala de maternidade e afins). A maioria da puericultura pesada está garantida pela herança do Duarte pois guardámos quase tudo na perspetiva de ter mais filhos. E não vou mentir, dá muito jeito (financeiro) ir agora à garagem buscar e limpar para pôr a uso de novo. Nesse aspeto o primeiro filho pesa muito mais no orçamento, no segundo estamos a rentabilizar o investimento inicial. Mesmo assim, ao contrário do que a maioria das pessoas pensa, exceto as que já passaram pela experiência, o segundo filho não é igual ao primeiro no que toca a mimos por parte dos amigos e família, não se recebem prendas nem roupa como do primeiro, já não existe aquela loucura na novidade, não querendo ser mal interpretada com isto. Contam-se pelos dedos de uma mão as coisas que recebi para o Xavier até agora (fraldas, babetes e lençóis de banho), enquanto que do Duarte foi aquela loucura de ser o primeiro e tinha as gavetas bem mais compostas. 

Mas mesmo com herança do primeiro bebé existem coisas que se estragam, que não servem, que têm que se substituir ou que pura e simplesmente temos que fazer novo stock, como chuchas, biberons, fraldas, toalhitas, porta-chuchas, porta documentos, interiores, cremes, muda fraldas para andar na mala, intercomunicador (o do Duarte estragou-se), mobile, espreguiçadeira, sling ou pano (quero ter), babygrows (as molas estragam-se com o uso e nem todos dão para reclicar embora tenha aproveitado 90% das coisas do Duarte), etc. É preciso olhar para tudo e definir um plano de ação/ordem de necessidade, que é o que ando a tentar fazer. A vantagem na segunda gravidez é que nos tornamos mais práticas, por exemplo, a varoma da Bimby será o meu esterilizador (dica preciosa obtida no grupo da mamãs de março). 


Uma das coisas que o Duarte teve desde o início e que me deu muito jeito foi a espreguiçadeira, sobretudo para quem, como nós, tem uma casa ampla ou com dois pisos e precisa de mais pontos de apoio para acomodar o bebé por uns períodos enquanto se fazem as tarefas domésticas ou até para tomar um banho. Lembro-me que começámos a usá-la logo por volta do primeiro mês e por isso não quero passar muito tempo sem ter uma. Vendi a minha na altura porque era muito básica, mas agora até me arrependo.  Tenho por isso andado a ver as várias opções disponíveis no mercado e até mesmo as empresas que alugam. Uma colega de trabalho falou-me nisso e fui pesquisar. Sabiam que podemos alugar espreguiçadeiras por 3, 4 ou 6 meses? E pelo que vejo dos preços em alguns casos compensa bem pois estamos a alugar gamas superiores, daquelas com música e que embalam por metade do preço de venda. O único senão é não ficarem para nós ou o filho mais velho puder estragar, mas é um preço de aluguer justo pelo tempo com que ficamos com o produto. 


Se quiserem espreitar, estas foram as empresas que encontrei:
  1. Upababy - a partir de 51€
  2. Gugurent - a partir de 40€ (gostei muito destas)
  3. GoBabyGrow - desde 1.70€ por dia

 Para compra gosto dos modelos abaixo, mas não queria nada exageradamente dispendioso.



E por aí, andam a ponderar comprar ou alugar?




Dizem que nada na vida acontece por acaso e a verdade é que 
sempre achei que ia ser mãe de menino(s).
Sempre me vi nesse papel quando em menina projetava casar e ter filhos.
E, apesar de ser muito feminina e vaidosa, era essa (e sempre foi) a minha visão do futuro.
Destino, acaso ou simplesmente genética, o sonho virou realidade e em breve vai duplicar.
 
Não sei se existe algum gene que nos faz sentir mais inclinação para ter meninos do que meninas, provavelmente não, até porque se tivesse uma menina ia ama-la incondicionalmente sem ligar a género, mas a verdade é que me sinto super realizada neste papel e acredito que seja transversal a todas as mães de meninos. Verdade?

Ser mãe de menino é...
  • Gostar mais de azul e cinzento do que do nosso batom vermelho;
  • Reaprender a brincar e tornarmos-nos experts em todos os brinquedos a que nunca ligámos na infância;
  • Por de lado o feminismo em prol de saltos, corridas e macacadas;
  • Aprender a dar chutos na bola;
  • Aprender a jogar playstation, mesmo que isso signifique carregar em todos os botões ao acaso;
  • Trocar os saltos por ténis;
  • Jogar matraquilhos com a mesma habilidade com que fazemos a manicura;
  • Estar sempre disponível para jogar às escondidas ou à apanhada;
  • Aprender finalmente o que é um "fora de jogo";
  • Montar Legos com a mesma precisão com que colocamos rímel;
  • Juntar à nossa coleção de sapatos uma coleção de bolas de futebol; 
  • Passar a ter uma baliza (ou duas) na sala;
  • Decorar o nome de todos os super heróis;
  • Amar cadernetas de cromos como adoramos a Vogue;
  • Encher as nossas caixas bonitas de popós;
  • Por de lado os laços e as fitas em prol das chuteiras e das caneleiras;
  • Voltar a andar de trotineta, bicicleta e skate;
  • Aprender a incluir puzzles na decoração da sala;
  • Receber beijos em troca de desenhos trapalhões:
  • É ser a heroína deles num  mundo de super heróis! 


Mummy look : C&A | Duarte look: C&A




A minha vida mudou desde que a Sodastream entrou cá em casa. Deixei de correr para a despensa para ir à palete de água com gás para me ir servir ao "bar" da sala. E acima de tudo, deixei de me abastecer no supermercado semanalmente - tenho tudo à mão aqui em casa. Para quem pensa que é "só" mais uma máquina para ocupar espaço na cozinha (sim, porque nós donas de casa ponderamos até estas coisas), enganam-se. É tão fácil e prática de usar que a queremos num ponto de acesso tão bom quanto o da máquina de café, até podem conviver lado a lado na perfeição, são duas peças com design urbano,  que ficam sempre bem em qualquer cantinho da cozinha.

Por aqui, a Sodastream tem-me ajudado também a beber mais água, uma batalha que travo com a nutricionista, que me manda beber 2L por dia e eu refilo e digo sempre que "ou como ou bebo". Custa-me bastante beber água dita normal, mas gaseificada nem dou por ela. Bebo por isso bastante água gaseificada, talvez mais do que a maioria das pessoas, mas sei que não sou a única a ter este gosto particular, caso contrário não existiam tantas pessoas a comprar e a "gostar de ter sempre em casa" pelos mais variados motivos. 

Além disso, tem um lado ecológico que gosto bastante, não precisa de eletricidade, não gastamos garrafas descartáveis (a garrada que vem com a máquina tem a durabilidade de 3 anos), contribuímos para a pegada ecológica e estamos a beber água, ou seja, o mais saudável que existe. E para os paladares mais exigentes, permite fazer águas aromatizadas com ingredientes naturais com verdadeiro controlo do açúcar, para consumo diário, festas ou jantares em casa com amigos e muito mais como referi no úlitmo post

E porque acho que é uma opção muito boa para ter em casa, também quero dar-vos a oportunidade de terem uma e de começarem o ano, no mimnimo, mais hidratado(a)s e em último lugar mais criativo(a)s. Por isso, em parceria com a Sodastream, tenho para oferecer aqui no blog:
  • 1 máquina Sodastream Play no valor de 99.99€ (preço de venda recomendado)

Eis o que precisam fazer: 

1. Seguir o Facebook do BabyTime e Instagram @raquelbabytime;
1. Seguir o Facebook da Sodrastream Portugal;
2.  Fazer partilha pública do passatempo;
3. Preencher o formulário abaixo com os vossos dados:

 
As participações são válidadas até às 23h59 de dia 11 de janeiro e o vencedor será apurado via Random.org e anunciado aqui no blog no dia 12 de janeiro. 


Boa sorte!



Quando me sento perante a minha obstetra pareço a grávida mais calma do mundo e com tudo controlado, porque? Porque naquele dia vou feliz e só penso numa coisa “ver o bebé, vou ver o bebé, VOU VER O MEU BEBÉ” e estou tão contente e entusiasmada que senão levar as dúvidas escritas até me esqueço de as perguntar. Cabeça de grávida é mesmo assim.

Consulta feita, a hora seguinte é para contextualizar toda a família e amigos chegados sobre a evolução da cria com informação factual sobre percentil, peso e foto da ecografia (se for o caso) e a exibir todo o orgulho e felicidade do mundo. Sem esquecer de referir as posições da criança aqui no ventre.

Mas depois… depois basta passar a magia daquela hora para cair na realidade do terceiro trimestre. Voltam as dores, os desconfortos, os receios e adensa-se a ansiedade. E a ansiedade na segunda gravidez tem mais caras: a ansiedade de ter tudo pronto porque nos primeiros meses andamos "com tempo", a ansiedade de fazer a mala da maternidade como se existisse um relógio a gritar cá dentro "pode ser a qualquer hora", a ansiedade de dar conta do recado, a ansiedade do “será que vou ser boa mãe”, do “vou conseguir dar atenção aos dois, sem me perder pelo meio?”, “vou conseguir amamentar?”, “vou conseguir criar rotinas de sono?”, “vou ter ansiedade por não descansar?”, “vou andar cheia de enxaquecas como no primeiro pós-parto?”... e, chega com ele o pai de todas as ansiedades - o parto, “vai ser rápido ou demorado como o primeiro?, “será que desta vez dilato?”, “será que, desta vez, as águas rebentam?”, “será que ele também vai ser um bebe grande?”, “vou logo para o hospital nas primeiras contrações ou espero porque o primeiro demorou?”, “sigo os sinais do corpo ou a estratégia definida na cabeça?”, e o Duarte “será que fica bem?” (correm-me as lágrimas só de escrever isto). Já disse que ando chorona como tudo? 

De facto, quem diz que a segunda gravidez é mais tranquila porque já conhecemos os sintomas e sabemos lidar deve ter sofrido de alguma espécie de amnésia pós-parto. Assim com quem diz que as dores se esquecem… eu tenho-as bem reais na cabeça, lembro-me de tudo e de todos os detalhes do parto. 

O que acontece de bom na primeira gravidez é que estamos completamente às cegas e isso ao contrário do que se pensa, até ajuda na ansiedade. Não sabemos ao que vamos, estamos radiantes com o primeiro filho, todos os temas são novidade (desde a escolha das fraldas ao berço de ultima geração) e passamos horas a lamber informação. A cabeça anda mais ocupada e paralelamente mais distraída. Fazemos curso de preparação para o parto, ouvimos aquelas enfermeiras seguras de si com dicas de cuidados e amamentação e até nos sentimos preparadas e cheias de confiança. Temos medo do parto, mas como nunca lá estivemos, nem sabemos bem o que as dores representam nem qual é a sua real dimensão. Estamos apenas felizes e expectantes. 

A segunda gravidez, de facto, até admito que possa ser mais tranquila, mas só no primeiro trimestre, não vamos a correr para o médico por tudo e por nada, vamos comprar Nausefe à farmácia par ajudar nos enjoos sem precisar de pedir recomendação à medica, esperamos mais serenas pelas 12 semanas (embora continuemos a achar que demoram uma eternidade a passar), desvalorizamos alguns sintomas repetidos e não fazemos de outros bichos de 7 cabeças. Mas é só. Tudo o resto na segunda gravidez, pelo menos na minha, é a multiplicar e surge mais cedo, desde as dores, ao desconforte e até ao medo.  

Por aqui, depois de um primeiro trimestre de muitos vómitos, ansiava pelo segundo, aquele que supostamente é o mais tranquilo e que desfrutamos da gravidez. O tanas. Conto pelos dedos de uma mão os dias verdadeiramente tranquilos que tive, vieram as contrações precoces, a ciática e os sangramentos, juntou-se-lhe o medo, o cansaço e uma certa irritabilidade de não se puder fazer tudo e ter que saber esperar - o que para mim é um verdadeiro desafio. Para quem está de forma isto pode parecer frio, mas tenho a certeza que as grávidas sabem bem do que falo, nós sentimos necessidade de preparar o terreno e ter que estar a fazer festinhas ao sofá chateia-nos. 

E assim se passam três meses à espera de um dia melhor, até que aterramos no terceiro trimestre e a barriga volta a dar um pulo, dos grandes. A ansiedade da proximidade ganha outra medida, o olho direito pisca, o nariz sangra, o estômago comprime e parece não ter espaço, as gengivas doem, os pés incham, respiramos pior, vestimo-nos mal e por vezes já pedimos ajuda para tirar as calças, dormimos com duas almofadas na cabeça e uma entre as pernas, passamos a noite no vira-vira, e sempre que nos viramos temos que ir fazer aquelas pingas de xixi que aqui ficam a fazer "comichão" no cérebro e não os deixam voltar a adormecer. O corpo dá sinais. O cérebro pede ação e preparação.

Originar uma vida é uma transformação megalómana. Façam as Dolly´s em laboratórios, mandem naves para o espaço, criem carros que voam… mas nada, em nada, jamais se comparará ao poder da criação e da origem humana. 

Podia vir para aqui cheia de filtros e romances sobre a gravidez, é mais bonito de se partilhar e cai bem a toda a gente. Mas estar grávida tem tanto de beleza e magia como de agitação e preocupação. Só quem passa sabe. Por isso é que acredito mesmo que na reta final (quiçá na segunda gravidez) começamos a ter tantos e mais precoces desconfortos para, de certa forma, nos sentirmos pressionadas a ansiar pelo dia do parto ao invés de o "temer". Como se fosse uma preparação natural do cérebro para o acontecimento. 

Faltam 2 meses para conhecer o meu amor e chegar ao momento em que vou deixar isto tudo para trás e sim, sei que vou ter saudades desta barriga que me está a dar tanto orgulho quanto trabalho! 

No fundo, isto tudo se resume à lei da compensação:



Quem mais partilha deste mix de sentimentos?

Beijos,


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OLÁ 2018!

02 janeiro 2018

 
Em num flash estamos em janeiro de 2018. O primeiro mês do ano dois-mil-e-dezoito, um número que há uns anos atrás parecia longínquo e inatingível. E agora, está aqui, aos nossos pés, à espera de ser agarrado com todas as forças com que agarrámos os anteriores para fazer deles “o nosso ano” e dar continuidade aos nossos sonhos. Sem grandes exigências, ao sabor da vida, mas já com um grande feelling de que este primeiro trimestre vai passar a voar e que em breve estarei a realizar um sonho – ser mãe pela segunda vez e repetir a experiência que vos mostro nesta foto tão intimista. Eu com ar de menina, um pouco insegura, a segurar o meu primeiro filho em janeiro de 2013. 

É de braços abertos que recebo este mês. Janeiro marca o arranque do ano, mas é pela maternidade que ele é para mim um mês tão especial. É o mês em que a vida me deu o melhor dos presentes - o Duarte - que me ampliou horizontes e abriu prismas como nada na vida. O meu primeiro filho, o que me direccionou para a verdadeira dimensão do amor e da maternidade. Por isso, para mim, este é um mês de gratidão e celebração pelo amor mais completo de todos, e também o mais exigente e avassalador.

O nosso janeiro costuma passar a voar, entre o rescaldo do Natal e da Passagem de Ano, metem-se os preparativos para a festinha dele e num ápice estamos a 21 de janeiro a cantar-lhe os parabéns. Este ano, para me proteger de esforços extra, vou delegar ao máximo os preparativos. Vamos fazer num espaço próprio para crianças com os amiguinhos chegados, vai ser o primeiro ano em que eu não vou comandar os preparativos e não vou andar envolvida a 200% a tratar da decoração, da animação, dos doces e dos insufláveis à minha maneira low cost, custa-me um bocadinho (porque sou teimosa) não assumir as rédeas e fazer tudo para a festa acontecer, mas conheço os meus limites e não estaria a ser sensata. Sei que se me agarrasse ao tema ia fazer mais do que devo, porque quando começo algo, levo até ao ultimo detalhe. Por isso, este ano vai ser tudo minimalista, porque o que realmente importa não é a dimensão da festa, mas sim a alegria de lhe poder proporcionar um momento especial com os amigos e depois é ir abrir o meu kit das festas e juntar família num lanche.  

Este janeiro marca também o momento em que tenho a “tarefa” de começar activamente a preparar o enxoval do meu segundo menino, pois já começo a sentir necessidade de compor o ninho (como os especialistas lhe chamam) e ter tudo a postos para ficar tranquila e sentir que o Xavier tem todas as condições para ser recebido. Se até agora andei muito calma, nas últimas semanas comecei a sentir muita ansiedade e a ter necessidade de começar a preparar o caminho. Vamos passar a ser 4, caramba, ainda ontem éramos só eu, ele e uma cadela hiperativa. 
Que começe 2018!
E que seja magnifico para todos!
Poderão gostar de ler: Como gastar menos nas festas de anos - o meu método!