Vivemos numa sociedade de julgamentos fáceis e constantes. Faz parte de nós. É feio, mas inevitavelmente faz.

E o que acontece é que muitas vezes achamos que somos diferentes dos "outros" e que não somos esse tipo de pessoa, mas somos. É difícil admitirmos que julgamos, mas a verdade é que mais facilmente julgamos alguém do que nos posicionamos do outro lado para analisar perspetivas. E fazemo-lo todos os dias - ao olhar para aquele vizinho que nunca sorri, na caixa do supermercado com a empregada sisuda, ao ler o jornal e comentar determinada pessoa, a ver a pessoa x na rede social, etc. 

Acaba por ser contraditório, pois não gostamos que nos façam a nós, mas é como se tivéssemos uma arma carregada sempre pronta a usar quando alguma atitude foge dos nossos padrões. 

Houve uma situação a semana passada que me fez pensar mais a fundo neste tema. Podem achar uma comparação ridícula, mas para mim é válida, pois fez-me refletir. Veio parar aqui à nossa rua um cão abandonado de grande porte, jovem, com alguma agressividade e muito medo. fez vários estragos nos jardins dos vizinhos ao invadir as propriedades e destruir tudo o que encontrava pela frente, desde tapetes, a plantas, mangueiras, etc.
 
Não sendo de ninguém das redondezas e depois de publicado um anúncio para tentar encontrar o dono, as entidades competentes foram contactadas. E começou ai um sacudir da água do capote. 

Percebi infelizmente que existem de facto muitos canis e associações voluntárias, mas ninguém com disponibilidade e capacidade imediata par dar resposta, atuar e ajudar. Desconhecia totalmente esta realidade. 

O Canil Municipal X chutou para o Canil Municipal Y, alegando não ter espaço, a associação voluntaria A da zona (a que acredito ter mais dificuldades) idem aspas e a polícia, que nada pode fazer, mandou-nos voltar à casa de partida: o canil municipal do concelho, que a custo lá disse que "quanto muito podemos ir ver se tem chip, mas trazê-lo não". 

E nós fazemos o que? Ficamos a vê-lo morrer à sede e à fome? Nenhuma instituição se mostrou disponível ou recetiva a ajudar, como se assim de repente fossemos forçados  a ter que adotar mais um cão ou como se fosse culpa nossa ele ter vindo aqui parar e não dos supostos donos que o abandonaram. E é aqui que queria chegar. Todos assumimos que foi abandonado, até pelo comportamento de medo, mas, será que não o andam a procurar desesperadamente porque fugiu? Não sabemos. A verdade é essa. Nunca sabemos. 

Aqui já vivem 5, portanto seria um perfeito disparate ficar com mais um, além de ser imprudente (os meus machos não iam aceitar) e não ter capacidade para alojar mais um sem comprometer as condições dos meus. Acabou por ser um vizinho a apanhá-lo em desespero e levá-lo para a porta do canil. Se o fez de forma feliz? Não. Se o fez sem remorsos? Não. Mas a situação não foi gerada por nós e as entidades responsáveis existem por algum motivo.  Mas sabem o que aconteceu? Quando o levou, teve medo de ser visto e ser julgado por estar a abandonar um animal na via publica. Até eu teria. 

Vejamos este cenário: ele abre o porta bagagens do carro, retira um cão jovem de grande porte e deixa-o à porta do canil. Todas as pessoas nesta situação vão apontar o dedo e julgar "o cão cresceu e agora desfazem-se dele, que vergonha". E o individuo x fica julgado dessa forma para todo o sempre. Porquê? Porque nunca ninguém vai sequer imaginar o verdadeiro cenário, tendemos a ir logo para a pior das hipóteses. E é sempre mais fácil partir para o julgamento imediato.

Há uns tempos todos vimos um vídeo de um senhor a atirar um gato para um jardim, foi criticado severamente na TV por estar a praticar o abandono. Será que estava? Ou será que se estava apenas a tentar livrar-se de um "problema" depois de lhe ter sido negada ajuda em todas as portas? Ele até pode ser o lobo mau desta história e ter praticado mesmo um abandono, mas deu-me que pensar. Nunca vamos saber a outra versão da história senão perguntarmos.

Não queria voltar ao Super Nanny, que até já está em stand bye (ainda bem!), mas voltando levemente ao tema, todos julgámos aquela mãe e apontámos o dedo nos dias seguintes, inclusive eu coloquei em causa se ela saberia bem ao que ia ou se até o fez por dinheiro. E os motivos que desconhecemos? Estará a passar por sérias dificuldades financeiras? Só ela sabe o que a motivou, só ela sabe verdadeiramente a qual a face certa da moeda.
 
Outra situação frequente que sinto nesta fase da vida quando vou ao supermercado é o julgamento fácil que se lê no olhar das pessoas "se está boa para vir às compras, está boa para esperar na fila". Passamos a vida nisto. Somos bons apontadores e maus analistas, porque nos contentamos sempre só com um dos lados da moeda. 

O julgamento tende a anular a nossa reflexão. Uma coisa são juízos de valor, outra são juízos de facto, quando sabemos claramente o que se passa, como na ciência. Tenho a certeza que já todos nos sentimos julgados de forma equivocada, por uma resposta que demos que foi mal interpretada, por uma atitude mais estranha, por um comportamento que sai do padrão, etc e nos sentimos injustiçados. Por isso, vamos tentar julgar menos e respeitar mais? 

A nossa perspetiva das coisas não é única. Nunca conhecemos uma história completa quando julgamos alguém.


Fica para refletir! 

Beijos e continuação de boa semana!






Em dezembro tirei uns dias de férias, pela altura do Natal, numa altura em que me estava a sentir um pouco em baixo de forma a nível físico e psicológico. Era sobretudo psicológico. 

Foi quando de uma semana para a outra comecei a hiperventilar por achar que tinha todos os preparativos para o bebé super atrasados devido aos contratempos desta gravidez e comecei a interiorizar que já não ia ter tempo (e pedalada) para fazer quase nada para preparar a chegada do Xavier. Instalou-se em mim uma ansiedade inconsciente e exagerada que precisava de acalmar. Afinal de contas ainda tinha tempo de sobra, mas as grávidas por vezes sentem estes sufocos repentinos de precisar de ter tudo pronto ou pelo menos começar a ver avanços.

Um dos temas que ainda não tinha decidido era se ia fazer ou não um refresh à decoração do quarto do Duarte, para se tornar oficialmente o quarto dos manos. Não precisava de grandes mudanças, mas achava que parte da minha ansiedade vinha daí, da falta de criar uma zona na nossa casa para receber o Xavier. 

Apesar de gostar muito de decoração e passar algumas horas no Pinterest a namorar ideias, estava um pouco perdida e bloqueada com a reorganização do espaço, sobretudo porque é um quarto de sótão, com uma área esconsa e não conseguia projetar onde ia conseguir enfiar as duas camas e manter tudo o resto sem atafulhar o quarto (e sem ir para o caminho mais fácil, mas nada prático para os primeiro s anos do baby nº2, um beliche). 

Resolvi pedir ajuda à This Little Room, não é segredo que temos uma relação próxima, e já tinham sido elas a tratar do quartinho do Duarte. Levei umas ideias de papel de parede e estantes que andava a namorar, ouvi as sugestões que tinham para me dar, trocámos impressões e em poucos dias tinha a proposta de transformação do quartinho no meu email. Nada como aproveitar o know how de quem faz os quartos mais giros deste país.

A ideia base, que foi respeitada pelas meninas, foi aproveitar ao máximo os móveis já existentes lá em casa e fazer mudanças ao nível das cores e dos objetos para dar um novo ambiente e personalidade ao quarto. Nessa mesma semana disse adeus ao papel de parede listrado que existia no teto (tirei-o eu própria num misto de lagrimas e vontade de mudança) e o quarto deixou de ter paredes azuis e voltou ao branco original.

O espaço já está composto, mas ainda longe de estar terminado, por isso hoje só vos mostro uma parte. Pelo menos estou aliviada por já ter localização para o berço e para a cama do Duarte sem roubar espaço de brincadeira. As meninas da This Little Room conseguiram encontrar equilíbrio entre zonas de descanso e zonas de brincadeira e ainda manter a biblioteca que o Duarte tanto gosta. 

No fundo, para o Duarte foi um upgrade para um novo espaço e uma forma de se sentir ainda mais envolvido com a chegada do mano. Já nos está sempre a perguntar quando vão ficar os dois a dormir lá. 


Uma das coisas que queria mudar eram definitivamente as nuvens que existiam na parede (que eu própria pintei), já as sentia um pouco “abebezadas” para o Duarte, que com 5 anos, gosta é de super heróis e legos e precisava encontrar uma mood mais transversal às duas gerações que vão dormir no quartinho. Nem demasiado crescido, nem demasiado infantil.  
 

Se há algo que me enche o olho são paredes com personalidade. Queria por isso colocar algumas frases ou prints. Desenio veio salvar-me nesse aspecto! Tem um site super completo com posters para a casa, organizado por estilos, onde podem encontrar um mundo de inspiração para reciclar os vossos ambientes. 


Comecei pelo separador “cartazes para crianças” e terminei no “posters com texto”, onde encontrei 3 imagens que me enchiam as medidas e que davam o mood certo que queria para o quartinho. Gosto dos sentimentos que transmitem, é tudo aquilo que desejo para os meus filhos: a partilha e cumplicidade!










O “Togheter poster” transmite aquela sensação de brotherhood, o “Dream Big” a minha forma de educar, sem cortar as asas aos seus sonhos e o “Born to be wild” porque acredito que sendo mãe de dois rapazes, vou ter que alinhar em muitas mais aventuras. 

Não resisti e mandei vir também alguns para a sala, que em breve mostro. Em poucos dias, chegou tudo direitinho via transportadora e este fim de semana já deu para os pendurar.  

O que acham?

No site encontram também molduras nas mais diversas cores e tamanhos para todos os posters.

 
SURPRESA! 


CÓDIGO BABYTIME = 25% OFF


E porque esta minha parceria com a Desenio não acaba aqui, tenho também um super miminho para vocês: todas as compras efetuadas entre hoje e quinta-feira, dia 1 de fevereiro, (exepto handpicked/collaboration posters e molduras), podem usufruir de 25% de desconto se usarem o código "babytime". O complicado, agora, vai ser escolher!




Não ia publicar esta receita, até porque não é de minha autoria, e eu não sou cá de andar a roubar os créditos culinários da outras donas de casa, mas os pedidos têm sido tantos que cá vai. 

A receita é de um casal amigo e aprendi-a na passagem de ano, ficou logo gravada na memória interna para usar nos dias de festa, pois é mesmo muito simples de fazer, muito fresca e embeleza qualquer mesa. Se fez sucesso agora lá em casa, imaginem nos dias de verão para finalizar um almoço ou jantar de amigos.  


Ingredientes:
  • 1 pacote e meio de suspiros
  • 3 embalagens de morangos
  • 1 embalagem de mirtilos
  • 1 embalagem de framboesas
  • 1 embalagem de amoras

Preparação:

* Numa taça, colocar os suspiros ligeiramente desfeitos (podem dar uma pancada a cada um).

* Na liquidificadora ou na Bimby, triturar duas embalagens e meia de morangos (quanto mais frescos estiverem melhor). Verter sobre os suspiros e envolver bem. 

* Junta a restante fruta: os mirtilos, as framboesas, as amoras e o resto dos morangos. Levar ao frigorifico e servir frio.

Há variações com natas, há variações com amendoas, estilo Eton Mess. Se quiserem podem adicionar extras para enriquecer, mas na minha opinião assim simples fica tão agradável ao paladar que não são precisos ingredientes extra. 

Serve 6/8 pessoas.




Beijos,


Chegou o 8º mês de gravidez e, apesar de ainda faltarem muitas semanas, dizem os experts que está na hora de preparar a mala de maternidade just in case. Conto dedicar-me a este tema no fim de semana. A maioria dos produtos já estão comprados e desta vez vou prevenida com mais uns apetrechos para não ser um "ai jesus" na subida do leite (vai ser na mesma, mas pelo menos vou ter munições!!). 

Estes produtos são, para mim, além das roupas da mãe, bebé e higiene pessoal, os imprescindíveis para levar atrás para facilitar o pós-parto, por isso, como mamã de 2ª viagem, partilho-os também convosco.

Basta clicarem nas imagens para informação sobre os produtos! 






E por aí, há dicas que queiram partilhar?

Beijos

Porque este é um espaço de partilha, sobretudo entre mães, desafiei algumas das grávidas do momento a responder a algumas questões sobre o seu pregnancy status e a partilhar algumas dicas úteis connosco. O meu pregnancy status já sabem, sou uma queixinhas feliz. 
Uma fotógrafa talentosa, uma personal trainer à espera de ter gemeas a qualquer momento, uma designer apaixonada por moda e uma blogger cozinheira de mão cheia com data de parto previsto para o dia das mentiras (cheira-me que vem ai uma miúda cheia de graça), todas diferentes e todas unidas pela fórmula mágica da vida, com experiências e formas diferentes de viver a gravidez, porque nenhuma mulher é igual a outra e porque não existem gravidezes iguais. 
Curiosas? 
O resultado abaixo! 




Obrigado a todas, Susana Dias, Joana Pio, Mafalda Antunes e Carmo Sousa Lara  por terem agarrado este desafio e partilhado um pouco de vocês.


Follow me: Instagram @raquelbabytime | Facebook BabyTime
Autora Mães.pt


A pedido de muitas mães de família e outras tantas gulosas que por aqui andam, aqui fica, finalmente a receita do bolo húmido de chocolate que fiz para os anos do Duarte (reforcei a parte do húmido só para vos deixar ainda mais augadas). 

Confesso que não esperava tantas reações à receita, mas até agradeço pois assim senti-me na "obrigação" de a passar para o "papel" e ficar com o step by step para consulta futura (porque sou daquelas que têm a mania que não se vai esquecer das receitas que correm bem, mas depois ando aqui a post its no dia a dia para me lembrar até de ir ao pão) #teimosinha. 


O claim deste bolo podia ser "o bolo de aniversário que desenrasca todas as mães" porque fica mesmo com uma consistência ótima por fora, e por dentro fofo e húmido como os de pastelaria. Por aqui, foi aprovado por todos e ao contrário do que costuma acontecer nas festas de anos, em que as pessoas comem um bocado só para não fazer a desfeita e "dar sorte" ao aniversariante, este foi desaparecendo do prato em velocidade relâmpago. Já para não falar que quando a sogra diz que esta muito bom e repete é porque está mesmo bom (brincadeirinha D. Isabel, o seu também é muito bom!|).


Não era esta a receita que tinha em mente quando assumi que ia ser eu a fazer o bolo do Duarte este ano, o plano inicial era fazer bolo de cenoura com recheio de ganache de chocolate e cobertura de buttercream, porque queria um bolo simples e fácil de decorar. 

Pedi dicas ao talentoso Célio, do blog Sweet Gula, que adoro seguir, para me passar uma receita perfeita de buttercream (e ele deu-a).  Mas, por outro lado, não estava totalmente satisfeita com a decisão, apetecia-me arriscar numa nova receita e sair da minha zona de conforto. Além disso, em dias de festa gostamos de adoçar a boca com algo mais "arrojado". A cobertura de buttercream também me começou a despertar dúvidas por não ficar totalmente branca como pretendia (fica sempre ligeiramente amarelada devido à cor da manteiga). 

Comecei, na véspera e já sem grande esperança de mudar de planos, a pesquisar receitas no google, em blogs e no youtube, onde cheguei a esta que foi a que adaptei. Era a lufada de ar fresco que precisava para ir para a cozinha no dia a seguir preparar o bolo do meu petiz, cheia de motivação.




Vamos a isso? (até porque aposto que saltaram todas para esta parte sem passar na casa de partida.)

Nota 1: Não segui a receita totalmente à risca (não fiz a cobertura sugerida que deve ser divinal) e ajustei ligeiramente as quantidades na massa. 

Nota 2: para a massa, não usei a Bimby nem a batedeira, fiz tudo de forma tradicional.

Ingredientes:

Para o bolo, vão precisar de:
  • 250 gr de Farinha para Bolos (usei Branca de Neve)
  • 2 colheres de sobremesa de fermento em pó
  • 3 colheres de sobremesa de bicarbonato de sódio
  • 350 gr de iogurte grego natural (equivale a 3 iogurtes e meio)
  • 300 gr de açucar
  • 6 ovos inteiros
  • 200gr de margarina à temperatura ambiente
  • 340 gr de chocolate de culinária (+- 1 tablete e meia)
  • 25 gr de chocolate em pó 
  • 1 colher de água quente
Para a cobertura (e recheio), vão precisar de:

250 gr de Mascarpone 
3 colheres de sopa de açúcar em pó
200 ml de natas 

Preparação do bolo: 

1. Comecem por separar os ingredientes secos dos húmidos em 3 taças;

2. Na primeira taça colocam a farinha, o fermento e o bicarbonato de sódio, misturam bem e reservam;

3. Numa segunda taça colocam os ovos inteiros com o açúcar e batem até ficar com um aspeto cremoso e reservem;

4. Num tacho, em banho maria (fator importante), derretam, lentamente o chocolate, o iogurte grego e a manteiga. Quando o creme estiver uniforme, adicionem as 25gr de chocolate em pó previamente derretido numa colher de sopa de água quente. Misturem bem e reservem;

5. Juntem o preparado da farinha com o dos ovos até obterem uma massa uniforme e sem grumos. Depois, juntem o preparado de chocolate à massa e mexam até esta ficar cremosa e homogenea. O iogurte em contacto com o bicarbonato de sódio vai originar bolhas de ar na massa (que é o que vai conferir humidade e ao bolo).

6. Dividam a massa em duas formas de 21cm previamente untadas com margarina e levem ao forno por  +- 45 minutos a 180 graus (consoante o vosso forno). Aos 35 minutos comecem a verificar com o teste do palito.

Dicas importantes:

Para o bolo desenformar na perfeição, untei as formas com margarina e no fundo coloquei ainda uma rodela à medida de papel de forno (ou vegetal) polvilhado com farinha.

Deixei o bolo cozer durante 10 minutos e findo esse tempo coloquei papel de alumínio por cima até +- aos 35 minutos, depois verifiquei com o palito, retirei o papel e deixei cozer destapado por mais 10 minutos.

Preparação da cobertura:

Na batedeira, bater as natas (que devem estar bem frias, com mais de 48h no frigorífico) e no final quando já tiverem consistentes, reduzam a velocidade e juntem as 3 colheres de açúcar em pó. 

Juntem de seguida o queijo mascarpone, envolvam bem até ficar uniforme e está pronto a usar.  

Dica: para a aplicação da cobertura o bolo já deve estar frio. Fiz o bolo de véspera e a cobertura no dia da festa. Depois de aplicar a cobertura levei ao frio até à hora de servir, mas ela aguenta bem umas horas em temperatura ambiente, caso prefiram tê-lo exposto na mesa.

Para o recheio não usei a mesma receita, fiz ganache simples de chocolate e pedido dos rapazes, mas numa próxima vou experimentar rechear com o creme mascarpone e morangos, quebra o doce e dá frescura ao bolo.  

Ontem ainda comemos a última fatia e estava perfeito e fresco!

Acho que não me esqueci de nada, fico a aguardar as fotos desta receita aí por casa :)




Beijos,


Para as meninas que andam a pedir fotos e porque gosto de partilhar estes momentos bons da vida, aqui fica uma espreitadela à festinha caseira que fizemos ontem à tarde para celebrar os 5 aninhos do Duarte. De manhã teve (a pedido) festinha com os amigos num espaço de festas infantis, que me facilitou muito a vida para me poupar ao empenho habitual que envolve passar o dia de véspera na cozinha a preparar tudo (tive que assimilar que este ano não dava para me esticar tanto nos preparativos).

 
No entanto, já devem ter percebido que, mesmo com este barrigão, não consegui resistir a assinalar o momento de forma especial também cá em casa para receber a família e proporcionar-lhe um dia diferente dos outros. Confesso que gosto de me desafiar e me dá um gozo enorme planear festas, mesmo que sejam pequenas e simples. Acaba por ser um pouco irónico. Nunca tive festas de anos, não tenho nenhuma mágoa com isso, ainda hoje ligo pouco ao meu aniversário, faço quase por “obrigação” da minha gente, mas gosto de preparar para os outros. Gosto da adrenalina, é até terapêutico para a minha ansiedade. 

O decor foi simples, mas pensado ao detalhe para cumprir o objetivo de criar um ambiente divertido e giro de festa, mas sem cair no exagero de extrapolar o budget numa festa tão intimista, só para a família. Sou muito terra á terra nestas coisas. Já deixei algumas dicas para rentabilizar festas no post anterior. 

Os balões, as rosetas, a grinalda, os copos e os pratos vieram da loja de festas Party Bite, onde recorro sempre para as festinhas da casa (e eu sou uma pessoa muito fidelizada a tudo o que corre bem e a espaços onde encontro muita variedade para evitar ter que andar a saltitar de loja em loja). Para quem é de fora de Lisboa, existe loja online. As restantes loiças, que podem ver nas fotos, já fazem parte do recheio da casa. Os mini chapéus dos animais fi-los com cartolinas e pompons do armazém chinês, já cá tinha tudo. Eu vou mesmo ao baú dos materiais ver o que existe para (re)aproveitar. 















O bolo ficou, este ano, pela primeira vez à minha responsabilidade. Achei que para uma festa caseira podia assumir essa parte. Acaba sempre por colocar-nos alguma pressão em cima porque é o elemento central da festa e nestas coisas as mães não querem desiludir as crias, mas gosto de me desafiar e gosto verdadeiramente de me envolver e colocar o meu amor por ele nos preparativos. Mesmo que tenha saído um bolo mais trapalhão e menos perfeitinho (que até gostei).

A decoração do bolo também foi inventada por mim, fiz a grinalda com palitos de espetadas, trapilho, cordão e folhas dos cedros que existem aqui no terreno em frente à casa para dar um ar verde de “selva”. As figuras da Guarda do Leão (e restantes animais) vieram diretamente dos brinquedos do Duarte, que ao pedir-me este tema, me facilitou a vida. 


É sempre um dia cansativo, mas a alegria de lhe proporcionar um dia especial supera tudo. Sou mãe, faço-o por ele e por gostar de ver feliz. A melhor recompensa da vida é esta. Ele foi para a cama feliz e eu orgulhosa do pouco que fiz, mas com todo o empenho e amor. 

Quando ao Duarte, este sim, foi o ano em que assinalar o dia com uma festa de anos teve mais sabor do que nunca e ligou a todos os pormenores, como um menino crescido, que é o que está a ficar. 


Só me resta agradecer aos nossos amigos chegados, aos pais dos amiguinhos da escola e à família por terem também contribuído tanto para transformar mais um domingo normal das nossas vidas num dia memorável.  E a toda(o)s vocês que perderam um minutinho para nos vir desejar feliz aniversário! 
PS – para a lista de meninas estão à espera da receita do bolo, que ficou delicioso (e olhem que eu não sou nada de me gabar no que toca a assuntos culinários porque acho sempre que sou um "satisfaz") prometo um post em breve, como adaptei ligeiramente a receita, tenho que a colocar em papel. 

Gostaram?

Beijos,

21 de janeiro de 2013.
Segunda-feira.
13h27.
40 semanas certas.
O dia em que doei o meu coração ao amor infinito. 



Ia escrever um post simples de aniversário, mas bastaram-me as linhas acima para voltar à sala de partos e recuar, com toda a nitidez que a memória me permite, ao momento da tua chegada. Caramba filho, basta tão pouco para me fazeres chorar. Eu que naquele momento nem chorei, só queria olhar para ti e perceber se estavas bem depois de tantas horas à tua espera e um corpo cansado demais para exteriorizar emoções, mas a explodir de emoção por dentro. E estavas. E eu e o pai ficámos tão felizes. 

Não chorei ali, mas choro agora. A Raquel forte que segurava sempre as emoções acabou ali. Tinhas 4.090kg mas para nós eras mínimo e tão frágil. Não berraste como berram os bebés nos filmes. Não te segurei para a foto como mostram nas séries. Não deu. Tu estavas bem e eu ia ficar. 

Segurei-te pela primeira vez no recobro. Amamentei-te a medo e tu agarraste-te a mim com toda a força da vida. Não sei quem mostrou o caminho a quem. Completámo-nos, ali, mãe e filho. Sentei-me para te pegar melhor ao colo mesmo sem puder. Ralharam comigo. Aí vi logo que fazia tudo por ti. 


(e continuar a escrever sem chorar?)


Estes 5 anos voaram. És o bebé de ontem que me ensinou a ser mãe e o menino do amanhã que tem tanto de meigo como de personalidade vincada. Às vezes sufoco de amor por ti. Outras vezes pões-me com os nervos em franja e preciso de um tempo. Mas em todos os momentos acrescentas dimensão e motivação à minha vida. Talvez tenha sido essa a maior transformação, a forma como passei a viver, com muito mais preocupação e medo mas sem duvida alguma com muito mais amor e alegria.    

Estás a crescer a passos largos e em breve vais ser o irmão mais velho. Eu ainda não sei bem como vou multiplicar este amor, mas confio quando as outras mães dizem que cabem todos no coração da mesma forma! Será ele elástico como dizem? Vamos descobrir juntos!

Parabéns meu amor bom. Bem-vindo aos 5 anos! 
Vamos festejar! (até porque já acordaste com as galinhas mais excitado ~do que nunca)!

Give me five!

Balão: Pary Bite | Sweat: H&m (coleção inverno)
Como andam as "minhas" grávidas? 
Já fizeram a mala da maternidade?

(Por aqui ainda não, mas estamos quase a fazer!)

Já pensaram em ter roupas práticas e confortáveis para o periodo de amamentação vs visitas em casa sem termos que nos despir até ao umbigo e mostrar a flacidez? 
Aproveitei os saldos para fazer também algumas compras para mim, com base na experiência anterior pois sei que damos por nós a lavar e secar a mesma roupa (e a enjoar dela) em prol da amamentação e do nosso conforto no periodo de recuperação.

A minha máxima é: todos os artigos facilitadores da maternidade são bem vindos e se os conseguirmos agarradar a preços mais baixos ainda melhor!

Deixo algumas sugestões abaixo (basta clicar na imagem para informação de preço).

beijos,