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#EM VÉSPERA DE REGRESSO ÀS AULAS: FOMOS PÔR A VISÃO EM DIA!

31 agosto 2017


Com a idade do Duarte eu já usava óculos. O meu comportamento estranho perante a TV conduziu os meus pais a uma consulta de despiste para comprovar a necessidade de usar óculos para correção. Estava sempre colada à TV, pintava quase deitada sob os cadernos e dizia que era para ver melhor. Foi-me diagnosticado astigmatismo e posteriormente miopia - os mesmos problemas de visão do meu pai - herdei-os. 

Todo este histórico familiar e fator genético fazem com que me mantenha mais atenta à visão do Duarte, principalmente nesta idade pré-escolar em que já gosta de fazer muitas atividades de pintura, jogos e escrita. Além do tempo que passa a ver desenhos animados na TV ou no Ipad. Sei na pele o que é não ver bem e os incómodos que isso pode causar. Noto que até a minha capacidade de raciocínio se altera quando estou sem os óculos colocados, parece que fico mais lenta a associar ideias. Coisas minhas, que talvez tenham fundamento cientifico.

Por isso, aproveito a ocasião para deixar alguns alertas aos pais:

Sabiam que as crianças devem realizar exames visuais aos 3 anos, aos 5-6 anos (idade em que normalmente entram para a escola) e de 2 em 2 anos a partir dos 6 anos de idade?

E sabiam que somente 14% das crianças faz o primeiro exame ocular antes dos 6 anos? Ao contrário das recomendações médicas, inclusive dos pediatras.

Em véspera de uma nova fase da vida do Duarte: a mudança de escola e entrada para o ensino público (entrou para o pré-escolar na escola que queríamos), tivemos conhecimento dos rastreios visuais gratuitos das Ópticas Conselheiros da Visão optámos por ir com ele, onde foi visto por um Optometrista. Para nós era importante garantir que está tudo OK para entrar com o pé direito nesta nova fase de aprendizagem. Nestas consultas, havendo motivos ou alguma desconfiança mais séria, as crianças são sempre encaminhadas para o oftalmologista.

Felizmente, após a consulta, verificou-se que vê muito bem e que para já, não existem motivos para preocupação, pode ter de vez em quando a vista mais cansada. Confesso que fiquei aliviada, embora para o Duarte não fosse nenhum drama usar óculos, adorou ir fazer o rastreio e por ele, tinha saído de lá a usar óculos como a mãe e o pai - coisas de miúdos. Ainda bem que o que antigamente era motivo de gozo (sim, fui sempre a caixa de óculos da turma) hoje em dia é banal e padronizado.

Considero que ter a visão em dia é tão importante quanto as consultas de desenvolvimento e as vacinas, faz parte do bem-estar infantil, até porque cerca de 20 a 25% das crianças em idade escolar apresentam algum tipo de problema visual. As patologias mais comuns são a miopia (dificuldade em ver ao longe - 2 a 4%), hipermetropia (dificuldade em ver ao perto - 10 a 20%), o astigmatismo (córnea com formato irregular, resultando numa visão distorcida - 10% e ambliopia (cerca de 4% das crianças sofrem do chamado olho preguiçoso). 

Muitos pais podem considerar que não notam nada na visão dos filhos e que por isso não é necessário fazer nenhum despiste. Na minha opinião, esse pensamento está errado. Enquanto pais, não temos conhecimento de tudo nem temos o know how necessário para apurar problemas de visão. A este respeito a pediatra do Duarte que leva tudo numa boa sempre foi muito assertiva - este despiste nesta altura era obrigatório. A prevenção de problemas visuais em crianças em idade escolar passa pela sua deteção atempada para que, caso se confirmem, possam ser corrigidos e tratados precocemente.

Por outro lado, está comprovado que os problemas de visão têm consequências diretas na aprendizagem, pelo que a falta de acompanhamento neste sentido, pode prejudicar os primeiros anos de retenção de informação e ate conduzir a outros problemas como o Transtorno de Défice de Atenção e Hiperatividade (TDAH), desatenção nas aulas, desinteresse na leitura, dores de cabeça, fadiga e até o desenvolvimento de Ambliopia (olho preguiçoso).

O que pode parecer falta de interesse por parte destas crianças na leitura e trabalhos de casa pode ser, por exemplo, uma incapacidade de conseguir focar corretamente os caracteres impressos nos livros (e todos sabemos que as crianças se distraem muito facilmente). 

Para vos ajudar, partilho alguns indícios de distúrbios oculares que podem surgir e que não devem ignorar

Em casa:
Dor ou comichão nos olhos, com tendência para coçar constantemente os olhos
Dificuldade em distinguir cores
Testa franzida ao focar imagens
Ver televisão muito perto
Olhos vermelhos e irritados

Na escola:
Dificuldade em ver o conteúdo escrito no quadro
Desinteresse
Dores de cabeça após leitura
Lentidão ao copiar a matéria
Aproximar demasiado os olhos dos livros e cadernos

Espero ter-vos consciencializado para esta temática da vida infantil. Para quem tem filhos em idade de rastreio ou com necessidade de óculos, deixo a informação adicional de que os Conselheiros da Visão têm em vigor uma campanha low cost de regresso às aulas - Ver Bem Aprender Melhor - cujo objetivo é retirar aos pais o “peso financeiro” da necessidade de óculos dos filhos.

Como funciona?

Por apenas 5€ por mês, durante 24 meses (119€ no total), os mais novos têm direito a 2 armações Lacoste (porque sabemos que assim como o número da roupa muda, o rosto também aumenta), 6 lentes (para o caso de necessidade de substituição por alteração da prescrição médica) e ainda inclui seguro contra acidentes. Sabendo como as crianças são despistadas e que o cuidado com o manuseio dos óculos é pouco, esta campanha é certamente um alívio para a carteira de muitos pais.

Para usufruírem dela, em caso de necessidade, basta marcarem uma consulta de rastreio em qualquer Ótica Conselheiros da Visão. 

Fica a dica :)

Beijos,

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