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#MEU A-GOSTO: RUMO AOS 33!

04 agosto 2017

“Que é meu sem o ter escolhido.
Que é meu porque me escolheu.”




Por mais anos que passem vou sempre sentir que este mês me pertence. Claro está, por ter nascido nele. Acho-o um mês feliz, o mês do sol, das férias, dos gelados, dos mergulhos, dos pés na areia, dos petiscos, das gargalhadas e da felicidade. Tudo parece ter outra forma de ser em agosto, o ritmo abranda, a agitação dá lugar ao slow living, as pessoas são mais pacientes, os horários são flexíveis, é o momento mais calmo do ano (pelo menos, assim o vejo). 

É engraçada esta características do ser humano que nos faz ter o mês preferido, o dia prefiro da semana, o número da sorte, a cor que favorece, por vezes sem qualquer explicação lógica, outras vezes pelo significado óbvio da nascença. Se calhar só eu o vejo assim, não sei. Mas deixem que continue a ser assim para mim. Não lhe tirem a magia. 

Este fim de semana completo 33 anos e vou recebe-los, tal como todos os que já ficaram para trás, com leveza de espirito, simplicidade, alegria e aquele nervoso miudinho da miúda tímida que não gosta muito que lhe cantem os parabéns em público e que ainda hoje não olha para as objetivas de frente, a não ser a pedido. Senão fosse pela família, pelo Duarte achar piada, a festa não se fazia, bastava uma ida à praia e uma bola de berlim. Todos os anos é assim, não é uma negação da idade a passar, felizmente lido muito bem com ela (até ao dia, não sei), mas nunca sinto falta de assinalar o momento com toda a poupa e circunstância. Para mim, o agosto simboliza a VIDA, e basta passar por ele (mais um ano) para o acto em si, já ser uma celebração. O ano passado completei 32 anos em pleno festival Meo Sudoeste, ninguém me cantou os parabéns em público, estive horas em pé a ouvir música, a cantar e a dançar e bastou isso – uma coincidência de datas. 

Este ano, para não me chamarem de bicho-do-mato optei, em cima da hora, por fazer uma coisa muito simples “só porque sim”, com as pessoas próximas, os meus “poucos e bons”. Em vez de ser um almoço normal de domingo, será a minha mini-festa. Ainda bem que eles já me conhecem e sabem lidar com o timing curto de convite/resposta, pois nunca será algo que eu vá conseguir definir com a antecedência (às vezes ridícula) com que me dedico aos outros aniversários da família.   

Esta sou eu e sempre serei: a miúda nascida a uma segunda-feira, dia 6 de agosto de 1984, na MAC, cuja mãe não sabia o sexo e chorou de alegria ao cumprir o desejo de ser mãe de uma menina. Que veio ao mundo às 5h20 da manhã com o nascer do sol à porta e disse olá ao mundo com um choro forte – ou não fosse eu faladora e irrequieta por defeito.

Por tudo isto e por nada, gosto muito do meu A-GOSTO! 


Quem mais pertence a este mês?

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