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#O QUE LEVO DESTE ANO? UM POST PARA TODOS!

30 dezembro 2017

No topo da lista, levo o sentido da vida. Os filhos. O crescido, que caminha para os 5 anos e o pequenino que ainda está na barriga. Os dois seres que me fazem crescer, reavaliar perspetivas de vida, melhorar enquanto pessoa, abdicar de alguns caprichos, ser mais exigente comigo mesma e me completam e estimulam como nada na vida. Levo deste ano um presente muito especial, um bebé sonhado e desejado para desembrulhar em 2018 e iniciar uma nova aventura. 


Em segundo lugar e completando o primeiro. As relações. A família, o amor, a amizade. O que me move e preenche os dias, as semanas, os meses, os anos. Os elementos que fazem com que os anos se tornem experiências. Os que estão sempre presentes e fazem acontecer a vida. Os que não nos podem faltar nunca, aqueles para quem desejamos o mesmo que para nós. Aqueles por quem mudamos planos para estar juntos, muitas vezes sem tempo. Aqueles que mesmo sem ser de sangue, estão no top da nossa árvore genealógica. 


Os laços e a partilha. As pessoas com quem me cruzo no dia a dia profissional e no blog. Os clientes, os colegas, as marcas, os seguidores, o núcleo que faz parte da minha esfera social e me desperta e desafia constantemente. Os laços que exigem a minha atenção e dedicação e me fazem ter de me multiplicar tantas vezes para conseguir responder de forma igual a tudo, mas que são essenciais à minha dose diária de estimulo e adrenalina. Não sei viver devagar, mas gostava. Não criei este blog com ambições (e talvez por isso, gosto de acreditar que sim, ele tenha crescido de forma transparente). Criei o blog porque gosto deste fluxo de partilhas, de ensinar e aprender, de mostrar e receber e sobretudo de dar mais de mim. Para uns é trabalho, para mim é terapia vir aqui deixar mais um texto, um desabafo, um estado de alma, um passeio giro, uma actividade em família, uma marca que se destaca, um hotel ou uma viagem.  



A vontade de me desprender e simplificar a vida. De preconceitos, de justificações, de obrigações, das coisas que me chateiam, das aparências, dos compromissos fixos. Não aplico filtros na minha vida, apresento-me como sou, a Raquel trintona trapalhona, cuidadosa do lar e que gosta de perfeição, mas que também tem a sala caótica todas as noites com brinquedos, maker, sempre à procura de ideias para se renovar, ativa, mas que também gosta de uns minutos de sossego, mãe carinhosa, mas com defeitos, mulher, mas teimosa, filha despassarada que nem sempre liga todos os dias aos pais, insegura de si, mas sempre firme perante todos, dona de casa e cozinheira, mas que não gosta de loiça suja. A Raquel ansiosa, mas que não se deixa derrotar. A Raquel que ainda não aprendeu a dizer “não” com medo de parecer mal ou sem dar demasiadas justificações. É aqui que reside a minha vontade de me desprender e ser capaz de simplificar a vida e as situações. 


A transformação pessoal e a realização. Os projetos e desafios, tão importantes para o meu bem-estar e para um balanço positivo de 2017. Gosto de agarrar o que a vida me apresenta e transformar no melhor que consigo.  


A aceitação. A aceitar a minha condição enquanto pessoa ansiosa e que tem uma batalha para a vida, a do Transtorno de Ansiedade Generalizado (TAG), mas que ano após ano tenho conseguido superar e cada passo em frente é uma vitória e um aumento na % da confiança. 2017 foi o ano em que consegui voltar a largar a medicação e entregar o meu corpo novamente ao estado “normal”, sem químicos e sem crises de pânico incontroláveis. Tudo se alcança com perseverança, é duro, mas consegue-se.


Em 2018 sei que tenho um grande desafio pela frente, o da maternidade e do desgaste físico que ela aporta, no meio de todas as coisas maravilhosas que compreende. Tenho algum receio de como vou fazer a gestão da casa, dos afetos, dos amigos, do trabalho e do blog com dois filhos pequenos, mas vejo a força das outras mulheres e a sua capacidade de multiplicação e acredito também eu que serei capaz.  
 
Por fim, não parto para 2018 com inúmeras expectativas porque já tenho o melhor projeto dentro de mim e porque não sonho com mais do que aquilo que posso ter. Gosto muito do lema “deixar fluir” e não tenho pressa de nada, não corro atrás de nada nem nenhuma ambição. Quero que seja um ano de quietude, amor e saúde, para registar e aproveitar cada momento da nova vida que estou a gerar. 


Resta-me manifestar o meu agradecimento a todas as leitoras, seguidoras, amigos, marcas, parceiros e agências que confiaram em mim e que se mantiveram desse lado. Estou e sou grata por tudo. Fiquem por aí! 

Um Feliz 2018 a todos!  

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