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#FUI ALI AO JAMOR FAZER UM ACERTO DE CONTAS!

04 abril 2017


A última vez que estive no Jamor foi na final da Taça de Portugal para ver o Braga - FC Porto, em maio, e a coisa deu logo para o torto mal meti os pezinhos na bancada. Ainda nem tinha tido tempo de olhar para o número dos nossos lugares quando pisei um copo de plástico de cerveja e lá vai ela escadaria abaixo a varrer o povo, uma entrada digna de Lady Gaga no Superbowl, com menos efeitos técnicos, sem pirotecnia, low cost e igualmente chamativa. Só parei quando um senhor, de copo cheio de cerveja na mão, se apercebeu que ou me ajudava ou também ele ia ser varrido. Safei-me de boa de um banho de Sagres. O Diogo que tentava abrir caminho com o Duarte ao colo (era a primeira ida dele a um estádio) nem teve tempo de reagir. Quando me sentei nem sabia se estava pronta para o início da festa ou se tinha de ir para o endireita.


Como não gosto de ficar sem dar troco, este fim de semana aceitei o desafio SUP GIVES BACK, apoiado pela Rowenta, para participar numa iniciativa solidária muito mais exigente do que ir ver um jogo de futebol sentadinha. 


E em que consistia este desafio? Fazer uma aula de SUP (Stand Up Paddle) em plena pista de canoagem do complexo desportivo do Jamor. Ou seja, um desafio de equilíbrio de um desporto aquático que nunca tinha feito, com água à mistura e com a pressão da presença da recordista mundial da maior distancia percorrida em 24 horas numa prancha de SUP - Isa Sebastião. Ninguém quer ir ao charco perante uma campeã. 


Como o objetivo deste evento era angariar fundos para a Associação Jorge Pina, que tem neste momento como um dos seus maiores projetos a 1ª Escola de Atletismo Adaptato de Portugal, para dar formação desportiva gratuita na área do Atletismo a qualquer criança ou jovem com necessidades de saúde especiais, aceitei sem pestanejar. Temos de ser uns para os outros. E lá fui eu, sem medos.
Tendo em conta o quão descoordenada sou diria que as probabilidades de cair à água seriam de 75% na primeira tentativa de me por de pé. Pois bem, contrariei todas as estatísticas (acho que me valeram as aulas de surf que já tive) e consegui em menos de 10 minutos aprender a manobrar a prancha XL e manter o equilibro. Uma prova superada para mim e um ajuste de contas (solidário) com o Jamor. Um verdadeiro "give back".


À Rowenta agradeço este desafio, que adorei, pois creio que sem a ajuda da marca não iria ter conhecimento deste evento criado para apoiar a modalidade de Atletismo Adaptato que, infelizmente, como tantas outras modalidades secundárias, fica à margem dos apoios e incentivos. 


No final do dia foram angariados 3.800€, 3.200€ deles doados por parte da Rowenta e o restante valor fruto das inscrições solidárias. 


Deixo-vos umas fotos para provar a minha habilidade. Que tal?








 Beijos,

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