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#RELATOS DA ANSIEDADE NA PRIMEIRA PESSOA!

10 março 2018


[um texto escrito por uma mãe ansiosa com relatos reais de mulheres ansiosas, para pessoas ansiosas e pessoas que vivem com pessoas ansiosas.]

A ANSIEDADE VISTA PELOS OUTROS: 

"Ela às vezes tem umas coisas, fica assim mais nervosa"
"Então e andas melhor daquilo que tens?"
"Então e não consegues controlar isso?"
"Mas isso é tudo psicológico não é?"
"Isso são coisas da tua cabeça, tens que tentar controlar"
"Ir passear não ajuda?"
"Uma rapariga nova e presa a isso"

A ANSIEDADE NA PRIMEIRA PESSOA:


A propósito do texto que escrevi sobre "Gerir a ansiedade com a chegada do parto" e de ter partilhado no Instagram o tema foram, infelizmente, muitas as histórias de ansiedade no feminino que me chegaram e não consigo ficar indiferente. Sobretudo aos muitos pedidos para "se puder fale mais sobre o tema, que sintomas tem e como a gere".
É curioso que com os anos descobri que também para mim a partilha tem um efeito efeito calmante. Por isso, hoje partilho alguns relatos, de forma anónima [por razões óbvias], para ajudar quem vive com este problema, e para também quem convive com pessoas com síndrome de Ansiedade se conseguir aproximar um pouco mais da realidade desta doença silenciosa, que é tudo menos um exagero da nossa cabeça. 
    
"Nunca tinha lido nada tão igual ao que sinto. Os sintomas, o medo de fazer as coisas mais normais, apesar de me achar bem informada achava que parte do que sinto era mesmo "criado" por mim".

"Obrigado por abordar o tema ansiedade (...) sofro da mesma há 3 anos. Para além de ansiedade sou um pouco, ou melhor, muito hipocondríaca. Padecer deste mal é um sofrimento constante...".

"(...) em segredo lhe confesso que o meu "não quero ser mãe" prende-se exatamente com a ansiedade" (...) eu não quero ser mãe porque há um medo chamado ansiedade".

"Agora que sou mãe voltaram (...) vou ter que voltar a pedir ajuda. A tristeza constante, uma espécie de alegria, a vontade de me coçar, a falta de auto-estima estão a dar cabo de mim, dos bons momentos com o meu filho e da relação com o meu marido...".
 
"A ansiedade afeta a qualidade do meu sono (...) não é fácil viver com este problema. Muitas vezes as pessoas mais próximas não entendem (...) por causa disso algumas já se afastaram. Deixei de frequentar determinados lugares porque ficava ansiosa".

"Sou o testemunho que a ansiedade faz-me não querer ter mais filhos! Tenho medo só de pensar nisso! Quando o meu filho adoece, também fico doente (...) qualquer problema para mim é o fim do mundo"

"É bom que sejamos muitas (a falar do tema) na sociedade em que vivemos eu às vezes tenho a sensação que sou a louca (...) porque infelizmente é um assunto muito pouco abordado...".

"Tive a pouca sorte de ter um ataque de pânico no inicio da gravidez que me fez estar internada 5 dias. Ninguém no hospital me soube diagnosticar além do meu marido. Fiz novamente 50 mil exames para despistar epilepsia..."

"Passei a gravidez com ataques de pânico (...) só quando me metia dentro de água passava (...) já engravidei mais vezes mas por causa da ansiedade acabo sempre por perder".

"Tive a primeira crise aos 15 anos, sofri tanto (...) ouvi tantas coisas que só pioravam mais o meu estado "isso são coisas da tua cabeça" (...) evitei tanta coisa naquela fase da minha vida (...) vivi tão pouco. Como gostava que tudo tivesse sido diferente! Também não tive nenhuma crise de ansiedade na gravidez nem no parto".

"Pode parecer parvo, mas a mim só o frio me acalmava (...) saia para a rua para apanhar um choque térmico".

"Um tema tão comum, mas nunca abordado. Há 2 meses tive um aborto devido à minha ansiedade. Toda a gente dizia para ter calma (...) é fácil falar para quem está de fora".

 Esta é a dura realidade das pessoas com ansiedade. Sem filtros, sem camuflagens e sem medo de julgamentos. Não estamos todas ao mesmo nível, percebi que a bola de neve para umas é ainda maior do que para outras. A própria ansiedade tem várias origens que podem influenciar a escala de sintomas, desde o stress pós traumático, às fobias, à perturbação do pânico (a que tenho com maior prevalência) até à ansiedade generalizada (o medo de tudo). E quem tem uma delas pode desenvolver as outras, ou seja, isto é um bicho muito muito feio e destrutivo que se alimenta do medo.

Uma coisa é a explicação médica outra são as vozes de quem batalha contra esta inimiga invisível. Muitas vezes o que acontece com quem convive com pessoas com ansiedade é que no início dão muita importância e ajudam e com a continuidade dos sintomas, que se prolongam por meses, anos, uma vida...não se sabe... começam a desvalorizar "lá está ela outra vez com aquelas coisas". Sei que não é fácil para nenhum dos lados. Mas a ajuda e a compreensão são pilares fundamentais. Sempre que possível, não desprezem a ansiedade.  
COMO DISTINGUIR OS TIPOS DE ANSIEDADE? 

Stress pós-traumático: a pessoa revive um acontecimento mau repetidamente. Acontece muito com os veteranos de guerra, tenho um familiar assim.

Fobias sociais: quando existe um receio persistente de ser avaliado pelos outros ou ter um comportamento que envergonhe.

Perturbação do pânico: perde-se o controlo sem um fator que o desencadeie (a minha).

Ansiedade generalizada: uma preocupação excessiva e incontrolável sobre tudo.

Para mim, as duas últimas são as mais difíceis de diagnosticar e resolver, porque não existe um motivo, não há um gatilho, um ponto de partida para se perceber a origem, são precisos anos. 
A MINHA EXPERIÊNCIA COM A ANSIEDADE: 

Tive o primeiro ataque de pânico aos 20 anos. Num dia perfeitamente normal, durante as férias de verão. Andava às compras com a minha mãe, há melhor programa feminino do que ir aos saldos? Estava tudo bem, até que, subitamente no meio da rua comecei a sentir-me desorientada, enfraquecida e com o coração acelerado. Senti medo. Um medo enorme. O que era aquilo? Um AVC aos 20 anos? Uma valente quebra de tensão? Um desmaio? Um aneurisma? Claro que não me passaram todas estas hipóteses pela cabeça no local. No momento, com a confusão mental com que fiquei entrei de imediato na farmácia para medir a tensão (que estava otima) e a seguir fui a um café comer um doce a acreditar que o motivo seria fraqueza. Fiquei sem energia para o resto do dia e aquela sensação de vazio, medo e alienação da realidade que tinha sentido não me saiam da cabeça. Comecei à procura de explicações. Tinha que haver uma explicação médica para aquilo. 

[Nota: a quem nos diz repetidamente que algo a deve ter desencadeado, digo-vos eu também, estão redondamente enganados. Ela chega sem aviso prévio, sem motivo e não se controla. Até pode estar relacionada com algo que tenha acontecido na nossa vida e não necessariamente nos 5 minutos prévios].

Nessa noite, os sintomas voltaram quando me deitei. Era impossível dormir e conseguia sentir o coração a bater contra o colchão, como se estivesse a sair pelas costas. Juntou-se uma dor no braço e um sufoco na garganta, como se fosse uma falta de ar ou um ataque de asma. Sai para a rua. Nada acalmava aquele medo sem explicação. Cheguei a dizer aos meus pais que ia morrer, que aquilo só podia ser um problema de saúde. E... cada vez que pensava mais no problema, mas alimentava o medo. E mais forças, sem saber, lhe dava.
Foi no hospital de Peniche que ouvi pela primeira vez a palavra "ataque de pânico". E as recomendações foram do mais básico que há "vá passear, apanhar ar, namorar", "se precisar tome um Valdispert". Como se se tratasse de uma coisa banal, como uma simples dor de cabeça. Valdispert tomava eu para as frequências na Faculdade.
 
Aqui entre nós, eu não sou moça de tomar muitos medicamentos, mas Valdispert para a ansiedade é como Ben-u-ron para uma cólica renal.
 
No dia a seguir voltava ao hospital de ambulância, os sintomas tinham voltado e bem piores. Em suores e com o coração a mil. Depois de vários exames de desiste, deram-me Diazepan, uma daquelas bombas tranquilizantes que nos deixa K.O durante umas horas mas que de nada serve: quando passa o efeito, voltam os sintomas. Porque a Ansiedade é assim, auto alimenta-se, quanto mais medo mais ansiedade, quanto mais estímulos lhe damos mais forte ela fica.
Começou nesse verão a minha batalha para voltar a ser uma pessoa livre. Hoje, com 33 anos ainda não o sou, mas já a consigo fintar com muito mais forças.
 
Em Lisboa, no Hospital Santa Maria, onde fui parar novamente com taquicardia, procurei ajuda médica e iniciei um tratamento de dois anos com medicação. Após esse período estive 7 anos sem precisar de tomar nada e sem a ansiedade dominar os meus dias - era eu que comandava. Depois veio a maternidade e tudo mudou. A gravidez foi tranquila, como se as hormonas criassem um escudo anti-ansiedade.  Era um dos meus maiores medos, não conseguir gerar um bebé ou abortar devido à ansiedade, e isto para uma mulher a caminho do primeiro filho tem um peso gigante. O medo de falhar, o medo de não conseguir realizar o sonho, o medo de desiludir o marido. Mas consegui. Muito graças ao estado de paz com que surpreendentemente a gravidez me deixou e o mesmo já me relataram outras mulheres que sofrem de ansiedade. E creio que o facto de ter engravidado num período calmo, meses após desmame da medicação, também contribuiu.
No entanto e sem nada fazer prever quando o Duarte era bebé e foi para a creche ela voltou. A explicação mais óbvia seria a separação mãe e filho ou o regresso ao trabalho e às rotinas. Mas eu nunca fui aquela mãe de chorar por  deixar o filho na creche, entregava-o em paz às educadoras e lá no fundo sentia vontade de voltar à minha vida anterior, à agitação do trabalho e de voltar a ter algum tempo só para mim. Nunca vou saber porquê mas a primeira semana de regresso ao trabalho foi um misto de liberdade com o regresso do medo. Logo nessa semana entrei em descontrolo e tive que me dirigir às urgências. Os sintomas eram os antigos com alguns novos à mistura, o que só por si gera ainda mais pânico a uma pessoa com ansiedade. O corpo tremia, tinha suores e aquela dor no peito que tantos electrocardiogramas já me valeu. 


Parêntesis: infelizmente o nosso serviço nacional de saúde está muito mal preparado para lidar com ansiedade. Uma pessoa com ansiedade anda muitas vezes a saltar de especialidade em especialidade até finalmente chegar a um diagnóstico. Doí o peito, somos encaminhados para cardiologia, sentimos-nos alienados, somos vistos em neurologia, temos falta de ar, vamos a radiologia. Até chegarmos a um diagnóstico e sermos encaminhados para um psicólogo ou psiquiatra levam-se meses. Meses esses em que andamos a sofrer diariamente. Desorientados entre a espera de exames sem sabermos o que temos e...inevitavelmente a acumular mais ansiedade. As doenças do foro psicológico são ainda muito desvalorizadas e muito, muito mal acompanhadas, a não ser que possamos desembolsar uma batalha de consultas privadas no mesmo mês para chegar a um diagnóstico. Não temos um braço partido, nem uma perna a cair, mas estamos desfeitos por dentro.     

Voltei à medicação que tomei durante 3 anos (incluindo um período de desmame). Desta vez ela veio mais dissimulada. Trocava-me as voltas: não era a dor no braço, não era a dor no peito, às vezes eram "só" picadas da cabeça aos pés, como uma descarga eléctrica, outras vezes "só" a dor no peito, para a pessoa ficar em alerta a pensar que é outra coisa e tornar-se um pouco hipocondríaca. Noutras vezes "só" os suores nas mãos ou os pés gelados. Ela ganha muitas formas. É um novelo enigmático. Parece defender-se quando a tentamos travar. Se já lhe conhecemos os sintomas e os ignoramos surgem novos para nos agitar. É matreira esta bicha que não tem o formato de vírus nem bactéria, não pode ser vista em laboratório, mas faz-se sentir nas salas dos hospitais e nos gabinetes dos psicólogos e psiquiatras.

A ANSIEDADE E A GRAVIDEZ:

Quando agora engravidei do Xavier já estava novamente sem tomar medicação, tal como consegui fazer na primeira gravidez. Felizmente já existe medicação compatível, por isso, ninguém tem, nem deve abdicar do sonho de ser mãe por causa dela. Não deixem NUNCA que ela vos atropele os sonhos. Eu procurei o cenário ideal, de ter o corpo limpo de fármacos, mas senão conseguisse não era ELA que me ia impedir de dar um irmão ao Duarte.
 
É neste ponto que estou. Grávida do segundo filho, com alguns dias de ansiedade, mas daquela controlável e sem precisar de medicação SOS.
E claro, um pouco receosa com o futuro tendo em conta o histórico de quanto tive que me separar do Duarte. Por essa razão é que tenho levantado o tema, para fazer algo por mim nos próximos meses que me ajude a manter o equilíbrio.
 
  [Além da ajuda médica] 

O QUE ME TEM AJUDADO TODOS ESTES ANOS? 
A ansiedade é uma batalha muito solitária, mesmo com ajuda médica o combate tem que partir de dentro de nós e nos piores momentos ela é inimiga do raciocínio lógico. Tolda-nos as capacidades. Prende-nos o corpo e os músculos. Congela-nos. Não é nada fácil começar a dar os primeiros passos de libertação.
 
O caminho que mais vezes faço é contraria-la. Quantas vezes não tive já vontade de sair de um sitio público e não o fiz? Ou de largar o carro numa fila de transito. Outras tantas já fui a conduzir em suores e com dor no braço para o trabalho, não deixo que ela me deixe em casa sua refém. O medo é sempre o mesmo "e se desta vez não for ansiedade?" e a conclusão é sempre a mesma "senão fosse ansiedade já tinha piorado ou evoluído para outra coisa". É lixado, mas nego-lhe os avanços e ela acalma.

Depois sou uma pessoa que raramente está sossegada. Tento manter a mente tão ocupada quanto posso, seja a ler, a praticar exercício físico (adoro Body Balance) ou a fazer trabalhos manuais. Este bichinho que tenho pelo DIY vem muito de mim, de gostar de meter a mão na massa, já era assim em miúda quando fazia roupa para as bonecas ou velas artesanais, mas também de uma necessidade enorme de criar e reinventar objetos para ocupar os pensamentos - é terapêutico. E a juntar a isto tudo ser mãe, quase não me resta tempo para pensamentos vazios. Além do blog, é claro! 
 
Outro foco de ajuda podem ser os grupos privados do Facebook. Existem alguns, a maioria brasileiros, e podem ser um local de desabafo, de partilha de sintomas e dicas de tratamento. Em termos de apoio presencial sinto falta em Portugal de uma associação de apoio a pessoas com Síndrome de Ansiedade, como existe no Reino Unido a Anxiety Uk ou a APORTA (Associação dos Portadores de Transtornos de Ansiedade) no Brasil, totalmente centradas neste problema e não nos problemas do foro psicológico em geral como temos por cá. Pode ser que algum dia ela surja, pode ser que algum dia alguém com mais tempo do que eu a erga.  

No entanto, e apesar de muitos progressos para saber lidar com ela, como referi acima, ainda temo que ela possa voltar quando me voltar a separar do bebé para regressar ao trabalho. É uma caminhada constante e incerta.  
ALTERNATIVAS À MEDICAÇÃO: 

Neste campo não vos posso transmitir a minha experiência pessoal, estaria a mentir, pois nunca fiz nenhum tratamento alternativo, mas estou certa de que é o caminho que vou seguir, pois a medicação só ajuda a camuflar sintomas mas não resolve o problema. Mas posso, no entanto, referir os principais tratamentos que foram partilhados comigo pelas leitoras e com relatos encorajadores de sucesso:

Reiki - www.associacaoportuguesadereiki.com
Hipnose - foi-me recomendada a Dr. Rosa Basto
Psicanálise - www.clinicadamente.com
Acumpuntura

Este provavelmente foi um dos textos mais densos que escrevi aqui no blog, não o quis dividir em dois sob pena de ir para a maternidade nesse intervalo, mas espero sinceramente (a quem chegou aqui ao fim) que a minha partilha sirva para não se sentirem tão sós nesta batalha e sobretudo que nunca se conformem aos sintomas. Podemos e devemos tentar libertar-nos dela, leve os anos que levar. 
 
A todas as mulheres que via mensagem privada quiseram dar o seu testemunho para me ajudar, o meu agradecimento, juntas estamos a ajudar outras pessoas. 

Beijos,

5 comentários

  1. Olá Raquel!
    Aproveito para deixar uma sugestão de uma alternativa à medicação: Acupunctura. Há uns anos também tive um episódio de ataque de pânico, muito parecido com o que descreveste, fui ao Centro de saúde e assim que comecei a descrever o ocorrido comecei a chorar desalmadamente, diagnóstico: depressão/ansiedade. Foi-me receitado medicação e sugerido acupuntura. Com a medicação os sintomas de ansiedade ficaram controlados mas eu sentia anestesiada, apática, não me sentia "eu" até que recorri à clinica do Pedro Choy e gradualmente deixei a medicação e fui me sentido melhor até me sentir "boa". De vez em quando sinto que ela está "à espreita" e tenho muito medo que ela volte. Já ponderei recorrer a uma abordagem mais profunda relacionada com a psicologia, porque sei há questões internas que precisam ser trabalhadas em nós e que são elas que desencadilham este quadro, mesmo que não tenhamos bem noção de quais são. Enfim, tenho vindo a adiar mas para mim é importante ir vendo estes relatos para não me sentir tão "ave rara" :)obrigada!

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  2. Olá Raquel,
    Mais uma vez Parabéns não só pelo blog mas pela coragem em abordar este tipo de temas.
    Eu não podia deixar de dizer que adorei o post. Em pleno século XXI o conhecimento sobre doenças psicológicas ainda não chega a todas as pessoas.
    É muito triste ver a forma como a saúde mental é desvalorizada, sei que muitas pessoas consideram que a saúde física é muito mais importante e é a ela que temos que dar prioridade mas não é verdade, o psicológico do ser humano é tão importante como o físico e para mim, e com certeza para a Raquel e para todas as pessoas que precisam de acompanhamento psicólogo ou que precisam simplesmente de falar, terem que estar meses á espera de uma consulta porque o nosso país ainda desvaloriza muito este lado do ser humano e não dá apoio às estes doentes, não dá verbas para contratações de mais psicólogos para os hospitais. E agora perguntam-me: e então o sistema privado? Não há psicólogos? Há, imensos até, mas os preços são altíssimos ( não digo com isto que não são justos, muito pelo contrário) mas tendo em conta que existem muitos tratamentos que exigem acompanhamento a longo prazo para a grande maioria da população portuguesa não é possível escolherem essa opção e é obrigada a “por de lado” e a sofrer com a doença e muitas vezes com comentários de quem não percebe e apelida essas pessoas de “maluquinhas” porque é a realidade deste país “ o psicólogo é para os maluquinhos.
    Por isso é que testemunhos como o da Raquel são importantes para deixar de existir preconceito, para deixar de existir vergonha e passar a existir pedidos de ajudas e mais reflexão de como é importante tratar da mente.
    Um beijinho

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  3. Olá Raquel , para começar estou super emocionada porque revejo me tal e qual ,e só te quero dar os parabéns pelo texto que relatas, estou grávida de cinco meses e também sofro de igual modo de anciedade como a tua, infelizmente é uma doença muito mal compreendida e que tanto sofrimento e angústia nos causa, e só para não ouvir os disparates das pessoas muitas vezes nem falo sobre ela.
    Sofro disto desde os meus 18/19 anos tenho 30 neste momento e tambem ja controlo melhor qdo ela aparece, não faço medicação há mto tempo e meti na minha cabeça que ia combate la... faço yoga acumputura e meditacao a noite qdo me deito, sinto que me ajuda bastante apesar lá está ha dias menos bons e que os sintomas piores aparecem do nada... penso que e um problema que nos leva pra vida toda tendo fases boas e menos boas, mas só gostava mesmo que fosse um problema compreendido pela sociedade e ter se alguns apoios, e alternativas não tão dispendiosas pois tudo que e terapias e mto caro e tem d se fazer mtas vezes,em vez d ser visto como” os maluquinhos” e pronto é isto mto resumidamente, espero não piorar quando o meu bebe nascer ( lá está o medo constante) um grande beijinho e mta força ��

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  4. Olá eu tb me chamo Raquel tenho 35 anos e identifiquei-me tanto mas tanto ctg e com o problema da ansiedade, q nem te sei explicar. Eu tive exatamente os mms sintomas os mms pensamentos q tu. Tudo igual e foi -me diagnosticado pelo psiquiatra sindrome de pânico. A medicação ajuda mt mas tb temos de ser nós a contrariar a ansiedade. Mas n é facil nada facil!

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