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#QUANDO TEMOS QUE FAZER PAUSE EM PROL DE UM AMOR MAIOR!

16 fevereiro 2018




E eis que o Xavier ditou que chegou a hora de abrandar o ritmo. 
Esta semana, deixei, a custo, o local de trabalho e vim para casa descansar.
Estamos bem, só não queremos um parto prematuro (embora o meu gordinho já tenha 2.500kg).
Não foi fácil aceitar a decisão da médica. Chorei por ter que abrandar. Mas acima de tudo estamos nós dois dois.  

Tinha definido uma meta mental, a de chegar às 36 semanas (fazemos amanhã 35), tal como foi do Duarte, mas acho que me posso dar por feliz por ter tido duas gravidezes tranquilas (esta não tanto), que me deixaram ser ativa profissionalmente até quase ao fim. 

Mentiria se dissesse que foi tudo fácil nesta segunda gravidez, tive semanas pelo meio que me fizeram por tudo em causa. Tive sangramentos entre as 21 e as 26 semanas (tenho ao que parece um colo hiper sensível), tenho uma pubalgia desde as 18 semanas que às vezes não me deixa sequer levantar um pé do chão para me calçar (e que vai ser chata no parto), ciática todas as noites, anemia e outras coisas que precisavam de muitos filtros para ser relatadas. Coisas de grávidas. Coisas que escapam ao estado de graça que só as outras pessoas conseguem ver. Mas como sou uma pessoa persistente (e nada colocava em causa a saúde do bebé) mantive-me com forças até agora, a levar cada dia de uma vez, tal como levo a vida. Nuns dias chorava ao chegar a casa e tombava para o sofá, noutros chegava com a minha energia habitual. Não estou armada em super mulher, nem a apontar o dedo a quem não consegue trabalhar até ao fim. Nada disso. Cada gravidez é diferente. Mas com motivos para vir para casa mais cedo, apenas sei que devo tudo o que faço à minha persistência, tivesse eu de paciência tudo o que tenho de força de vontade. É uma coisa que felizmente pertence às mulheres da família. Não nos conformamos. 

Muitas mamãs pedem-me dicas de como lidar com a ansiedade na gravidez, eu própria acho que nunca vou saber lidar com a minha a 100%, não existem fórmulas mágicas para ela não surgir e sem medicação sinto-me mais vulnerável,  mas uma coisa é certa, manter-me ativa ajuda muito. O trabalho ajuda, o blog ajuda, os hacks de decoração que vou fazendo em casa ajudam, cozinha ajuda, ler ajuda, é importante estimular a mente e não cair no comodismo. Devemos alimentá-la para não deixar a ansiedade dominar o vazio.

 Esta semana tenho tentado encontrar um caminho para manter as rotinas de sono, alimentação e descanso, pois parece que nem sei bem o que é estar em casa e não quero descambar mais no peso do que já descambei. Estava habituada às tarefas rotineiras e à gestão do tempo sem tempo, agora ando à procura de um equilíbrio de tempo que só vai durar umas semanas, até chegar o Xavier e mudar tudo novamente. Mas, mal posso esperar :)

Quanto ao trabalho, não consigo dizer que foi fácil, gosto do que faço e fica sempre aquele aperto no peito por deixarmos as nossas coisas entregues a outra pessoa. Pomos a carreira em "pause" e sentimos medo de sair da nossa esfera profissional. E, por favor, não me julguem ou achem egoísta ou má mãe por pensar assim, simplesmente preciso de todo este "bolo" na minha vida. Não dispenso a fatia da maternidade, como não dispenso a fatia da carreia, a da família, a do blog, a do exercício físico, a dos DIY, todas elas compõem a construção do meu ser. Se às vezes gostava de ter uma vida mais calma e não estar sempre conectada, gostava, mas já experimentei e fiquei em tédio. 

Por outro lado, senti que esta semana me virei mais para mim, para a família e para os cuidados com a barriga e tive menos vontade de escrever e mais vontade de me isolar. Cansaço mental, preocupação com as semanas futuras ou pura e simplesmente preguiça de grávida mas vou tentar andar por aqui até o Xavier permitir.

E por aí, como andam as minhas grávidas?

Beijos,    

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