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CORAÇÃO DE MÃE SOFRE ATÉ À ÚLTIMA!

08 setembro 2017

Hoje estou em modo lamechas. Acordei triste, invadida por ansiedade e pensamentos negativos. O processo de mudança de escola do Duarte tinha tudo para correr às mil maravilhas, uma vez que tivemos a sorte de ele ser logo colocado. No entanto, transformou-se num processo agridoce que me fez perceber porque é que às vezes via pais tão aflitos nas escolas com a colocação dos filhos e não entendia bem todo aquele stress com uma mudança é inevitável e necessária. Agora, sou mãe e percebo bem porque é que é uma coisa que mexe com tudo e todos, desde as novas rotinas matinais que têm que criar, aos novos hábitos de transporte e até o efeito psicológico nas crianças - a mudança assusta-os um bocadinho!
Como disse acima, o Duarte teve a sorte (e nós também) de conseguir entrar, por um fio, para escola que queríamos do agrupamento (wow)! E entrou com quase todos os amiguinhos. Adivinhem quem foi o único que ficou de fora? O melhor amigo! Arg... só para a alegria não ser plena. Chorei baba e ranho com a notícia amarga. Adoro o miúdo, adoro a amizade que eles têm. Não consegui evitar a tristeza nem levar o tema com leviandade, apesar de saber que o meu Duarte (o outro também é Duarte) até é de amizades fáceis e que na escola fará novas e bonitas amizades. Mas bom… eles têm uma ligação emocional forte, nasceram na mesma semana, estão juntos desde os 6 meses, são tão inseparáveis que os outros pais no colégio chegaram a perguntar se eram gémeos. Nesse dia, peguei no telefone e reconfortei a mãe dele. Dei-lhe força para acreditar que ainda ia acontecer um milagre e que ele ia conseguir juntar-se aos amigos. 
Passaram 2 meses e o milagre chegou – uma desistência na escola ditou a entrada do Duarte nº2 da minha vida para a mesma escola do meu nº1. Estava de férias, a mãe ligou-me e celebrámos esta alegria. O meu coração descansou, finalmente. Tudo o que mais queria que acontecesse, até para a mudança não ser tão forte, tinha acontecido. Já não bastava eles terem mudado de colégio forçadamente dois meses antes do fecho do ano letivo. Queríamos evitar ao máximo as consequências de duas mudanças simultâneas.
E agora que finalmente a escola vai arrancar… eis que saem as turmas e de novo vem o sabor agridoce de todo este processo. Adivinhem quem ficou de fora desta vez? O meu. Ficaram todos juntos, menos o meu, que foi colocado noutra turma. E eu gostava mesmo de não ligar a isto, de não ficar com lágrimas nos olhos, mas ser mãe também é isto. Sofrer com eles e por eles. Ontem foi a mãe dele que me reconfortou.
Já o começamos a preparar psicologicamente com reforços positivos: "vais conhecer muitos amigos novos", "vais estar com todos os teus amigos no recreio", mas depois ficamos sem resposta para o “porque é que vocês não conseguiram a mesma turma para mim? e o “porque é que os amigos vão todos e eu não”.
Acredito que daqui a uns meses já tudo estará bem, mas por agora, estou invadida por esta sensação de tristeza e impotência. 
Para já, fica só um nó na garganta... e a doce amargura deste recomeço na próxima semana! 
Beijos,

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