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#COMO CHUMBAR NUMA CONSULTA DE PEDIATRIA?

31 julho 2017


Ontem tirei o dia para organizar a vida e tratar de uma série de "pendentes": matrícula do Duarte, consulta de oftalmologia, corte de cabelo (urgente) e consulta de rotina de pediatria (marcada há 6 meses e quase esquecida na agenda).   

Sai de casa pela manhã com tudo o que é suposto uma mãe levar atrás para um dia fora de casa com a cria. Água, iogurtes, bolachas de duas qualidades, brinquedos SOS, casaco, lista de perguntas para fazer à pediatra e até... chapéu de chuva! Pelo caminho aquele feelling de me estar a faltar qualquer coisa que me fez torcer o nariz por não estar a conseguir visualizar o que era, mas que também não me impediu de continuar. Devia ter partilhado com o Diogo, talvez ele se lembrasse o que me poderia faltar, mas sai de casa a correr e achei que era qualquer coisa supérfula. 

- Matrícula - OK 

- Corte da gadunfa - OK

- Check up de oftalmologia - OK (mas para repetir)

- Intervalo entre consultas para compras no supermercado qual dona de casa organizada - OK

- Consulta de Pediatria - hummm!

Qual é a mãe que vai para uma consulta de Pediatria sem levar o boletim de saúde da cria? Moi même! Qual é a mãe que só percebe isso após a Dra. dizer "pode-me passar o boletim do Duarte?" Moi même! E o pai com ar de espanto a olhar para mim pois é algo de que nunca me esqueci, afinal de contas é para isso que lá vamos gastar uma nota - para validarmos se está tudo OK e apontar tudo naquele caderninho que lhe pertence desde o primeiro choro e que guarda a saúde dele religiosamente. 

Por mais cool que a nossa pediatra seja, isto é como levar uma nódoa acidental na camisa no primeiro dia de trabalho, ficamos logo ali categorizadas como as despassaradas. Até porque não consegui conter o meu ar de espanto - o quê? ahhh o boletim dele, pois... coiso ... ficou em casa, nem me lembrei, não sei como..." e só me enrolei ainda mais! Puro esquecimento, nada a abonar a meu favor.

E como é que uma mãe se safa disto? Mostrando que a cria está super desenvolvida (mas que sabe-se lá porquê, decidiu não pronunciar uma unica palavra até meio da consulta) e que até já gosta de matemática e letras. Ah e que apesar de ainda beber biberão de manhã (pronunciando isto em direção ao chão) já fez finalmente o desfralde nocturno há uns 4 meses e gosta de sopa e bróculos.  

Depois... bom... foi só agradecer a organização da pediatra, que tinha tudo apontado na fichinha pessoal, como se o filho lhe pertencesse (shame on me), validando a hipótese da consulta prosseguir com registos improvisados até à próxima consulta aos 5 anos. Calhou-lhe a versão de Duarte tímido e poucas-palavras, com muita vergonha, pela primeira vez, de estar despido na presença de um estranho e que custou a desemperrar (não me defendendo em nada no que dizia respeito ao desenvolvimento lol). Só no fim falou da escola, da praia e das nossas tartarugas. Mas, ainda assim, no geral, impecável em tamanho, peso e desenvolvimento. A terminar em bom o que começou morno. 

Quanto a mim, acho que a única saída para não me achar péssima mãe é rir da situação e ir comprar Memofante, u.r.g.e.n.t.e.m.e.n.t.e !

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