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#ORGULHOSAMENTE MULHER, (IM)PERFEITAMENTE MÃE

10 maio 2017


Sempre quis ser mãe e sempre desejei ser mãe cedo. Não durante a liberdade e desprendimento do início dos vintes, mas ali a chegar aos 30, com a vida mais composta e alguma estabilidade profissional. Foi assim que imaginei e felizmente foi assim que aconteceu. Com 27 anos engravidei, com 28 cumpri o sonho da maternidade. 

O Duarte nunca foi uma incerteza, um ponto de interrogação ou uma reticência. Foi a maior certeza da minha vida e é a minha maior realização pessoal. Mas, quando peguei nele ao colo pela primeira vez tremi, tive medo de falhar, chorei num misto de emoção e medo. Ainda assim lembro-me de olhar para ele com a certeza de que íamos juntos para casa e que tinha chegado a altura de desempenhar o maior papel da minha vida. Lembro-me de o estar a amamentar e pensar “bom, agora és meu para sempre, dê lá para o que der, vou-me desenrascar”.

Durante a gravidez há quem escreva cartas para os filhos na barriga, há quem escreva um plano de parto para entregar à equipa médica, há quem devore livros sobre educação, há quem defina logo que corrente educacional quer seguir. Vivi a gravidez em pleno, um pouco à margem desses planos porque sei que a vida se vive vivendo. Não gosto de me prender a conceitos base, a única premissa que tinha era a de que ia tentar ser a melhor mãe possível.

Como mulher, sempre fui vaidosa, mas com uma personalidade insegura. Numa espécie de relação bipolar com a moda e o estilo. Na adolescência era aquela miúda que não gostava de dar nas vistas, a que não metia saltos quando saia à noite para não ser a mais alta do grupo de amigas, aquela que quase não usava maquilhagem para não ser alvo de olhares. Quando o Diogo se meteu comigo pensei “o que é que ele vê em mim?”. Quando penso em como a maternidade me mudou, ainda não sei bem explicar. Acho simplesmente que me tornou mais poderosa por me sentir mais realizada como mulher e como consequência disso, tornei-me mais confiante. Por outro lado, tornei-me a pessoa mais especial do mundo para alguém e isso é a maior recompensa possível. Preenche-nos o coração como mais NADA na vida. 

Hoje sei que não sou a mãe perfeita que gostava de ser, gostava de ser mais paciente nas birras e contar até 10, 20, 30 ou 50, de me conseguir calar quando a sala está cheia de brinquedos, de arranjar mais estratégias para ele passar a adorar a hora do banho, gostava de o conseguir adormecer sem me chatear com as 50 voltas que dá antes de, finalmente, cair no sono, de ter sempre a mesma força para encarar as tarefas rotineiras do dia a dia, queria ser mais mindful e menos impulsiva. Trabalho para isso todos os dias, como todas as mães. É um constante trabalho reflexivo. Nunca vou ser perfeita perante todas as situações, mas ele vai sempre sentir nos meus afetos que sou orgulhosamente mãe dele. E sobretudo espero que quando crescer tenha orgulho em mim enquanto a mulher que o criou. 

Entreguei-me à maternidade, mas não deixei de ser mulher. Pelo contrario, a maternidade emancipou-me enquanto mulher. Entreguei-me às fraldas, aos cremes, às toalhitas, aos biberons, às papas, aos choros, aos ataques de riso, aos carros espalhados pela casa, aos riscos de caneta no sofá, ao estendal de peças xs, aos jogos de futebol na sala, aos stickers colados na porta do wc, mas não deixei de lado o meu bem-estar, a minha dieta equilibrada, a minha necessidade de exercício físico, a minha individualidade, a minha vaidade, o meu EU. Só assim, sendo eu própria, consigo estar (im)perfeitamente à altura da maternidade. 

Na sexta-feira passada, a convite da Rowenta, marca da qual gosto muito até porque não vivo sem a minha placa de alisamento, fui “raptada” para um evento secreto em jeito de celebração antecipada do Dia da Mãe. Na companhia de outras mães, que só soube a identidade no local (top, top secret) tive oportunidade de ser mimada e de ter um dia em exclusivo dedicado a mim e ao meu papel de mãe. Celebrámos a maternidade, a beleza individual de cada uma, as nossas formas, as experiências pessoais, as dicas de cuidados de beleza e ainda tive direito a styling, hairstylist, make up e shooting fotográfico – um daqueles sonhos de qualquer mãe/mulher, fazer uma vez na vida umas fotos à séria. 

Escolhi para vos mostrar algumas das minhas fotografias preferidas. No final fui surpreendida pelo melhor de mim, uma foto em tamanho grande do meu aprendiz, que me deixou desarmada e desencadeou em mim aquele sorriso babado que nenhuma mãe consegue esconder. 

Mas a cereja no topo do bolo não foi só a sessão, foi chegar a casa e espontaneamente ouvir o Duarte exclamar “mãe, quem fez a tua “matilhagem”? Tas bonita.” Vindo dele, teve outro sabor. 



E que tal? Safei-me bem nestas Mom Jeans? Gostam desta ondulação? Invisto no modelador de caracóis?  

E já agora, não posso terminar este post sem deixar de expressar os meus agradecimentos:

Acima de tudo à Rowenta pelo convite e experiência proporcionada;
Ao Diogo Raposo Pires pelo fantástico trabalho de styling e por ter conseguido captar o meu estilo descontraído, sem me conhecer e sem nunca me ter visto pessoalmente;
À Flying Studios pela produção fotográfica;
À Marta Chaves Mua pela make up;
À Make Up Hapen pelo hairstyle pela maior mudança do dia com o modelador Rowenta :);
À Dieta dos 3Fs pelo maravilhoso catering saudável, de comer e chorar por mais.

#rowenta #diadamaerowenta #stylemeup

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