0

#(COOL)ABORAÇÕES NUTRICIONISTA GISELA CARRILHO | OS IOGURTES MAIS SAUDÁVEIS II - ALDI & LIDL

06 março 2017


Texto: Raquel Rodrigues
Colaboração: Dra. Gisela Carrilho 

A partir dos 4/6 meses os bebés começam a comer iogurtes e todas começamos mais ou menos bem com a introdução do iogurte natural, por recomendação da maioria dos pediatras. Depois eles enjoam o sabor, deixa de ser novidade e começamos a introduzir aromas, pedaços, bolacha maria e sem dar conta, diria até que inconscientemente, começamos a fazer a escolha pelo pack (sabor e oferta destacada) e muitas vezes descuramos o rótulo, o mais importante de tudo. Com tanta oferta é fácil cair em algumas armadilhas que ficam ali situadas nas entrelinhas. Por isso, e no decorrer do primeiro post "E os iogurtes mais saudáveis são..." e de inúmeros pedidos recebidos, fomos para a rua novamente, desta vez analisar as melhores ofertas dos supermercados ALDILidl, que ficaram de fora no primeiro post.

Para vos fazer a vontade (quem é amiga quem é?) e, partindo do principio de que "devemos dar preferência a Iogurtes Naturais sem açúcar adicionado e sem adoçantes artificiais", abaixo segue a análise da Nutricionista Gisela Carrilho aos rótulos de alguns iogurtes comercializados pelo ALDI e pelo Lidl que reúnem estas características. Os critérios de análise foram os mesmos do trabalho anterior: equilíbrio nos níveis de açúcar, gordura e riqueza em proteína. Foram também contemplados os iogurtes para intolerâncias alimentares existentes nas duas superfícies.

[À frente de cada marca encontra-se a informação nutricional por 100g de produto, depois as principais características e por fim, a verde, as principais escolhas da Dra. Gisela Carrilho. Podem imprimir para melhor análise aqui: https://mab.to/EJTYBJt6A 


AS MELHORES ESCOLHAS PARA CRIANÇAS, ADULTOS E INTOLERANTES ALIMENTARES:

- ALDI Biactiv (Milsa)
- Lidl Bio Organic natural (Milbona)

Para os paladares mais esquisitos, não é demais relembrar que "podemos e devemos adoçá-los com fruta ao natural cortada aos pedaços; puré de fruta; flocos de cereais; frutos oleaginosos picados ou ralados (nozes, amêndoas, avelãs), canela; coco ralado; fruta desidratada, raspas de chocolate negro com elevada percentagem de cacau, entre outros". 

E porque o objetivo principal deste post é esclarecer, a Dra. Gisela preparou dicas práticas e imprescindiveis de leitura de rótulos alimentares, para podermos tomar as melhores decisões e fazer as melhores escolhas alimentares de acordo com as nossas necessidades, que podem ver abaixo.

Todos sabemos que a indústria alimentar produz “maus alimentos”, mas a verdade é que as pessoas só compram o que querem e quanto menor é a informação do consumidor maior é a vulnerabilidade e permeabilidade ao marketing por isso acreditamos que o caminho se faz através da informação dos cidadãos e da sua responsabilização. 

Informar e educar os consumidores para a escolha dos alimentos, são meios eficazes para os ajudar a comer bem e viver melhor. A leitura de rótulos alimentares é um instrumento extremamente útil no momento de escolher os alimentos que leva para casa. Em teoria o rótulo dos produtos alimentares deveria informar os consumidores sobre os alimentos que consomem; no entanto, a sua leitura e interpretação nem sempre são fáceis, o que dificulta e, muitas vezes, impede a escolha de produtos alimentares nutricionalmente equilibrados.

O rótulo que acompanha os produtos alimentares não é mais do que a identificação desse mesmo produto. Dele fazem parte um conjunto de menções algumas das quais obrigatórias pela legislação europeia. 

Posto isto, iremos apenas focar as menções que podem ajudar os consumidores a fazer escolhas alimentares acertadas no supermercado e a dar ao produto a utilização adequada, nomeadamente:

Denominação de venda
Lista de ingredientes 
Aditivos alimentares 
Identificação de alergénios (Regulamento 1169/2011 e Decreto de lei 26/2016) 
Condições de conservação 
Instruções de utilização 
Declaração nutricional.

Habitualmente os consumidores escolhem determinado produto alimentar pelo seu número de calorias mas muitas vezes esta não é a melhor opção e leva-os a fazer escolhas erradas. 

Após a consulta da denominação de venda que corresponde ao tipo de produto (leite, iogurte, pão, manteiga, etc) qualquer tipo de processamento tem de ser mencionado (fumado, pasteurizado, concentrado, congelado, etc). Na realidade uma das primeiras coisas a consultar deverá ser a lista de ingredientes. Se a lista de ingredientes for muita extensa deverá pensar duas vezes sobre a sua compra uma vez que esse alimento terá uma elevada quantidade de ingredientes incluindo os aditivos alimentares, muitas vezes desnecessários (pode identifica-los pela sua designação ou pela presença da letra “E” seguida do seu número identificativo).A própria organização da lista de ingredientes ajuda-nos a fazer uma pré-seleção dos produtos alimentares uma vez que os ingredientes encontram-se listados por ordem decrescente de peso, ou seja o primeiro ingrediente é o que se encontra em maior quantidade e assim sucessivamente de acordo com o seu peso na formulação do produto. Em alguns produtos alimentares é importante “localizar” também a posição do açúcar e das gorduras na lista de ingredientes. No entanto, muitas vezes o açúcar não vem descrito como o conhecemos - “açúcar” - e até a gordura aparece “disfarçada”. Ingredientes como dextrose, xarope de glicose ou de frutose, sacarose, mel, entre outras são equivalentes a açúcar, tal como ácidos gordos, manteiga, óleos vegetais ou de palma ou de girassol ou de colza, gordura vegetal hidrogenada ou parcialmente hidrogenada são equivalentes a gordura.

Algumas substâncias (alergénios) podem provocar alergias ou intolerâncias alimentares e, por esse motivo, a sua identificação deve ser feita no rótulo dos produtos alimentares. Desta forma, os consumidores com alergias ou intolerâncias a estas substâncias têm acesso a esta informação e não consomem o produto em questão. Algumas destas substâncias são o leite, a soja, o glúten, o ovo, o peixe, o aipo, entre outros. Estas substâncias podem encontrar-se realçadas da lista de ingredientes (por exemplo, a negrito) ou listadas a seguir ao termo “Contém”. O respeito pelas condições de conservação e de utilização é essencial para garantir que os produtos alimentares permanecem salubres dentro do prazo de validade atribuído (garantir a segurança alimentar).

Até há pouco tempo atrás nem todos os rótulos tinham a declaração nutricional, com indicação do número de calorias e de alguns nutrientes como as proteínas, os hidratos de carbono e as gorduras. No entanto, e o último regulamento da União Europeia sobre rotulagem de produtos alimentares contempla a sua obrigatoriedade desde o dia 16 de Dezembro de 2016 e como tal sempre que esteja presente, esta deve ser consultada. 

Os nutrientes a consultar dependem muito do produto alimentar em análise; por exemplo, enquanto nos iogurtes deve-se consultar nutrientes como os hidratos de carbono, incluindo os açucares, e a gordura. No geral, os valores nutricionais encontram-se indicados por 100g e por porção ou embalagem individual. Se a quantidade a consumir for a embalagem individual ou a porção aconselhada, devem ser esses os valores a ter em conta e não os valores por 100g.

Em caso de dúvida se um produto alimentar é ou não adequado do ponto de vista nutricional, consulte sempre o seu rótulo. Tal como o nosso cartão de cidadão nos identifica o rótulo de um produto alimentar fala por si. 

À Dra. Gisela Carrilho o meu agradecimento público pelo trabalho imparcial desenvolvido.
A todas, espero que vos seja útil. 

Beijos,

Sem comentários

Enviar um comentário