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#AS 4 PIORES FRASES QUE PODEM DIZER AO MEU FILHO E MAIS 1 EXTRA!

09 março 2017


Esta viagem da maternidade tem muito que se lhe diga. Cada esquina é um desafio. Cada fase uma aprendizagem. E se há coisa que já aprendi é que nunca estamos sozinhos na forma de educar. Educar estende-se muito além dos ideias que o pai a mãe acreditam, já que no dia a dia os nossos filhos convivem com terceiras pessoas, tendo elas ligação familiar ou não.    

No que toca a educação, sou muito terra á terra, não gosto de subornos "faz isto e eu deixo aquilo", detesto a e criação de falsas expectativas e existem algumas expressões bengala a que os mais velhos e os auxiliares de educação recorrem, acredito que sem maldade, mas que me fazem comichão. Não estou a apontar o dedo a ninguém (tirando o meu pai e a minha mãe que me vão perdoar), mas já as ouvi em determinados momentos e não as considero nada benéficas. Não fico de cabelos em pé, mas tenho que contar até 5 vá.

Vamos ao (meu) top 4:

1.
"Coitadinho. É pequenino."

Esta é de caras. Estamos nós a dar uma reprimenda na criança porque se portou mal, ela deita umas lágrimas e lá vem a tia-avó ou a avó-cega-de-amores que lhe dá colo enquanto defende a pequena criança dos pais mauzões que lhe querem dar educação. Os bons princípios não ocupam lugar sabiam? Impor limites também fez parte da nossa infância e não nos perdemos por isso.  
Não gostamos de desapontar as crianças, mas senão o fizermos estamos a priva-las de uma experiência importante: a frustração.  Lidar com a frustração é importante desde a infância. Nós, adultos, sabemos que nem todas as nossas vontades podem ser atendidas – aquela viagem paradisíaca, a casa de férias, o perfume xpto, as crianças também precisam entender que, ao longo da vida, é normal lidar com a negação. Por isso, é importante receberem pequenas doses de frustração desde a infância. 

2.
"Enquanto se come não se fala" 

Em primeiro lugar, estar á mesa não é uma ditadura, abomino esta expressão desde a infância. Sempre fui um pisco a comer (segundo a minha mãe e tenho as minhas sérias dúvidas tendo em conta as doses individuais industriais que me manda na marmita quando sobra comida do almoço de domingo ou quando a vejo dar ração ao cão). Com esta frase irritante, os meus pais, desesperados para eu comer (eu sei), conseguiram tornar o momento de estar à mesa ainda mais irritante para mim. Eu sei que recorreram a várias estratégias, mas esta foi a piorzinha. Pai e mãe, desculpem, mas não é novidade e já falámos várias vezes sobre isto. 
Em segundo lugar, considero que a hora da refeição e o estar à mesa com a família é precisamente o oposto. Estar à mesa é uma forma social de convivência e de fortalecimento de relações e conexão familiar. Enquanto se come não se vê TV, não se joga Ipad, não se mexe no telemóvel, isso sim, mudem a frase, que eu apoio a 100%.  

3.
"Senão comeres tudo não..." 

Aqui entramos no campo da ameaça e não me cheira bem. Os mais velhos gostam de a usar, acham que com um bocadinho de pressão a criança despacha o prato. Coloquem-se no lugar da criança e imaginem alguém a obrigar-vos a comer mais do que vos apetece com uma ameaça apontada á cabeça. Chegaram lá? Não incentiva nada, pois não? Experimentem “se comeres tudo podemos ir ao parque brincar” ou “assim que terminares de comer podemos ir passear”.

4.
"Olha que o pai e a mãe ralham" 

Isto não é bonito. O pai e mãe não estão presentes ou estão mais distantes e usam como argumento a ameaça de que a figura paterna ou materna vão ralhar. O papá e a mamã gostam muito da sua cria e não querem que ela ache que são os mauzões do pedaço. O papá e a mamã “ralham” quando estão presentes e consideram que é necessária correção. E também dão uma palmadinha quando é preciso. Quando a criança se está a portar mal sem os pais estarem a ver não vale a pena incutir-lhes o medo dos papás. Tentem estas “sabes que o pai e mãe vão ficar felizes se te portares bem?” ou “se te continuares a portar mal vamos ter que ir embora”. 

Existe ainda outra, que já deixei de ouvir, mas que é igualmente irritante: 

"Tão crescido e de chucha" ou " Tão bonito e ainda de chucha "

O Duarte largou a chucha ainda não tinha 2 anos e meio, dentro do timing dele, e para mim, dentro do timing certo. Mesmo assim, não me livrei de ouvir umas quantas vezes na rua a famosas exclamações (de quem nem sequer está por dentro do assunto) "tão crescido e de chucha", "tens que largar a chucha" ou "dá a chucha ao cão". Mas que raio de fixação é esta que as pessoas têm com as chuchas? Conhecem alguém que use chucha com 15, 18, 30 anos? Não, pois não? Ela a seu tempo vai ser deixada de parte, não se preocupem tanto pois nós pais conhecemos os nossos filhos melhor do que ninguém e sabemos quando será a altura certa ou até mesmo a iniciativa possa partir da própria criança. Dizer isso a uma criança é apenas exercer uma pressão sobre ela que ela própria desconhece pois a realidade dela é a da infância, não a vida adulta. 

E vocês, contem-me tudo, serei a única a achar que estas frases são muito mais irritantes do que pedagógicas? 

Beijos,

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