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#UM DESTINO (IM)PROVÁVEL DE NATAL - POR ONDE ANDÁMOS NÓS?

14 dezembro 2016


Quis o destino que a primeira viagem de avião do Duarte fosse rumo à Suíça. Quis o destino que fosse em dezembro, em plena magia do Natal, para que a primeira viagem no pássaro dos céus (como tanto pedia) fosse ainda mais mágica. 

Muito haveria para dizer sobre os motivos desta viagem e sobre o destino Europeu, não comercial, fora das rotas de desejo da maioria. O motivo principal? Uma amizade verdadeira que nos esperava ansiosamente no cantinho alemão da Suíça, e assim fomos parar a Schaffhausen, um cantão do país do chocolate cuja língua oficial é o alemão, com um nome difícil de pronunciar e rodeado de história e património. 

Foram 5 dias de passeio, convívio, cantinhos acolhedores, paisagens que nem as fotos fazem jus, glüwein (vinho quente), mercadinhos de Natal e chocolate Suíço… muito chocolate Suíço! 

Infelizmente não tivemos neve, mas o sol brindou-nos todos os dias, pelo que podemos ser considerados sortudos para a época do ano em que o expectável seria chuva ou neve.

Para começar, não posso deixar de agradecer à Vueling pela simpatia e visita ao cockpit com o Duarte, eu própria nunca tinha estado na frente de comando de um avião. Senti que lhe consegui realizar um verdadeiro batismo de voo, com tudo a que um miúdo curioso de 3 anos tem direito.
Pela primeira vez fui viajar sem fazer o trabalho de casa, não pesquisámos nada sobre a cidade, não definimos pontos a visitar, sabia que os melhores guias turísticos estavam à nossa espera e partimos sem as "expectativas" de viagem habituais. 

Sobre Schaffhausen podia dizer que é uma cidade na periferia de Zurique, mas não, é muito mais que isso: é uma comuna repleta de edifícios da era do Renascimento e cuja parte história tem muitos frescos e esculturas exteriores imponentes. Não há sujidade nas ruas, não existem sem-abrigo, há organização, limpeza e tranquilidade. Os cães fazem parte da rotina diária dos donos, entram em cafés, restaurantes, supermercados e andam de transportes públicos sem restrições (disse-me a minha amiga que todos tem uma fase de treino comportamental para viver em comunidade). Não há cocós no passeio (estamos a anos luz disso). Há decorações de Natal por toda a parte e embora não tenha achado o povo local acolhedor (têm a frieza e distanciamento alemão), vivem o Natal nas ruas à séria, como em Madrid por exemplo. Após o horário de trabalho, os pais vestem as crianças a rigor para o frio e saem à rua para conviver. Os preços dos transportes e alimentação são caros face os ordenados em Portugal, mas ajustados ao ordenado mínimo suíço (2.500 francos = 2.326 euros). O carinho foi sentido pela comunidade portuguesa, brasileira e italiana, que nos recebeu lindamente, com muita vontade de partilha sobre o que fazer na cidade. 





 



Pontos a visitar:

Fortaleza de Munot:

É uma fortaleza circular construída no século XVI no centro da cidade de Schaffhausen, cercada por vinhas e é o símbolo da cidade. É uma atracão turística devido à vista panorâmica sobre a cidade e as margens do rio, até perder de vista. A fortaleza está rodeada por veados e alces, uma delícia para as crianças. 


















Reinfall – “as Cataratas do Reno”:

Não são só “as cataratas do Reno” são as maiores da Europa e eu estava longe de imaginar e as traseiras da casa dos nossos amigos tinham este postal de Natal para nos receber. Visitámo-las de dois ângulos: a partir da casa deles, no topo de um miradouro e, no dia seguinte, fomos de autocarro num passeio até à margem, onde a queda de água límpida e o frio que se faz sentir parecem estar sempre a querer formar arco-iris. É possível ir de barco até ao centro das cataratas para tirar fotos e subir aos dois castelos que as rodeiam - mágico!













Mercadinhos de Natal, confeitarias de chocolate e supermercados locais: 

A cidade respira Natal, desde o mais tradicional ao mais inesperado. No sábado durante a visita ao mercadinho pelas ruas da cidade que inclui bolos artesanais, peças em madeira, crochet, licores e chocolates, fomos surpreendidos pela chegada do Pai Natal da Coca-Cola, no seu imponente camião e com presença de uma pop up store para venda da edição limitada. Não imaginam a fila de crianças impacientes para tirar foto com “O” homem das barbas brancas da Coca-cola, a marca que criou o Pai Natal. Senti-me em Times Square, no meio da Europa. O Duarte ficou com os olhos a brilhar para o camião vermelho vivo e plus size e nada mais importava naquele momento.



As confeitarias de chocolate são uma perdição, com ofertas para todos os bolsos do melhor que se faz por terras suíças e onde predomina a variedade de chocolates e as misturas de sabores.  Dica de degustação: passar na Thomas Müller e comprar o pack de 7 pedaços de chocolate, que contém chocolate de leite com avelã, chocolate escuro com amêndoas, chocolate branco com pistachio, chocolate preto com amoras, chocolate de leite, chocolate branco com nougat e Grand Cru de chocolate 70%, já estão a salivar certo? 

Os supermercados locais também são ótimos sítios para encontrar produtos diferentes e que não se vendem por cá, como as aguardentes tradicionais suíças, chocolates de leite de marcas locais a bom preço, bolachas cobertas de Ovomaltine (uma perdição), brownies e… não esquecer os pretzels (obrigatórios!). 








O regresso a casa envolveu uma viagem de comboio até Zurique (o mais silencioso em que já andei) e já no avião, uma bela rota a sobrevoar os Alpes Suiços, mais um postal vindo dos céus que trouxemos para casa. 




Ás vezes quanto mais improvável é o destino mais há para descobrir!

Beijos,

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