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#PÉ NO MONTE: PARAGEM OBRIGATÓRIA COM CRIANÇAS (FÉRIAS PARTE II)

12 setembro 2016

A curiosidade desse lado é muita e confesso que com a mudança da plataforma do blog não consegui fazer este post mais cedo, mas animem-se, hoje é o dia em que vos vou contar tudo. Como sabem, sou fã de turismo rural e já andava a namorar a arquitetura e a localização do Pé no Monte há algum tempo. Bastou-me ver as primeiras duas ou três fotos no Booking para imediatamente o guardar na wish list das férias e, já o tinha inclusivamente sugerido aqui
Entretanto como as nossas férias a 3 ficaram em stand bye achei que a ida ao Pé no Monte já não ia acontecer, até que, uma amiga na mesma situação (sozinha com a miúda) me desafiou para umas férias a 4 com os miúdos, e assim foi. Alias, o ante-titulo deste post quase que merecia ser "e não é que fui lá dar?".

O ESPAÇO

A chegada (direção Lisboa – S.Teotónio) foi fácil e as direções do GPS conduziram-nos certeiramente até uma pequena seta colocada à beira da estrada com indicação para virar à direita. Entrámos numa estrada de terra batida e começamos logo a avistar o hotel no horizonte. O check-in foi super-rápido e nada burocrático, fomos recebidos quase como se nos tratássemos de convidados da família pela dona Emília, a “caseira” do Pé no Monte, uma senhora simpática, de origem nortenha e muito faladora. Apresentou-nos rapidamente todos os recantos do espaço (zona de refeição, jardim, piscina, salão de jogos, biblioteca, zonas de lazer) antes de tirarmos as malas do carro, para que, de seguida nos instalássemos sem pressas, uma vez que os quartos ficam no piso inferior. 














O QUARTO

Mal abrimos a porta do quarto nº2, grande e branco, percebemos que tinha espaço mais do que suficiente para 2 adultos e 2 crianças, e que o grande janelão, colocado estrategicamente de frente para a cama, com vista para o alpendre e para a cama de rede nos ia dar os “bons dias” e as “boas noites” nos próximos dias. Já para não falar da vista desafogada para a planície alentejana…ahhh o que eu gosto do Alentejo! A dimensão do quarto, o WC com arquitetura moderna que inclui um jardim interior e o alpendre com cobertura de canas despertaram a minha atenção, numa mistura entre modernidade e as raízes alentejanas. Apenas o roupeiro podia ser maior, mas como até sou uma pessoa prática, pendurei o essencial e mantive as restantes roupas na mala. 








À VIDA NO MONTE

Os miúdos quiseram ir espreitar a zona de lazer no piso inferior, que tem à disponibilidade do freguês skates, bicicletas, trotinetes, pranchas de surf, duas mesas de matraquilhos, mesa de ping pong, uma pão-de-forma transformada em bar (um sonho de bar) e uma cozinha de apoio com micro-ondas (excelente para quem tem bebés e precisa de aquecer sopas, papas, leites e afins fora de horas, uma vez que o hotel não tem restaurante). Tudo isto pode ser usado sem burocracias, sem ficha de requisição, sem pagamento. A diversão foi tanta que mal chegámos a ir à piscina nessa tarde, isto porque a caminho, e já no piso superior, se encontra um chamativo trampolim e uma casinha de madeira que saltou à vista dos nossos traquinas. A cadela Chica também nos veio dar as boas-vindas e foi a perdição dos miúdos durante a estadia, dos nossos e dos filhos dos restantes hóspedes, super meiga e com uma paciência de santa.































ALI PERTO

A localização do Pé no Monte é ideal para ir explorar as praias circundantes e no dia seguinte fomos até Odeceixe, onde passámos o dia de papo para o ar (nahhhh, com dois miúdos de 3 anos acham mesmo que sim?). Mergulhos para aqui, corridas para a toalha, birras acolá, “passeios de bóia” para aproveitar a subida da corrente do mar e uma série de fotografias para registar as primeiras férias juntas dos piolhos. Tempo estendidas ao sol: zero, calorias gastas na praia: muitas. Haja alguma coisa positiva em ir de férias com dois miúdos elétricos. 





 

O PEQUENO-ALMOÇO

Ups… só agora me dei conta que saltei a parte do pequeno-almoço no Pé do Monte que é um-verdadeiro-ataque-à-dieta, composto por: 2 bolos caseiros (o de chocolate é qualquer coisa), pão alentejano, pão de leite fatiado (não conhecia e fiquei fã), compotas várias, queijo fresco, sumo natural, leite, café, chás variados, fruta fresca da época, cereais, iogurtes, etc, etc. Os meus olhos brilharam para os bolos caseiros que, imaginem, ficam disponíveis durante todo o dia e, quando acabam, eles fazem mais. Não pensem que saem de lá mais magros, aquela gente trata-nos bem “se quiser mais é só pedir”.

Conheci a Helena, a dona, no segundo dia numa conversa simpática à beira da piscina e percebi no olhar dela o entusiasmo que tem por aquele lugar que é o culminar de um sonho que surgiu ainda em tempos de namoro, na altura em que compraram o terreno com a ruína que hoje dá lugar à cozinha. Os anos passaram, casaram, tiveram 3 filhos e há 2 anos ergueram a primeira fase deste monte caiado de branco e azul. 







Nesse dia, e, depois de um pequeno-almoço em jeito de brunch, optámos por fazer a vontade à preguiça e ficar por lá com as crianças para desfrutar ao máximo do sossego circundante. Além disso a oferta dentro do hotel era tão tentadora que valia a pena dedicar-lhe um dia. Para nós: piscina, bar, espreguiçadeiras e camas de baloiço. Para eles: piscina, biblioteca, ludoteca, trampolim, cesto de basket, tiro ao alvo, parque de areia e sala no piso inferior com TV, PlayStation e brinquedos para dividir com as outras crianças foram o “suficiente” para encherem a barriga de diversão. A tranquilidade nas instalações do hotel é tal que cheguei a estar 2 horas sozinha com o Duarte na piscina. O facto de ser um hotel familiar e “pequeno” tem esta vantagem, conseguimos escapar de piscinas apinhadas e relvados sem espaço para toalhas, características difíceis de encontrar por aí em pleno agosto.  




















ONDE COMER

Para comer encontrámos na Pizzaria II Padrinho o sitio ideal para as nossas refeições a quatro a preços muito simpáticos para a região. Há pizzas, grelhados e comidas caseiras para comer no local ou para levar. No primeiro dia jantámos lá, no segundo levamos pizzas para jantar no hotel, na zona de refeições onde é servido o pequeno-almoço. Não há nada como um bom jantar de verão ao luar, acompanhado de uma boa conversa de amigas. Os miúdos divertiam-se com a Chica, como se lhes pertencesse. 

COM UM PÉ “FORA” DO MONTE

No último dia acordámos cedo para aproveitar a manhã, pois a ideia era aproveitar a viagem depois de almoço para coincidir com a sesta dos miúdos (quem viaja com filhos pequenos entende isto melhor do que ninguém). Um bolo de banana e um bolo de maçã esperavam-nos no pequeno-almoço e não houve como não resistir a duas fatias do segundo, um sumo de laranja natural e um bom descafeinado (marca branca Nespresso, mas notei zero diferenças). Foi nessa altura que conheci o Gonçalo, o dono, que se tinha ausentado por uns dias. Desafiou-nos para um passeio de jipe pelas redondezas e nós, qual aventureiras com duas crianças para entreter aceitámos na hora. 


Tivemos oportunidade de circundar os 10 hectares de terreno que compõem o Pé no Monte e que pertencem ao Gonçalo e à esposa Helena há já 13 anos e ainda de conhecer a mais recente adoção, a Égua Dalila. Entre conversas banais e assuntos mais sérios, ficámos a saber que o Gonçalo e a Helena se preparam para expandir muito em breve o hotel com a construção de mais 8 apartamentos, um restaurante e uma piscina maior “ainda assim, mantendo o espaço fiel ao ambiente familiar”. 

Portanto, se este ano não conseguiram reservar a vossa estadia no Pé no Monte, no próximo ano as probabilidades de conseguirem já serão maiores.

Pôr um Pé no Monte é fácil, difícil é tirar de lá os dois! 

Fotos: GoPro; Samsung NX3000 

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