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#As férias (parte I) e as máximas da vida!

07 setembro 2016

No que diz respeito a este verão, nunca a frase “calma, tenho tudo perfeitamente descontrolado” fez tanto sentido. Este ano não conseguimos conciliar as agendas profissionais e, pela primeira vez, as férias grandes não foram a 3. Ou melhor, foram a 3 durante apenas 3 dias. Os restantes foram improvisados, sem grandes planos definidos, com apenas 2 certezas: a habitual semana na casa dos avós no Baleal, em Peniche, e uma escapadinha programada à costa vicentina.

Sobre o Baleal posso dizer que fui abençoada com um dos melhores anos de praia que já fiz por lá, os primeiros dias foram de um mar tão sereno e tão cristalino que não me lembro de ter visto em tantos anos (e olhem que vou para lá desde os 6 e já não vou para nova). Um início de semana mau para os amantes do surf, mas bom para o paddle, que, fiquei com muita pena de não ter experimentado, isto porque quando decidi já o mar não estava para aí virado e chegaram as marés vivas.

Entre manhãs de praia dedicadas a procurar camarões, peixinhos e caranguejos, tardes de piscina, sardinhadas, gelados, caminhadas e passeios a Peniche (nesta altura decorrem as afamadas festas de Ferrel e a Feira do Artesanato de Peniche) a primeira semana passou a voar, mas com aquela sensação de que tirámos o máximo partido do tempo sabem? Uma dica das gordas: têm de ir experimentar o Brownie com gelado de oreo e topping de nutella da pastelaria Java (divinal).











Bikini Women´secret



Bikini Women´secret



Bikini completo: Women´secret










T-shirt H&M | Fio: 58 Surf Shop | Calças: Aliexpress | Shoes: Moleke






Máximas destas férias: 

1. Nunca é tarde para aprender


Fiz Surf (quase) pela primeira vez na vida. Sim, com 32 aninhos acabados de fazer, perdi a timidez de entrar no mar no meio dos prós e passei as horas mais divertidas a batalhar nas ondas para conseguir fazer pelo menos qualquer coisinha decente, tipo pôr-me de joelhos (em pé fica para as próximas núpcias)!

Swimsuit: Women´secret






2. Não há idade para a aventura

O Duarte descobriu o Skater que há nele. À chegada ao Baleal, a abertura de uma lojinha local que fica a caminho do café habitual despertou-me a atenção e entrei para conhecer, o staff simpático deu logo a conhecer os serviços de aluguer de material de desporto aquático e enquanto trocávamos ideias o Duarte fixou-se nos skates. Explicamos-lhe que ainda é muito novo, que tem rodas, que era preciso um equilíbrio que ele ainda não tem com 3.5 anos, bla, bla, bla. Olhou para nós com aquele ar de puto que não ficou convencido, mas que não nos dava a volta.

Todos os dias no caminho para o café a conversa ia dar ora à feira do livro presente no mês de agosto (onde não resisti a comprar-lhe 1) ora à loja dos skates. Cheguei a ceder e a deixa-lo pôr-se de pé num… escorregou no momento e ouviu mais um “não tens idade para isto”.

E os dias foram passando até que no penúltimo dia, o dia em que decidi fazer surf com uma amiga, cedi à vontade do meu curioso e por 4€ lá lhe aluguei o skate, um Baby Miller, por 2horas. Não foram precisos mais de 10 minutos para ele se conseguir por de pé e ganhar equilíbrio. A verdade é que caiu muitas vezes, mas de todas as que caiu conseguia pôr-se novamente de pé e andar. E de todas as tentativas ganhou cada vez mais equilíbrio e eu fiquei qual mãe babada a observá-lo, a fotografá-lo, a filmá-lo para partilhar com o pai, a vê-lo mudar a postura corporal para ganhar mais balanço. E, assim de repente, a vida mostra-nos da forma mais simples que devemos dar asas aos nossos filhos para crescer e que a felicidade mora nas pequenas concretizações pessoais por mais pequenos que eles sejam. o lado mau foi o mega berreiro para devolver o skate à loja e só não pedi para me o venderem de tão orgulhosa e babada que estava, por vergonha. Ele pode não saber ainda desenhar um circulo ou a figura da mãe ou do pai na escola, mas sem dúvida alguma que basta deixá-lo explorar a vida, que ele a aproveita à medida dos seus gostos.

T-Shirt Zippy | Calções de banho Primark







3. A vida flui naturalmente

Descobri que também me safo em cima de uma prancha de skate. Sim, não resisti também a experimentar e sabem que mais? Gostei! Não me vejo a andar por aí a caminho dos skate parks que já não tenho idade para isso, mas levarei o Duarte com todo o gosto para ele dar continuidade a este desporto radical se ele assim o quiser.


Moral da história: os melhores momentos da vida não vêm mesmo com guião.

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