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#é preciso deitar isto cá para fora!

13 abril 2016

Percebo a dor de se perder um cão, já passei por ela, já perdi duas e sou dona de cinco. Nenhum substitui outro nem traz de volta o que o outro nos deu. Já chorei semanas a fio após a morte deles, já chorei a ver fotografias, vídeos, etc. Percebo que a dona (Maria João Bastos) possa sentir injustiça perante a situação improvável em que ocorreu, mas cujas causas ainda estão a ser apuradas e não são claras. Mas tenho que dizer isto: acho todo o mediatismo à volta deste tema um EXAGERO, chamadas de capa em revistas, noticias online que não acabam, ondas de revolta nas redes sociais devido ao poder dos media (e da própria), artigos na Visão e no Expresso??!! já só falta uma ida ao Jornal da Noite ou uma reportagem infiltrada dentro do hospital (vamos lá descobrir porque é que eles matam os cães?!). Considero que estes temas são do foro privado e não é através do poder dos media que se obtêm respostas à causa da morte, é precisamente através da abertura de um inquérito e de uma autópsia, digo eu! Já li as duas versões da história aqui e aqui, e se por um lado concordo com a dona em querer apurar os factos, eu também quereria respostas, TODAS as possíveis e impossíveis, por outro não concordo o comportamento acusatório/difamatório geral sobre a clínica, até porque é prematuro fazer essa acusação sem provas. Acho sim que a clínica deveria ter tido capacidade de resposta na hora, alguém responsável deveria ter estado pronto a falar com a atriz, sem a desculpa de “estar fora”. Quando estamos a sofrer a nossa urgência de respostas não engole desculpas leves. No entanto, trabalham lá pessoas que estudaram anos a fio e que todos os dias salvam as vidas dos nossos melhores amigos. Por outro lado, enquanto dona também deveria saber que qualquer sedação tem riscos e que há casos que correm mal. Esta é a nossa Wendy, tem 5 anos, foi atacada por um cão, entrou à beira da morte com um buraco enorme no tórax e a esvair-se em sangue no Hospital Veterinário Vasco da Gama num domingo do verão passado (após termos ligado para 3 clínicas e nenhuma estar disponível). Paramos à porta e já estava um médico à espera dela, foi levada e operada duas vezes, ficou internada, salvaram-na! Não digo isto em defesa, digo isto apenas porque trabalham lá profissionais que também fazem milagres e raramente as boas ações são reconhecidas.


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